quinta-feira, 23 de julho de 2015

DESEQUILIBRIO MUSCULAR

Atualmente, podemos citar duas formas mais utilizadas para mensurar a força muscular e consequentemente indicar desequilíbrio muscular, são eles: Teste de 1 repetição máxima (1RM) e a Dinamômetria Isocinética.

Uma possível alternativa para avaliação de forca e o teste de uma repetição máxima (1-RM), que e o mais utilizado para avaliação da forca dinâmica, uma vez que e um método pratico, de baixo custo e aparentemente seguro para a maioria das populações (DIAS et al., 2005; VERDIJK et al., 2009). Uma repetição máxima refere-se a carga máxima levantada uma única vez e de forma correta, durante a realização de um exercício padronizado de levantamento de peso (McARDLEet al., 1996; QUEIROGA, 2005).
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            Para identificar o pico de torque por meio do teste de 1 RM se faz o calculo por: Levando em consideração que a perna pesa 6,1% da massa corporal total, é calculada. Para realizar a correção da gravidade, o valor do peso da perna é subtraído no banco flexor e adicionado no banco extensor. Logo após, os valores encontrados foram multiplicados por 9,8m/s2 (valor correspondente a aceleração da gravidade), transformando assim a carga do exercício em peso. Esse peso, por sua vez, foi multiplicado pelo comprimento da tibia, fornecendo assim a informação do torque. O torque encontrado foi dividido pelo peso do indivíduo, a fim de se encontrar valores comparáveis entre os participantes. A razão agônista/antagonista foi calculada dividindo o torque flexor pelo torque extensor, sendo o resultado multiplicado por 100 (WINTER, 1990).
 A comparação bilateral precisa é provavelmente uma das facetas que mais distingue a dinamômetria isocinética das demais avaliações, esta, tem como função, avaliar por meio de um Dinamômetro Isocinético a força muscular a uma velocidade angular continua, e tem um papel médico-legal especifico. Isso deriva da sensibilidade do aparelho, que é muito superior á habilidade humana. Utilizando o torque máximo mensurado por tal avaliação, podemos identificar o desequilíbrio muscular da articulação envolvida (DVIR, 2002).
            Para mensurar o desequilíbrio muscular no joelho, é necessário a divisão do torque máximo de flexores pelos extensores e multiplicado por 100.
FORMULA: EXTENSORES : FLEXORES
                                           100
EX: 40kg : 60kg   =  66,66 %
              100

 Para ser considerado um equilíbrio muscular em relação à força, o resultado deve estar entre 60 a 70%, sendo que valores abaixo de 60% significarão um desequilíbrio de flexores mais fracos e caso o valor fique acima de 70% demonstra um desequilíbrio de extensores (PAIXÃO, et al. 2004).

            Atleta: Landu (2007- Clube de Regatas Vasco da Gama)Fisiologista Luciano Sousa  2007.
Em estudo feito por Sapega (1990), foi estabelecido parâmetros para identificar desequilíbrio muscular entre os membros, onde foram divididos em indivíduos saudáveis em três pontos:

  1. Diferença em até 10% pode ser considerado normal;
  2. O desequilíbrio entre 11 e 20% é possivelmente anormal;
  3. Desequilíbrio em mais de 20% é provavelmente anormal.

            Segundo o autor referido acima , quando desequilíbrios superam os 20%, é indicado que o indivíduo seja afastado das atividades físicas, a fim, de prevenção de lesão. Já em casos de ocorrência de lesão, após tratamento, sendo cirúrgico ou não, o retorno a atividades leves pode ser liberado a partir do déficit de 30% ou inferior, e de atividades extenuantes de 20% ou inferior.
FONTE:http://cienciadotreinamento.com.br/mensurar-desequilibrio-muscular/
   Abaixo vejam o video da dinamômetria isocinética feita por Danilo Luiz Fambrini em um dos voluntarios de seu artigo de pós graduação.
PRIORIZAR UM GRUPAMENTO MUSCULAR DURANTE O GESTO BIOMECÂNICO,LEVA AO DESEQUILÍBRIO MUSCULAR

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Os desequilíbrios musculares tornaram-se grande alvo de estudos e discussões dentro da Medicina Desportiva, como prováveis responsáveis pelo alto índice de lesões entre os atletas. Porém, boa parte dos estudos que se propõem a discutir o assunto não apresentam fundamentação científica (Klee et al, 2004).
Sabe-se que a estabilidade corporal, responsável pelo alinhamento do corpo, é diretamente ligada ao controle do Sistema Nervoso Central (SNC), pelo feedback sensorial das estruturas osteo ligamentares e pelo controle da musculatura ativa. Logo, qualquer disfunção em um desses fatores vai promover instabilidade, a qual será compensada pelo corpo de alguma forma. Uma dessas formas é causando um desequilíbrio entre músculos (Liebenson & Lardner, 1999). De modo que os músculos que são mais utilizados, seja em tarefas do dia-a-dia, seja por práticas esportivas, tornam-se mais fortes e mais encurtados. Por conseqüência, ocorre um enfraquecimento e estiramento dos músculos antagonistas (Christensen, 2000)

