segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Dermatoglifia: Analise do potencial genético através das impressões digitais



Dermatoglifia é o estudo cientifico das impressões digitais pelo qual é possível analisar o potencial genético da pessoa, através desta analise é possível descobrir as aptidões esportivas e algumas patologias e defeitos do desenvolvimento, é realizado com três tipos de desenhos encontrados nas digitais dos dez dedos da pessoa, sendo eles já citados no texto que são o Arco, Presilha e Verticilo.
Para colher as digitais, o procedimento é igual ao utilizado para emissão da carteira de identidade. A combinação de três fatores é que determina o tipo de fibra muscular. Um deles é o tipo de desenho que as linhas formam. Os predominantes são: Presilha (L), Verticilo (W, S-Desenho), ou Arco (A). Outro fator é o índice Delta, definido pela congruência das linhas que formam o tipo de desenho. Também contam-se a quantidade de linhas que cada desenho contém. Através destes três parâmetros é que se faz a interpretação e análise e se chega a um diagnóstico do tipo de fibra muscular. Até pouco tempo, a definição do tipo de fibra somente era possível com uma biópsia (procedimento laboratorial, oneroso e dolorido).

Fibras - Existem, basicamente, dois tipos de fibra muscular: as lentas ou vermelhas e as rápidas ou brancas. As lentas se caracterizam por um predomínio da resistência, graças à grande quantidade de mitocôndrias, estruturas que geram energia dentro da célula por muito tempo e são resistentes à fadiga. As rápidas se caracterizam pela grande estrutura das fibras, capazes de gerar muita força e velocidade, mas entram em fadiga rápido.
Com a determinação do tipo de fibra é possível escolher o melhor exercício, também servir como fator de escolha do esporte que você queira praticar além da posição na quadra, ou o estilo e a tática de jogo que deve adotar.
Após o diagnóstico, se você possui uma musculatura com predominância de fibras rápidas você deverá priorizar o trabalho de musculação porque você hipertrofia os músculos e ganha força depressa. No caso de uma modalidade, você deve escolher aquela em que esteja envolvida grande potência (velocidade e força juntos) como corridas de velocidade, provas de natação de curtas distâncias, saltos, lançamento; no estilo de esporte se optar em jogar tênis, pode aproveitar a sua potência e jogar para ganhar os pontos no saque, pois esse é seu forte, como também treinar o seu ponto fraco que é a resistência.

No caso de possuir uma musculatura com predominância de fibras lentas, você deverá priorizar trabalho aeróbico, pois demora muito para cansar e consegue permanecer por muito tempo na atividade, escolhendo em participar de provas de longa duração como corridas, maratonas, travessias, jogos e treinar o seu ponto fraco que é a força.


A dermatoglifia vem sendo bastante utilizada na área do desporto pelo fato de que é possível analisar as qualidades físicas de um atleta através da digital, dessa forma é possível direcionar o atleta para a área ou posição que ele tem maior aptidão.

Para o desporto os desenhos das digitais tem os seguintes significados como as digitais que possui uma forma de Arco como mostra a figura abaixo, possui muita força porém baixo nível de coordenação motora, quem possui Presilhas possui velocidade e explosão e por ultimo que tem Verticilo o rodamoinho tem força, velocidade e resistência.

Fabrício Costa Do GLOBOESPORTE.COM.


Garotos da base dos clubes do Rio passam pelo temido exame de dermatoglifia
Não que as peneiras estejam com os dias contados. Mas os quatro grandes clubes do Rio de Janeiro estão inovando na hora de selecionar os garotos das divisões de base. Antes bastava a criança ou o adolescente mostrar qualidades em alguns coletivos. De dois anos para cá, os futuros jogadores passaram a enfrentar o temido exame de dermatoglifia. Isto é, o teste que revela se as impressões digitais são ou não de um atleta de alto rendimento.

Prova disso, é o trabalho que vem sendo realizado pelo coordenador das escolinhas de futebol do Flamengo, Antônio Lima, que não abre mão da genética na colheita de talentos em potencial.

