- A Organização Mundial de Saúde (OMS)
define o acidente vascular cerebral (AVC) como uma síndrome clínica com
desenvolvimento rápido de sinais clínicos de perturbação focal ou global da
função cerebral, com possível origem vascular e com mais de 24 horas de
duração.
- No Brasil, o AVC é considerado a principal causa de morte. Além
disso, estudos realizados nas cidades de Salvador e Joinville indicam
incidência em adultos jovens variando
de 0,08% a 0,18%. Apesar de a prevalência ainda ser desconhecida, ela não deve
ser muito diferente da apresentada nos outros países. (LESSA, 1999)
- Sob a ótica motora e em termos de manifestações clínicas, a
hemiplegia ou paralisia de um hemi corpo é o sinal clássico decorrente de um
Acidente Vascular Cerebral. Além desta, outras manifestações pode ocorrer como
os distúrbios sensitivos, cognitivos, de linguagem, de equilíbrio, força
muscular e do tônus postural. (BASMAJIAN, 1987)
- A reabilitação destes pacientes é na maioria das vezes, um grande
desafio. Os esforços para minimizar o impacto e para aumentar a recuperação
funcional após AVC têm sido um ponto importante para os profissionais de
reabilitação.
- A fraqueza muscular é uma das alterações mais significativas
presentes após o AVC e um fator limitante para a recuperação funcional. O
fortalecimento muscular não tem sido muito utilizado na reabilitação após o AVC
porque se acreditava que haveria uma interferência na coordenação e no timing
do controle motor, exacerbando a restrição imposta pelo músculo espástico e
reforçando os padrões anormais de movimento. Não há evidências científicas que
suportem tal afirmação. (SALMELA; OLIVEIRA et. al. 2000 e TRÓCOLI; FURTADO
2008).
- Acidente Vascular Cerebral (AVC)
- As manifestações clínicas presentes no AVC envolvem comumente
alterações motoras e sensitivas, prejudicando a função física. Déficits nas
funções cognitiva, perceptiva, visual, emocional e continência podem estar
associados ao AVC, e a severidade do quadro clínico dependerá da área e
extensão da lesão. A presença de déficit do controle motor pode ser
caracterizada por fraqueza, alteração de tônus e movimentos estereotipados, que
podem limitar as habilidades para realizar atividades como deambular, subir
escadas e autocuidar-se.
- Espasticidade
- A espasticidade está associada à exacerbação dos reflexos
tendinosos e é caracterizada pelo aumento da resistência ao alongamento
muscular passivo, que é elevada com a velocidade deste alongamento e também
pode ser acompanhada de mudanças nas propriedades intrínsecas da musculatura
esquelética, através da alteração no comprimento e no número dos sarcômeros, da
relação entre comprimento e tensão, da transformação de fibras musculares do
tipo II em tipo I e da fibrose tecidual, contribuindo ainda mais para a
diminuição das atividades funcionais dos pacientes que apresentam este quadro
de espasticidade após a doença encéfalo-vascular (DEV). (SALMELA; OLIVEIRA et.