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O desequilíbrio muscular pode ser explicado pela diferença de força e flexibilidade entre grupos musculares que atuam sobre uma mesma articulação, isto é, ocorre quando determinado grupo muscular apresenta-se mais forte e/ou mais tensionado do que seu respectivo antagonista (Kollmitzer et al, 2000; Klee et al, 2004; Liebenson & Lardner, 1999).
O desequilíbrio pode ser fator causador ou estar associado a diversos fatores, como: uso inadequado, repetição excessiva, má postura, postura antálgica, patologias articulares, patologias musculares, contraturas ou aderências, déficits neurológicos, desuso ou atrofia, prática indiscriminada de atividades esportivas, dentre outras (Stokes, 2000).
Como fator causador, os desequilíbrios ocorrem, basicamente, pela promoção de um desalinhamento postural por alterar o posicionamento das estruturas ósseas ao aproximar origem e inserção (encurtamentos); ou promover sobrecargas excessivas em determinadas articulações ou parte delas, ligamentos e outras estruturas, podendo causar lesões agudas ou crônico-degenerativas (Kendall, 1995).
Como fator secundário, pode ocorrer como conseqüência de uma lesão inicial. Nesse caso, destacam-se as lesões traumáticas e as neurológicas que podem facilitar ou inibir as contrações musculares de determinados músculos, como, por exemplo, é o caso da espasticidade que atinge grupos musculares predominantes, inibindo a reação de seus antagonistas (Stokes, 2000)
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Alguns grupos musculares apresentam uma predisposição natural ao encurtamento. Embora não exista uma explicação para isso, acredita-se que exista correlação com a posição fetal. Dentre os músculos que sabidamente tendem ao encurtamento, destaca-se: eretores espinhais, quadrado lombar, tensor da fáscia lata, piriforme, retofemural, gastrocnêmio e sóleo, peitoral maior, trapézio superior, elevador da escápula, esternocleidomastóideos, e escalenos; enquanto seus antagonistas diretos tendem ao estiramento (Stokes, 2000).
O processo de instalação de um desequilíbrio muscular, normalmente, não é perceptível ao indivíduo até que suas conseqüências comecem a se manifestar, normalmente em forma de quadros álgicos e/ou deformidades. E, levando-se em consideração o complexo de cadeias musculares que compõem o corpo humano, o processo será seguido de uma série de compensações locais e a distância, transformando o problema inicial em complexo processo de reabilitação postural (Moraes, 2002).
De forma simplificada, pode-se dizer que o tratamento dos desequilíbrios consiste em promover um reequilíbrio das cadeias musculares alongando o que está encurtado e fortalecendo o que está fraco. Vale ressaltar, porém, que o equilíbrio fisiológico de forças não é necessariamente o mesmo valor entre os grupos musculares. Por exemplo, é considerado um sistema em equilíbrio quando os isquiotibiais apresentam cerca de 70% da força do quadríceps (Kollmitzer et al, 2000; Kolyniak et al, 2004).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. CHRISTENSEN, Kim. Manual Muscule Testin and Postural Imbalance. Dynamic Chiropratic. v.18. issue 24, 15 nov 2000;
2. KENDALL, PF; McCREARY, EK; PROVANCE, PG. Músculos: Provas e Funções. 4ª ed. São Paulo: Manole, 1995;
3. KLEE, A; JOLLENBECK, T; WIEMANN, K. Correlation Between Muscular Function and Posture – Lowering The Degree of Pelvic Inclination with Exercise. International Society of Biomechanics in Sports. Oct, 2004
4. LIEBENSON, Craig; LARDNER, Robert. Identification and Treatment of Muscular Chains. Dynamic Chiropratic. V.17, issue 18. 23 aug 1999;
5. MORAES, Luci Fabiane Scheffer. Os Princípios das Cadeias Musculares na Avaliação dos Desconfortos Corporais e Constrangimentos Posturais em Motoristas do Transporte Coletivo. Universidade Federal de Santa Catarina [dissertação de Mestrado]. Florianópolis, 2002;
6. STOKES, Maria. Neurologia Para Fisioterapeutas. São Paulo: Editora Premier, 2000;
FONTE:



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