- A demanda de garotos é muito grande. Precisamos ter outros parâmetros, além dos testes de coordenação e resistência, para escolher os melhores jogadores. Não é o fim das peneiras. Mas, hoje, o exame de dermatoglifia é indispensável no intuito de potencializarmos as características dos meninos. E nos possibilita individualizar os treinamentos logo que algum garoto ingressa na escolinha - garante Antônio Lima, que está à frente de 70 escolinhas do Flamengo espalhadas por todo o Brasil.

 Agulha no palheiro
Divulgação Divulgação
Candidatos a craque do Fla também têm que passar por testes de coordenação e de resistência 


De acordo com o doutor em dermatoglifia da Universidade Castelo Branco, Paulo Dantas, somente 3% da população mundial carregam consigo características de atletas de ponta. E, neste caso, a genética torna a seleção de garotos nas divisões de base mais objetiva. Sendo assim, é possível identidicar, por exemplo, os níveis de coordenação, força e velocidade dos candidatos a craque.  



- Quem quiser se destacar no esporte, e aí incluo o futebol, tem que escolher bem seus ancestrais. Principalmente, a mãe, que é quem passa a maioria das características de atleta ao filho - brinca o professor, que há dez anos trabalha com exames de dermatoglifia no país. Mas só de dois anos para cá conseguiu formar um grupo de pesquisadores distribuídos entre Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco e Madureira.
 Heróis do Tri põem o talento à prova

Carlos Alberto Torres aceita passar pelo exame que analisa as impressões digitais
Com o intuito de comprovar a eficiência do estudo das impressões digitais, o GLOBOESPORTE.COM convidou dois ex-jogadores que fizeram história na seleção brasileira para participar do exame de dermatoglifia. O capitão do Tricampeonato, Carlos Alberto Torres, e o Furacão da Copa de 70, Jairzinho, toparam o desafio.
- Aceito passar por este teste porque acredito no poder da genética. A cada dia vão surgir novos estudos. Se eles forem levados a sério, iremos colher um melhor desenvolvimento dos atletas - afirma Torres, o mais novo capitão de uma seleção a erguer um troféu de Copa do Mundo, aos 24 anos.


Jairzinho tem as marcas digitais coletadas pelo professor doutor Paulo Dantas

Por outro lado, Jairzinho lembrou que na época em que jogava sequer existia a figura do preparador físico quanto mais a do geneticista. 
- A chuteira e a bola eram bem mais pesadas. Nem imaginava que um dia haveria fisiologista no futebol, por exemplo. Agora, temos que jogar junto com a ciência. Desta forma, conseguiremos manter a hegemonia no esporte - declara o único jogador a marcar gols em todas as partidas de uma Copa do Mundo.


 Hora do veredicto
 Reprodução
Resultado do exame de dermatoglifia em Carlos Alberto Torres e Jairzinho

Feito o exame de dermatoglifia, o professor Paulo Dantas constatou que tanto o ex-lateral-direito quanto o ex-atacante da seleção brasileira apresentam alta coordenação neuromotora. Isto é, eles têm um excepcional domínio de bola e tendem a mantê-lo por mais tempo que a maioria dos jogadores, por serem dotados de uma resistência privilegiada.
Texto: Fabrício Costa Do GLOBOESPORTE.COM
 
Dermatoglifia nada mais é do que um método científico no qual se estuda as impressões digitais (ID). Através deste método é possível verificar as potencialidades genéticas de cada indivíduo como, por exemplo, aptidões esportivas e também detectar patologias no desenvolvimento.
Este método é mais utilizado na área do desporto, para descobrir talentos e analisar suas qualidades físicas direcionando o atleta, por exemplo, para a área em que tem maior potencial. Este direcionamento é feito através do estudo dos desenhos das digitais, onde cada desenho tem um significado.
O desenho mais simples é o arco e os mais complicados são verticilo,  S-desenho.
 digitais-arco

                   Arco (A): muita força, porém seu ponto fraco é a coordenação motora.

                
presilhas
Presilha (L):velocidade e explosão.             




digitais-verticilo
Verticílo (W): prevalência de força, velocidade e resistência.