al. 2000 e TRÓCOLI; FURTADO 2008)
- Os mecanismos fisiopatológicos da espasticidade permanecem
obscuros. As causas principais, atualmente consideradas possíveis, incluem:
aumento do nível de neurotransmissores nas vias existentes, alterações na excitabilidade
dos interneurônios espinhais, hipersensibilidade dos receptores e formação de
novas sinapses pelo processo de reinervação colateral. Este último mecanismo,
apesar de não ser completamente aceito, poderia ser responsável pelo curso de tempo variável
em que a espasticidade se desenvolve em pacientes neurológicos. (SALMELA;
OLIVEIRA et. al. 2000 e TRÓCOLI; FURTADO 2008)
- Imediatamente após o AVC há perda do
tônus muscular referido como paralisia flácida. A flacidez é caracterizada como
perda do movimento voluntário e ausência da espasticidade reflexa. Nenhuma
resistência é encontrada quando o alongamento é aplicado na musculatura. Há,
usualmente, pouco ou nenhum movimento voluntário durante este estágio que pode
durar dias, horas ou semanas. O tônus muscular tende a aumentar gradualmente e
a espasticidade, a se instalar. (SALMELA; OLIVEIRA et. al. 2000 e TRÓCOLI;
FURTADO 2008)
- A espasticidade caracteriza-se pelo aumento da resistência ao
alongamento passivo e é dependente da velocidade do alongamento; está associada
à exacerbação dos reflexos tendinosos, sendo uma das seqüelas mais comuns
presentes nas lesões do sistema nervoso central. No AVC há uma predileção da
espasticidade pela musculatura flexora de membros superiores e extensora de
membros inferiores. (SALMELA; OLIVEIRA et. al. 2000 e TRÓCOLI; FURTADO 2008)
- A quantificação do grau de espasticidade continua sendo um
problema de difícil solução, pelo fato de ser influenciada por fatores como
ansiedade, depressão, fadiga e/ou temperatura ambiente. Esforços para
quantificar os graus de espasticidade têm-se concentrado em medidas clínicas
subjetivas ou em medidas mais objetivas por meio de métodos eletromiográficos,
biomecânicos e neurofisiológicos. Entretanto, nenhuma medida uniforme foi
atingida. (SALMELA; OLIVEIRA et. al. 2000 e TRÓCOLI; FURTADO 2008)
- A relação entre espasticidade e função não está clara. Apesar de
haver evidências clínicas de que a espasticidade limita os movimentos
voluntários, observa-se que, à medida que ocorre retorno da função voluntária,
a dependência dos padrões sinérgicos e da espasticidade tende a diminuir.
Parece não haver uma relação direta entre a performance dos movimentos
voluntários e a hiperatividade do reflexo de estiramento. Entretanto,
correlações entre a capacidade funcional e o grau de espasticidade têm sido
estabelecidas.
- Fraqueza Muscular
- A fraqueza muscular tem sido reconhecida como fator limitante de
pacientes pós-AVC e é refletida pela incapacidade de gerar força muscular em
níveis normais. Mudanças fisiológicas no músculo plégico podem contribuir para
o déficit de força observado. Estudos morfológicos dos músculos esqueléticos de
pacientes hemiplégicos têm sugerido que a atrofia muscular é conseqüente do
desuso, da perda dos efeitos tróficos centrais, da atrofia neurogênica, do
repouso excessivo no leito durante a fase aguda do AVC, da perda de unidades
motoras, da alteração na ordem de recrutamento e do tempo de disparo das
unidades motoras, da alteração na condução dos nervos periféricos e do estilo
de vida sedentário. (SALMELA; OLIVEIRA et. al. 2000 e TRÓCOLI; FURTADO 2008)
- Entre o 21º e 61º mês após o AVC, o número de unidades motoras
funcionantes é reduzido em aproximadamente 50%. Uma explicação para esta perda
é a degeneração do trato corticoespinhal, resultando em alterações trans sinápticas nos motoneurônios. As unidades motoras do lado parético são mais fadigáveis,
levando a um déficit de resistência. A área fascicular total e o número total
das fibras grandes mielinizadas da parte ventral da medula lombar estão
significativamente diminuídos em pacientes com doenças cerebrovasculares.
Ocorre também uma diminuição significativa da área de seção transversa das
células do corno anterior da medula cervical do lado afetado em relação ao lado
não afetado e ao grupo-controle. (SALMELA; OLIVEIRA et. al. 2000 e TRÓCOLI;
FURTADO 2008)
- Existe um déficit de força nos músculos do membro não afetado de
indivíduos hemiplégicos e hemiparéticos em relação aos indivíduos saudáveis. Projeções bilaterais do trato
corticoespinhal nos músculos dos membros parecem representar um papel
importante na fraqueza muscular ipsilateral à lesão do motoneurônio superior.
Estudos eletromiográficos indicam que o déficit de força muscular deve-se a
mudanças estruturais e mecânicas no músculo hemiparético, nos tendões e no
tecido conectivo que impõem restrição passiva, limitando a ativação voluntária
do músculo agonista. (SALMELA; OLIVEIRA et. al. 2000 e TRÓCOLI; FURTADO 2008)
- A relação entre espasticidade e fraqueza muscular tem sido
relatada como fator de base nos déficits da performance funcional em pacientes
com AVC. A força muscular do lado parético, ao contrário da espasticidade,
correlaciona-se com as atividades funcionais, principalmente a marcha. A força
muscular do lado parético, quando avaliada por medidas de torque e força,
relaciona-se positiva e significativamente com a velocidade da marcha, a
cadência, o nível de independência e a distância. (SALMELA; OLIVEIRA et. al.
