sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

TRT: A TERAPIA DE REPOSIÇÃO DE TESTOSTERONA


TESTOSTERONA:
Primeiramente precisamos entender que a testosterona é produzida principalmente pelos testículos e sua função é múltipla, promovendo desde a indução do crescimento e desenvolvimento músculo-esquelético, como força e virilidade, até o impacto em componentes psicológicos, como a agressividade, por exemplo. Cada indivíduo produz quantidades variadas desse hormônio e sua concentração oscila de acordo com fatores genéticos, idade, peso, quantidade de gordura corporal, estresse mental e físico, e também com o momento do dia.
A diminuição da produção de testosterona se intensifica com o avanço da idade. Geralmente, os pedidos de TRT englobam atletas com mais de 36 anos. Do mesmo modo, pessoas com hipogonadismo ou que utilizaram esteroides anabolizantes em algum momento da vida, também sofrem de incapacidade na produção de testosterona ao longo da vida.
Esses indivíduos, com deficiência na produção do hormônio, sofrem com algumas manifestações clínicas importantes, como: baixa resistência, fadiga, depressão, alteração do humor, problemas com o sono e redução da libido. O tratamento, usado para pessoas que sofrem de hipogonadismo,

ENTENDA MELHOR O QUE É TRT?
O TRT é um termo para a reposição hormonal a base de testosterona, e as pessoas hoje estão confundindo muito essa questão. É importante deixar claro que essa é uma questão inerente ao paciente,  ele tem o direito de fazer se tiver indicação médica. No caso, como aconteceu com um lutador, as pessoas estão confundindo, mas acho importante esclarecer essa questão para que se abra um diálogo sobre o assunto.
QUANDO INDICAR O USO DO TRT?
Hoje em dia, muitos homens têm essa deficiência e não sabem porque não procuram um médico. Existem várias causas: idade, genética congênita - a pessoa nasce com hipogonadismo, pode ser um hipogonadismo adquirido por uso de alguma substância, inclusive adquirido até por atividade física de alto rendimento. Então, uma vez que isso é diagnosticado através dos sintomas de cada paciente - cansaço, fadiga, depressão, dificuldade de recuperação, de memória, alteração de sono, perda de libido - isso é confirmado através de um exame sanguíneo, no qual você mede as taxas de testosterona e os seus percursores hormonais, você vê se realmente há uma baixa na dose. É um diagnóstico em que tem que se refazer esses exames, não pode ser feito imediatamente apenas com um exame, porque a secreção da testosterona é cíclica, então você pode pegar um momento em que ela esteja mais baixa realmente. Se for diagnosticada essa baixa, há a indicação de fazer a reposição. Isso acontece da mesma forma com as mulheres, existem mulheres que tem menopausa precoce e outras tardia, isso se chama andropausa no homem. Pode acontece a partir dos 30 anos, você começa a ter uma queda, mas isso não significa que você não possa ter antes ou depois. Depende muito do paciente.
LIMITE HORMONAL E SUA REPOSIÇÃO?
Normalmente, em termo de 200 a 800 nanogramas por decilitro. Na prática, a reposição é feita através de hormônios exógenos, isso pode ser feito de diversas formas, com acompanhamento de exames laboratoriais. Você pode fazer isso de uma maneira cíclica ou de maneira contínua, tudo vai depender da demanda do paciente, do acompanhamento médico e dos exames laboratoriais com essas taxas, para que você mantenha dentro dessas taxas esse equilíbrio.
O TRT É DOPING?
Cada esporte tem uma agência reguladora sobre doping e essa agência que vai dizer se é doping ou não. Então, isso de ser doping ou não depende da agência reguladora de cada esporte. O que todo mundo hoje está preocupado é se as pessoas vão usar isso como artifício para obter ganho. 
A WADA, a Agência Mundial Anti-Doping, considera que qualquer reposição de hormônio que o atleta faça, é considerado doping. No caso, o TRT deve ser considerado doping. Um exemplo aconteceu com a ex-nadadora brasileira, Rebecca, Gusmão. Ela foi banida do esporte justamente pelo uso excessivo de testosterona.

O USO EXCESSIVO TRAZ MUDANÇAS BRUSCA NO CORPO.
FONTE:COMBATE 2014


Postado: luciano sousa
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