Este estudo acontece da seguinte forma: coleta-se as ID’s dos dez dedos das mãos e verifica-se o desenho que as linhas formam (Arco, presilha ou verticilo), o índice delta que é a coerência das linhas que formam o tipo de desenho, além de contar a quantidade de linhas de cada desenho. São estes fatores que determinam a predominância do tipo de fibra muscular.
Você sabe aquelas perguntas as quais nunca tem a resposta? Como por exemplo, por que você cansa muito rápido quando pratica atividades aeróbicas? Ou por que as respostas aos seus treinamentos não são iguais aos de seu amigo apesar dos treinos serem iguais? A reposta está nas fibras musculares, pois cada corpo reage de maneira diferente ao estímulo ou treino, de acordo com a fibra muscular predominante.
Basicamente, existem dois tipos de fibras musculares: as fibras musculares lentas ou vermelhas que são caracterizadas pela predominância da resistência e as fibras musculares rápidas ou brancas que são caracterizadas pela capacidade de gerar muita força e velocidade, mas seu ponto fraco é a rápida fadiga.
Depois de descobrir o tipo de fibra muscular predominante, será possível prescrever o exercício mais indicado ou também pode contribuir para a escolha do esporte em que você poderá ter mais sucesso. Exemplificando: se você possuir uma predominância de fibras lentas, o exercício mais indicado deverá ser o aeróbio, pois o seu forte é a resistência, com isso os esportes mais indicados seriam provas de longa duração como maratonas, travessias e corridas, além de treinar seu ponto fraco que é a força. Se você possuir predominância de fibras rápidas, musculação seria mais indicado, pois ganha força e hipertrofia muito rápido. Dentro do esporte o melhor seria a escolha de alguma modalidade que envolva explosão (força e velocidade), provas de natação e corridas de velocidade em curta distância, saltos e lançamentos, por exemplo. E é claro não deixar de treinar seu ponto fraco que é a resistência.
Concluindo, esta informação é de suma importância, pois através da dermatoglifia verificam-se seus pontos fortes e fracos, auxiliando na prescrição dos exercícios mais indicados os quais seu corpo responderá melhor. Dessa forma, os treinos serão mais prazerosos e eficazes e os resultados serão mais rápidos deixando-o muito mais motivado para a prática de atividades físicas.
Muitas pesquisas já foram e estão sendo realizadas, e a maioria conclui que a dermatoglifia é de grande importância para identificar o perfil do atleta e indicá-lo para a modalidade mais adequada. E dessa forma contribui para a descoberta de novos talentos para os diversos esportes brasileiros de alto rendimento.
Fontes:

FIGURA 01: TIPOS DE DESENHOS DIGITAIS
1) Desenho digital – é formado por um conjunto de cristas e sulcos que se encontram na polpa digital (Arco, Presilha e Verticilo);
2) Impressão Digital – é a reprodução impressa do desenho digital em qualquer superfície que receba impressões digitais. É formada por linhas brancas, deltas, pontos característicos e poros;
3) Delta 10 – é o índice deltico e esta relacionado a coordenação neuromotora. O ângulo ou triângulo formado pelas cristas papilares, formado pela bifurcação de uma linha simples ou brusca divergência de duas linhas paralelas.
4) SQTL – somatória total de linha e tem relação com a coordenação de endurance. Estas linhas são contadas do Delta até o núcleo da impressão digital.
FIGURA 02: Figura dos deltas





O delta desempenha papel importante, pois determina o tipo de impressão digital de acordo com quatro características:

1- Ausência de deltas (A);
2- Presença de delta (L);
3- Presença de dois deltas, sendo um à direita e outro à esquerda do observador (W).