2000 e TRÓCOLI; FURTADO 2008)
- Fortalecimento muscular
- A fraqueza muscular é uma das alterações mais significativas
presentes após o AVC. O fortalecimento muscular não tem sido muito utilizado na
reabilitação após o AVC porque se acreditava que haveria uma interferência na
coordenação e no timing do controle motor, exacerbando a restrição imposta pelo
músculo espástico e reforçando os padrões anormais de movimento. Não há
evidências científicas que suportem tal afirmação. (SALMELA; OLIVEIRA et.
al. 2000 e TRÓCOLI; FURTADO 2008)
- Um aumento na força do quadríceps foi associado a mudanças
positivas na performance da marcha de crianças com diplegia espástica. Um
programa de treinamento com resistência progressiva resultou em aumento na força
muscular, mobilidade articular e resistência em adultos com paralisia cerebral
espástica, entretanto, nenhum aumento na espasticidade foi observado. Programas
de treinamento de força resultam em hipertrofia seletiva e significativa das
fibras de contração rápida, tipo II, aumento na ativação neural, bem como
melhora da função e auto-estima. (SALMELA; OLIVEIRA et. al. 2000 e TRÓCOLI;
FURTADO 2008)
- A fraqueza muscular do lado parético deve-se, em parte, à
desorganização do comando descendente. Em pacientes com paresia espástica, a
contração concêntrica promove alongamento no músculo antagonista, podendo
incitar o reflexo de estiramento que irá limitar o movimento. Na contração
excêntrica, o alongamento do agonista pode levar à ativação do reflexo de estiramento
neste músculo, reforçando o movimento voluntário. Em pacientes espásticos a
ativação do antagonista em contração excêntrica não difere de indivíduos
saudáveis. Já na movimentação concêntrica a diferença é significativa, sendo
realçada com o aumento da velocidade. (SALMELA; OLIVEIRA et. al. 2000 e
TRÓCOLI; FURTADO 2008)
- Knutsson et al. realizaram um trabalho com 15 pacientes
paraparéticos a fim de comparar o efeito do treinamento excêntrico e
concêntrico nestes indivíduos. Foi observado um aumento de força no quadríceps
em ambos os treinamentos. Houve um aumento na força de contração concêntrica de
30% após o treinamento excêntrico, sendo maior que o obtido no treinamento
concêntrico.
- Hakkinem e Komi, observaram que a utilização de treinamento muscular
combinando movimentos concêntrico e excêntrico resulta em maiores ganhos na
força muscular e na performance funcional. Contrações concêntricas de alta
tensão asseguram que os estímulos do treinamento alcancem unidades motoras
inteiras. Contrações excêntricas, por outro lado, influenciam mais
eficientemente os componentes elásticos do músculo. Medidas de força muscular
são indicativos da performance e da função após o AVC. Déficits de força
muscular são apontados como fatores predisponentes de quedas em idosos. Medidas
objetivas da força de extensores de joelho do lado afetado têm sido apontadas
como determinantes da velocidade da marcha e do grau de independência em
idosos. (SALMELA; OLIVEIRA et. al. 2000 e TRÓCOLI; FURTADO 2008)
- A força muscular do lado parético correlaciona- se
significativamente com a performance da marcha, cadência, distância caminhada,
padrão de marcha e independência em indivíduos que sofreram AVC. Estudos que
avaliaram os déficits de força nos extensores de joelho, dorsiflexores e flexores
plantares confirmaram sua correlação com variáveis da marcha.Aproximadamente
40% do trabalho muscular requerido na marcha é realizado pelo membro afetado. A
relação entre a força do lado não afetado e a performance da marcha não tem
sido estabelecida, indicando que a melhora após o AVC não pode ser atribuída a
um aumento no uso da musculatura remanescente, particularmente a do lado não
afetado. Sharp realizou um trabalho com 15 idosos pós-AVC com idade média de 67
anos, durante 6 semanas. O estudo constava de um programa de fortalecimento
isocinético de flexores e extensores de joelho do membro parético utilizando o
Cybex II. Foi encontrada uma melhora significativa na performance muscular dos