Aplicação no Esporte

A evolução do esporte faz com que a interdisciplinaridade ocorra no seu mais alto grau. A especificidade da competição e o aprimoramento do treinamento fazem com que uma pequena informação seja decisiva para se estabelecer quem foi o vencedor e quem foi o perdedor. O mundo inteiro está se rendendo à genética, apesar de não ter seus princípios ainda bem definidos. Melhor do que trabalhar na intuição, no ensaio e no erro é utilizarmos informações referentes aos pais. Com certeza seu atleta possui alguma coisa deles que faz com que as informações sejam bem relevantes.
          É provável que atletas de elite sejam aqueles que: iniciam com níveis superiores as características fenotípicas necessárias para o sucesso em determinado esporte; respondam melhor ao treinamento destas características; e controlem melhor as táticas e técnicas necessárias. O emprego correto do conhecimento antecipado das possibilidades e tendências genéticas somado à contribuição do ambiente propício ao treinamento, pode contribuir, embora não de maneira única, para a determinação do talento e também para o seu desenvolviment.
Resultados esportivos importantes só serão obtidos, caso o conjunto das qualidades físicas específicas a modalidade questão, sejam associadas à sua predisposição genética. A presença das capacidades e inclinações genéticas é indispensável para o domínio do alto rendimento desportivo, que é o resultado das interações entre os fatores hereditários e o meio ambiente, influenciando a constituição fenotípica do indivíduo, contribuindo para o sucesso em modalidades desportivas. As modalidades esportivas devido as suas variáveis motoras e funcionais exigem dos atletas um desempenho acima da média da população, o que dificulta a projeção de um sujeito que não atenda às exigências da modalidade com um mínimo de desvio do seu padrão na obtenção de sucesso desportivo em nível mundial e/ou olímpico. Portanto um atleta para atingir o alto rendimento deve atender a todas as exigências da modalidade desportiva, destacando-se da maioria populacional, pois é consenso que predisposições não podem ser criadas, são inatas aos indivíduos.
O objetivo da dermatoglifia, como um processo pedagógico para seleção nos esportes, é identificar o potencial genético de um indivíduo. O conhecimento prévio do genótipo, aliado às ações fenotípicas constituem fatores determinantes não só para a determinação do talento, mas para o seu desenvolvimento. O método dermatoglífico consiste em valioso instrumento na avaliação das estratégias de detecção de talentos não só no Brasil, mas como em qualquer país do mundo, pois considera significativa a interligação entre as impressões digitais e as modalidades esportivas 3, 15, 24.
As características de imutabilidade, inalterabilidade e imitabilidade da dermatoglifia contribuíram significantemente com a sua aplicação em diversas áreas de Medicina Legal, Criminalística, Antropológica e atualmente na área desportiva, sendo alvo de estudo de inúmeros pesquisadores em diferentes amostras e populações (tabela 04 e 05).
TABELA 04: Resumo das características dermatoglíficas de atletas de modalidades coletivas.
Ano
Modalidade
A+
L+
W+
D10*
SQTL*
1996
Basquete Sel bras
2%
60%
38%
13,60
136,71
1996
Voleibol sel bras
1%
53%
46%
14,54
133,79
2002
Voleibol sel bras
1%
65%
34%
13,40
125,60
2003
Handebol
2%
70%
28%
12,60
94,60
2001
Futsal
0%
65%
35%
13,50
147,40
2004
Futsal
0%
46%
54%
15,30
142,10
2004
Voleibol Sel Bras
3%
58%
38%
13,50
132,08
2006
Futebol de areia seleção
0%
50%
50%
15,00
146,00
+ = valores percentuais; * = valores médios;
TABELA 05: Resumo das características dermatoglíficas de atletas de modalidades individuais.
Ano
Modalidade
A+
L+
W+
D10*
SQTL*
1996
Boxe
0%
46%
54%
15,40
143,40
1996
Karatê
0%
46%
54%
15,43
159,71
2003
Karatê
0%
46%
54%
15,40
159,70
2003
Nat vel masc
2%
75%
23%
12,10
106,70
2004
Esgrima masc
2%
40%
58%
15,70
155,80
2004
Judo inf
1%
78%
21%
12,10
118,60
2004
Judo inf dv
0%
78%
24%
12,40
121,20
2004
Judo DV masc
0%
76%
24%
12,40
121,20
2004
Nat fund
0%
43%
56%
15,70
153,83
2005
Judo DV AR(masculinos cegos)
1%
67%
32%
13,10
111,10
2006
Judo DV AR (feminino cegos)
1%
72%
27%
12,50
114,10
A tabela 06 mostra os níveis de qualificação para esportes cíclicos (como natação, ciclismo, corridas e remo). Quanto maior a classe maior rendimento
Classe
Impressões Digitais
Somático - funcional
D10
SQTL
Mínimo
Máximo
I
5,5
26,5
Estatura Força (absoluta)
Resistência Coordenação

Força (relativa)
II
9,0
47,7
Coordenação
Força
III
11,6
126,4
Força (relativa)
Estatura
Força (absoluta)
IV
13,1
134,2
Estatura
Força (absoluta)
Resistência
Coordenação
V
17,5
162,8
Força (relativa)
Coordenação
Fonte: 3, 15

A tabela 07 mostra os níveis de qualificação para esportes acíclicos (como Futebol, futsal, basquete, futebol de areia, handebol entre outros. Quanto maior a classe maior rendimento.
Classe
Impressões Digitais
Somático - funcional
D10
SQTL
Mínimo
Máximo
I
6,0
22,0
Coordenação
Resistência de velocidade Agilidade e Resistência
Força
II
9,1
86,2
Coordenação
Resistência de velocidade Resistência
Velocidade
Força
III
11,1
119,1
Coordenação
Resistência
Velocidade
Força explosiva
IV
14,1
139,6
Velocidade
Força
Coordenação
Resistência de velocidade Agilidade
V
16,1
150,1
Força
Coordenação
Resistência de velocidade
Agilidade
Fonte: 
No alto rendimento existe uma tendência ao desaparecimento do arco e aumento dos desenhos do tipo W (verticílo) e L Presilha, comportamento que é mais acentuado conforme se acentua a alta qualificação, observado na literatura em 1, 2, 4-14, 16-21, 23.