flexores e dos extensores de joelho e na velocidade da marcha, sem alteração no
tônus muscular. Glasser comparou o treinamento isocinético com um programa de
cinesioterapia convencional em um grupo de 20 hemiplégicos. A eficácia do
treinamento foi equivalente em ambos os métodos. (SALMELA; OLIVEIRA et. al. 2000
e TRÓCOLI; FURTADO 2008)
- Engardt et al. compararam a influência do treinamento isocinético
de força em regimes concêntrico e excêntrico dos extensores de joelho na
velocidade da marcha, na habilidade de passar de assentado para em pé e no
nível de co-contração do antagonista em 20 hemiplégicos. Eles observaram que,
embora as modalidades tenham alcançado um aumento considerável na força e na
velocidade da marcha, o treinamento excêntrico foi mais efetivo na promoção de
uma distribuição de peso simétrica nos membros inferiores para levantar da
posição assentada. Foi observado também um nível de co-contração dos
antagonistas no movimento concêntrico, mas não no excêntrico.
- Teixeira realizou um programa de fortalecimento muscular e
condicionamento físico com 13 hemiplégicos crônicos durante 10 semanas. O
programa consistia de exercícios de aquecimento, exercícios aeróbicos a 70% da
freqüência cardíaca obtida no teste de esforço, fortalecimento dos grandes
grupos musculares do membro inferior parético e resfriamento.
- Houve uma melhora de 39% no perfil de atividade humana, 78% na
qualidade de vida, 28% na velocidade da marcha e 37% na habilidade para subir
escadas sem, entretanto, observar alterações do grau de espasticidade tanto dos
flexores plantares quanto dos extensores do joelho.
- Salmela et.al investigou a performance funcional em indivíduos
hemiplégicos crônicos, quando submetidos a um programa de fortalecimento
muscular, utilizando a musculação e condicionamento aeróbio. Trinta pacientes
foram recrutados na comunidade obedecendo aos critérios de inclusão, e
submetidos ao programa de treinamento pré-estabelecido, três vezes por semana,
durante 10 semanas. Os pacientes foram avaliados antes e após o treinamento nos
seguintes parâmetros funcionais: velocidade de marcha, habilidade para subir
escadas, endurance (velocidade máxima e índice de custo fisiológico) e simetria
no sentar e levantar. Estatísticas descritivas e testes de normalidade
(Shapiro-Wilk) foram utilizadas para todas as variáveis. Testes-t de Student
para dados emparelhados foram utilizados para investigar o impacto do
treinamento. Melhoras significativas foram observadas na velocidade de marcha,
habilidade para subir escadas e velocidade máxima. Não foram observadas
diferenças significativas nas medidas de simetria e índice de custo
fisiológico. Os achados demonstraram melhoras significativas nas medidas de
performance funcional, após 10 semanas de treinamento, associando musculação e
condicionamento aeróbio.
- Medeiros et. al. Afirma que há evidências de que o treinamento de
força tem um importante papel na recuperação funcional mesmo em portadores
crônicos de acidente vascular cerebral, principalmente se o treino está
relacionado com a execução de tarefas cotidianas. Tem sido demonstrado que o treinamento
de força não traz prejuízos ao tônus muscular, não produzindo acentuação da
espasticidade.
- Conclusão
- A utilização de programas de fortalecimento muscular em
hemiparéticos sempre despertou preocupações a respeito de possíveis efeitos
deletérios sobre o tônus muscular. No entanto, todos os estudos (100%) que
avaliaram a influência do exercício resistido para ganho de força muscular no
tônus muscular não encontraram nenhuma alteração significativa após a aplicação
do programa de treinamento.
- Referências
- Basmajian J V. Exercícios Terapêuticos. 3 ed. São Paulo, Manole, 1987,757.
- ENGARDT,
M.; KNUTSSON, E.; JONSSON, M.; STERNHAG, M. - Dynamic muscle strength training
in stroke patients; effects on knee extension torque, eletromyographic
activity, and motor function. Arch Phys Med Rehabil 76:
419-25,1995.