1.            Abramova TF, Magaj IA, Martirosov EG, et al. (Mise en oeuvre des facteurs de la vitesse d'adaptation dans l'entrainement sportif). Teorija i praktika fiziceskoj kultury URSS 1991, n 6, pp 31-38, 8 p 11 ref. 1991.
2.            Abramova TF, Nikitina TM, Ozolin NN. De l'utilisation des dermatoglyphes digitaux dans la selection des sportifs. Teorija i praktika fiziceskoj kultury RUS 1995, n 3, pp 10-15, 6p, ill 16 ref. 1995.
3.            ABRAMOVA TF, NIKITINA TM, OZOLIN NN. Possibilidades de utilização das Impressões Dermatoglíficas na seleção desportiva. Teoria e prática da Cultura Física. 1995(3):10-15.
4.            Abramova TV, Tsar'kov VM, Cheednovskya SM. Oveshchenie tsentral'nogo stadiona v G. Kieve. / Lighting the central stadium in Kiev. Svetotekhnika 8, 1983, 1-4. 1983.
5.            Bogdanov A. The training of the target shot. Smallbore Australia. 1992;1:21-26.
6.            Bogdanov OA, Kunarev VS, Komisova VY. COMPARATIVE ANALYSIS OF PHYSICAL DEVELOPMENT AND PHYSICAL PREPAREDNESS OF FEMALE STUDENTS, WHO ENTERED GERTSEN'S RSPU IN 1983 AND 2005. Teoria i Praktika Fiziceskoj Kul'tury. 2006(9):55-56.
7.            Bogdanov OV, Yakovleva NM, Smetankin AA, et al. Elektromigraficheskii risunok aktivnosti mycshch pri ottalkivanii i puti ego napravlennoi korrektsii u yunykh prygunov na lyzhakh z tramplina. / Electromyography of muscle movement in the take-off and flight technique (and its correction) of young ski jumpers. Teoriya i praktika fizicheskoi kultury 1, Jan 1982, 35-38. 1982.
8.            Bogdanov SN, Curbanov MM, Zukovskij JUT. (Utilisation de l'ordinateur pour l'apprentissage en education physique). Teorija i praktika fizicesnoj kultury URSS 1990, n 8, pp 32-33, 2 p. 1990.
9.            Bulgakova NJ, Afanasyvev VZ, Morozev SN, et al. Formation a des competences pedagogiques professionnelles pour l'enseignement de la natation a des etudiants sportifs de l'institut de l'enseignement superieur. Teorija i praktika fiziceskoj kultury RUS 1998, n 5, pp 56-58, 3 p 10 ref. 1998.
10.          Bulgakova NJ, Chebotaryova IV. Girls in sports swimming. Teoria i Praktika Fiziceskoj Kul'tury. 1999(6):37-38.
11.          Butova OA, Butov VS. Individual variations of the immune status in relation to the types of body-build in 15-year-old boys living in the cities of the southern part of Russia. Papers on Anthropology. 2003;12:42-50.
12.          Butova OA, Lisova IM. [Correlations of various parameters of the human constitution]. Morfologiia. 2001;119(2):63-66.
13.          de Oliveira Klein CM, Filho JF. Relacao entre a dermatoglifia, as qualidades fisicas e o nivel maturational de escolares adolescentes de ambos os sexos. Fitness & performance journal (Rio de Janeiro). 2003;2(6):321-329.
14.          de Oliveira Sampaio A, Dantas PMS, Fazolo E, et al. Perfis somatotipico, de qualidades fisicas basicas e dermatoglifico dos pilotos de caca da F.A.B. com as patentes de Tenente e Capitão. Fitness & performance journal (Rio de Janeiro). 2003;2(2):122-128.
15.          FERNANDES FILHO J. Impressões dermatoglíficas: marcas genéticas na seleção dos tipos de esporte e lutas (a exemplo de desportista do Brasil) [Doutorado]. Moscou, VNIIFK; 1997.
16.          Fernandes Filho J, Roquetti Fernandes P, Silva Dantas PM. Dermatoglifia x diagnostico. / Dermatoglyphics x diagnosis. Fitness & performance journal (Rio de Janeiro). 2003;2(2):69-69.
17.          Nikitina T, Abramova T. Bone density in top athletes of different kinds of sport. (Abstract). Medicina Sportiva Polonica. 2002;6(1):E50-E50.
18.          Nikitiuk BA, Trofimova VV. [The correlations of somatotypes and the total ridge count in Russian men of the White Sea area]. Morfologiia. Jun 1992;102(6):67-75.
19.          Nikitjuk BA. (La morphologie sportive dans les annees 80 : nouvelles conceptions et approches methodologiques). Teorija i praktica fiziceskoj kultury URSS 1981, n 5, pp 16-19, 4 p 19 ref. 1981.
20.          Nikitjuk BA. (Typologie somatique en sport). Teorija i praktika fiziceskoj kultury URSS 1982, n 5, pp 26-28, 3 p 15 ref. 1982.
21.          Silva Dantas PM. Relação entre estado e predisposição genética no futsal brasileiro [Doutorado]. Natal/RN: Programa de Pós-Graduação strictu senso em Ciências da Saúde, Universidade do Rio Grande do Norte; 2004.
22.          Silva Dantas PM, Alonso L, Fernandes Filho J. Futsal e dermatoglifia. In: Dantas EHM, Fernandes Filho J, eds. Atividade Física em Ciências da Saúde. Rio de Janeiro: Shape; 2005.
23.          Silva Dantas PM, Fernandes Filho J. Futsal: identificacao dos perfis, genetico, de aptidao fisica e somatotipico que caracterizam atletas masculinos, de alto rendimento, participantes do futsal adulto, no Brasil. Fitness & performance journal (Rio de Janeiro). 2002;1(1):28-36.
24.          SILVA DANTAS PM, FERNANDES FILHO J. Identificação dos perfis, genético, de aptidão física e somatotípico que caracterizam atletas masculinos, de alto rendimento, participantes do futsal adulto, no Brasil. Fitness & Performance Jounal. jan/fev 2002;1(1):28-36.



 

Postado: luciano sousa
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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

SUPLEMENTOS X ANABOLIZANTES

Suplementos novo (Foto: Arte/G1)
 
 O professor de educação física não deve prescrever nada, senão se torna um desvio de função. Nós trabalhamos com prevenção, o nutricionista atua com alimentos e o fisioterapeuta, com patologias", afirma o presidente do Conselho Regional de Educação Física do Estado de São Paulo (Cref/SP), Flavio Delmanto.Ele destaca que esse procedimento é divulgado aos profissionais filiados e que o mercado tem espaço para todos, desde que respeitada cada atribuição. Em relação à venda dos suplementos nas academias, Delmanto diz que a fiscalização deveria ser feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O educador físico Mauro Guiselini complementa: "Existem personal trainers que aprendem as regras básicas da suplementação e sugerem aos alunos. Isso é ruim para a profissão, pois é o mesmo caso de praticar medicina ilegalmente. Tanto que alguns profissionais já foram advertidos e até suspensos", diz. De acordo com Guiselini, o grande problema é vender anabolizantes e hormônio do crescimento no lugar de suplemento. "Aí o professor vira o cara que vende a droga."
Além disso, esses produtos não podem fazer propagandas enganosas, prometendo no rótulo uma eventual perda de peso ou ganho de massa muscular. A Anvisa proíbe palavras ou imagens que façam referência a hormônios ou induzam o consumidor sobre eventuais efeitos. Estão vetadas, portanto, expressões como "anabolizantes", "massa muscular", "hipertrofia muscular", "queima de gorduras" ou "fat burners", e "aumento da capacidade sexual".
Segundo a nutricionista da área esportiva Mirtes Stancanelli, que atua na seleção brasileira de basquetebol feminino, a idade média dos principais usuários no país vai dos 20 aos 35 anos, e as mulheres já são um público-alvo considerável.
Na hora de determinar o que e quanto uma pessoa vai tomar de suplemento, é fundamental saber se ela está desprovida de algum nutriente, se a atividade que desempenha envolve força, e qual o tempo e a intensidade do exercício.
"Quem consome esses produtos sem indicação de um profissional pode ter problemas no fígado, nos rins e no coração. Ferro demais, por exemplo, pode se depositar nas artérias e causar cansaço. Muita vitamina C é capaz de aumentar o risco de pedras nos rins. E, no fígado, pode haver um acúmulo de gordura. O que a ciência coloca não é de agrado da indústria, mas a verdade é essa", explica.
Além disso, se o indivíduo for mal orientado, pode aumentar o percentual de gordura, ter acne, gases e alergias respiratórias, no caso de consumir um excesso de proteínas. Pode, ainda, apresentar dificuldade de digestão. Os efeitos dos anabolizantes são ainda piores: além de acne e danos ao fígado, rins e coração, pode haver crescimento das mamas e infertilidade nos homens e queda de cabelo, voz grave, aumento dos pelos e desregulação do ciclo menstrual nas mulheres. No caso do suplemento à base de creatina, é permitido tomar por dia apenas 0,3 grama por quilo de peso corporal, ressalta Mirtes. Quanto ao isotônico, ele só deve ser uma opção quando há realmente uma desidratação, ou seja, perda de 2% a 3% de peso corporal em uma única atividade.
Outro ponto que deve ser observado é que, quando a pessoa para de usar o suplemento, pode levar até dois anos para readquirir a forma anterior, já que os produtos servem para acelerar esse processo. Para quem quiser opções naturais e mais saudáveis de vitaminas e proteínas, a nutricionista sugere suco de frutas, leite, iogurte, queijo, carne vermelha e ovos.
                                             Seis categorias
A Anvisa divide os suplementos alimentares em seis categorias diferentes: hidroeletrolíticos (isotônicos, que hidratam as células), energéticos (basicamente carboidratos, como maltodextrina, em géis, pó ou suco), suplementos de proteínas (barrinhas de proteínas e gorduras para recuperação pós-treino), produtos para substituição parcial de refeições (shakes ou pós capazes de suprir eventuais necessidades de proteínas, carboidratos e gorduras), complementos de creatina (proteína para liberação rápida de energia em atividades de alta intensidade, como atletismo e natação) e bebidas com cafeína (energéticos e estimulantes).
No Brasil, essas substâncias estão isentas de registro, mas devem seguir um regulamento técnico da Anvisa de abril de 2010, que estabelece critérios de classificação, indicação, composição e rotulagem. Também precisam de um número de notificação junto ao órgão de vigilância sanitária estadual ou municipal sobre o início da fabricação ou a importação.
Cada produto deve informar esse número de notificação, a lista de ingredientes, a composição nutricional e o prazo de validade.