- GLASSER,
L. - Effects of isokinetic training on the rate of movement during ambulation
in hemiparetic patients. Phys Ther 66(5): 673-6, 1986.
- HAKKINEN,
K.; KOMI, V. - Effect of different combined concentric and eccentric muscle
work regiments on maximal strength development. J Human Mov Studies 7: 33-44,
1981.
- KNUTSSON,
E.; MARTERSSON, A.; GRANSBERG, L. - The effects of concentric and eccentric
training in spastic paresis. Scand
J Rehabil Med 24(27): 31-2, 1992.
- LESSA, I. Epidemiologia das doenças cerebrovasculares no Brasil.
Rev Soc Cardiol Estado São Paulo 1999; 9(4): 509-18.
- MEDEIROS, M.S.M. Treinamento de Força em Sujeitos Portadores de
Acidente Vascular Cerebral. Pós graduação Lato-Sensu em Musculação e
Treinamento da Força – Universidade Gama Filho, 2010.
- Oliveira MSR, Abramo A, Mendes MRP. Acidente vascular encefálico:
análise da função motora de um caso em tratamento na piscina aquecida. Rev
Fisioter Bras. 2004; 5(6):484-9.
- O’SULLIVAN, B.S.; SCHMITZ, T.J. - Fisioterapia, Avaliação e
Tratamento. 2 ed. São Paulo: Manole, 1988.
- SALMELA, L.F.T.; OLIVEIRA, E.S.G. et. al. Fortalecimento muscular
e condicionamento físico em hemiplégicos. Acta Fisiátrica 7(3): 108-118, 2000.
- SALMELA, L.F.T.; SILVA, P.C. et. al. Musculação e condicionamento
aeróbio na performance funcional de hemiplégicos crônicos. ACTA FISIÁTRICA
10(2): 54-60, 2003.
- TEIXEIRA, L.F.; OLNEY, S.J.; BROUWER, B. - Mecanismos e medidas de
espasticidade. Rev Fisio USP 5(1): 4-19, 1998.
- TRÓCOLI, T. O.; FURTADO, C. Fortalecimento muscular em
hemiparéticos crônicos e sua influência no desempenho funcional. Revista
Neurociências 2008.
Exercícios Terapêutico para Pacientes com AVC
O acidente vascular cerebral (AVC) é
definido como qualquer processo patológico que comprometa o fluxo sanguíneo
vascular para uma área distinta do cérebro.
·
PRINCIPAIS FATORES CAUSADORES DO AVC:
•
Aterosclerose cerebral;
•
Hipertensão Arterial;
•
Diabetes Mellitus;
•
Doenças cardíacas;
•
Idade maior que 64 anos;
•
Raça Negra;
•
Sexo masculino;
•
Histórico familiar de AVC;
•
Tabagismo;
•
Anemia Falciforme;
·
OBJETIVOS DA FISIOTERAPIA EM PACIENTES COM
AVC
O fisioterapeuta irá ajuda-lo a
entender o que lhe aconteceu e a responder eficientemente à medida que o
paciente tente se adaptar.
A reabilitação após o AVC significa ajudar o
paciente a usar plenamente toda sua capacidade, a reassumir sua vida anterior
adaptando-se a sua situação atual.
EXERCÍCIOS
PARA PACIENTES PORTADORES DE AVC:
·
Ombros
1. Sente-se e segure o bastão com ambas as mãos
estendidas à frente (1).
2. Eleve ambos braços acima da cabeça, até sentir
alongar bem (2).
3. Mantenha por 15 segundos e relaxe.
4. Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.
1. Deite-se de costas com os braços
estendidos para cima.
2. Eleve os ombros como se estivesse empurrando o
teto para cima, sem levantar a cabeça.
3. Mantenha por 5 segundos.
4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia
·
Cotovelo:
1. Deite-se de costas com o braço para cima,
fixando o cotovelo com a outra mão, como mostrado.
2. Deixe que o peso de seu antebraço vá dobrando o
cotovelo devagar até sentir alongar.
3. Mantenha por 5
segundos.
4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.