Já os suplementos vitamínicos ou minerais – cápsulas que podem suprir demandas de ferro, cálcio, zinco, etc – não precisam de registro se os nutrientes não ultrapassarem 100% da ingestão diária recomendada. Se isso ocorrer, o produto é considerado um medicamento e necessita de autorização da Anvisa.
Caso as normas para os suplementos alimentares sejam descumpridas, como no caso de propaganda enganosa, o infrator deve ser penalizado, segundo uma lei de 1969 e outra de 1977. Também deve ser aberto um processo administrativo sanitário.
Multas são analisadas individualmente, e a empresa pode ter o produto suspenso por oferecer risco à saúde da população. A fiscalização deve ficar a cargo da vigilância sanitária local, que precisa encaminhar os dados à Anvisa, responsável pelas autuações e publicações no Diário Oficial da União.
Suplementos valendo (Foto: Arte/G1)
                                                           Regras específicas
Sobre os isotônicos, a resolução da Anvisa diz que eles não podem ultrapassar 1.150 mg/l de sódio, e a concentração de potássio não pode ser superior a 700 mg/l. Por outro lado, podem ser adicionados de vitaminas e minerais, mas não de fibras. As regras também falam sobre o limite máximo de carboidratos e frutose (açúcar das frutas) no preparo desses líquidos.
No caso dos energéticos ou carboidratos, o suplemento não pode conter mais de 75% do valor energético proveniente dessa fonte. Em gramas, não deve passar de 15 g na porção pronta para o consumo. A Anvisa diz, ainda, que esses produtos podem ter gorduras e proteínas, mas não fibras e substâncias consideradas "não nutrientes". Quanto aos suplementos de proteínas, devem ter pelo menos 10 gramas do componente em cada porção. Metade das calorias precisa ter origem proteica e também não é permitido adicionar fibras ou não nutrientes.
Em relação aos suplementos para substituição parcial de refeições, os famosos shakes, existe uma quantidade máxima permitida de carboidratos (de 50% a 70%), proteínas (de 13% a 20%) e gorduras (até 30%) sobre o total do valor energético. O produto deve fornecer pelo menos 300 kcal por porção. Além disso, o teor de gorduras saturadas e trans não pode ultrapassar 10% e 1%, respectivamente. E, ao contrário dos anteriores, esses complementos podem ter fibras. A Anvisa também prevê critérios para os suplementos de creatina, cuja concentração deve ficar entre 1,5 g e 3 g por porção. O grau de pureza da substância precisa chegar a 99,9%. E não podem ser adicionados carboidratos nem fibras. Por fim, os complementos de cafeína não podem ficar abaixo de 210 mg nem acima de 420 mg por porção. Não pode haver adição de nutrientes ou não nutrientes.
                                                            Substâncias proibidas
Nas normas da Anvisa, também há uma lista de substâncias que não podem entrar na composição dos alimentos para atletas. Entre elas, estão: guaraná, erva-mate, ginseng, gengibre, chá verde e aminoácidos como leucina, isoleucina e valina – que, neste último caso, podem ser registrados como novos alimentos.
A taurina é permitida em energéticos desde que dentro de um limite de 400 mg para cada 100 ml de produto. A regra vale tanto para as marcas nacionais quanto importadas. Outro aminoácido, a carnitina, não pode entrar nesses suplementos específicos para atleta, mas tem previsão de uso em outras categorias, como remédios emagrecedores. Outros tipos de aminoácidos podem ser usados combinados, para melhorar a qualidade de proteínas do produto, mas não devem ser consumidos de forma isolada. No caso do ginseng e de outras substâncias, como efedrina e garcinia cambogia, o uso está liberado na área de medicamentos.
                                        Alimentos que exigem registro no Brasil
Os alimentos que são obrigados a ter registro da Anvisa no país são: produtos funcionais (aqueles com ação comprovada sobre colesterol, intestino ou envelhecimento), substâncias probióticas (iogurtes que facilitam o funcionamento intestinal), alimentos infantis (como papinhas), produtos para nutrição enteral (por sonda em pacientes hospitalizados), embalagens recicladas para contato com alimentos e os chamados novos alimentos ou ingredientes (cápsulas, comprimidos e tabletes de vários componentes, como óleos, derivados de soja, fitoesteróis, quitosana e licopeno).
Nessa última categoria, encontram-se também produtos feitos de frutas ou vegetais submetidos a secagem ou desidratação.
FONTE: BEM ESTAR,2012
  
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