1. Segure um peso de ½ Kg.
2. Fique em pé com o braço estendido para baixo e
polegar para a frente.
3. Dobre o cotovelo como mostrado.
4. Mantenha por 5 segundos.
5. Repita 10 vezes, 1 ou
2 vezes ao dia.
·
Punho:
1. Segure a mão como mostrado.
2. Com esse auxílio, dobre o punho para baixo até
alongar.
3. Mantenha por 5 segundos.
4. Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.
·
Joelho:
1. Deite-se de costas com a perna a exercitar esticada e o
joelho da outra dobrado, como
na figura.
2. Mantendo a perna esticada, eleve-a até
que o joelho fique no mesmo nível do outro.
3. Mantenha por 10 segundos e abaixe lentamente.
4. Repita 3 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia
1. Deite-se de costas com uma toalha de rosto enrolada debaixo
do joelho.
2. Eleve o calcanhar do solo até a perna estar esticada.
3. Mantenha por 10 segundos e volte lentamente.
4. Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao
dia.
·
Tornozelo:
1. Sente-se numa cadeira com o pé apoiado no chão.
2. Empurre os dedos do pé para elevar o calcanhar como mostrado.
3. Mantenha por 5 segundos.
4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao
dia.
1. Sente-se no chão com uma toalha ou faixa
ao redor do pé como mostrado.
2. Puxe a ponta do pé para seu corpo até alongar.
3. Mantenha por 5 segundos.
4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao
dia.
·
Pescoço:
1. Sente-se ou fique em pé com boa
postura.
2. Dobre o pescoço para a frente como mostrado.
3. Mantenha por 5 segundos, Relaxe.
4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.
1. Sente-se ou fique em pé com boa postura.
2. Mantendo a face voltada à frente, dobre o pescoço para a
direita como mostrado.
3. Mantenha por 5 segundos. Relaxe.
4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao
dia.
·
Coluna:
1. Fique em pé, com o braço sobre a cabeça.
2. Incline-se para a direita até sentir alongar.
3. Mantenha por 5 segundos.
4. Repita o movimento para o outro lado.
5. Mantenha por 5 segundos.
6. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao
dia.
1. Deite-se de costas.
2. Puxe o joelho esquerdo para o peito, mantendo
a perna direita toda no piso.
3. Mantenha por 5 segundos.
4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.
5. Repita com o outro lado.
Referências:
http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/variedades/acid_vasc_cerebral.htm
Grupo de Estudo:Gabriela Maia,Graziele Pereira,Maria Selma Lima,Silvana Mendes
continuação da recuperação...
PLATAFORMA VIBRATION MACHINE ADVANCED 900VM
ANAMNESE/CONTRA INDICAÇÃO
1-DOR DE CABEÇA OU ENXAQUECAS FORTE__
SIM ( )
NÃO ( )
2-
PROTESES FEMURAL OU ANCA DO JOELHO-SIM ( ) NÃO( )
3- TUMORES BENIGMOS OU MALIGNOS_______SIM ( ) NÃO( )
4- DESLOCAMENTO DE RETINA______________SIM (
) NÃO( )
5-DIMINUIÇÃO DA ACUIDADE VISUAL(RETINA)_SIM ( ) NÃO(
)
6-MULHERES GRÁVIDAS_____________________
SIM (
) NÃO( )
7-PORTADORES
DE MARCAPASSO____________ SIM ( ) NÃO(
)
8-USO
DE PACEMAKER NO CORAÇÃO________ SIM ( ) NÃO( )
9-CIRURGIA
DE COLUNA C/ PARAFUSO DE FIXAÇÃO-SIM( )NÃO( )
10-PATOLOGIAS
VASCULARES (TROMBOSE VENOSA OU ARTERIAL, VARIZES ALTERADAS..._________________________SIM
( ) NÃO( )
11-PORTADORES
DE ATAQUES DE EPÍLEPSIA __SIM ( ) NÃO ( )
12-HISTÓRIA DE ARRÍTIMIA OU ATAQUE CARDIACO__SIM ( ) NÃO ( )
13-INFLAMAÇÃO PÓS-TRAUMÁTICA_____________SIM (
) NÃO( )
14-PÓS
CIRÚRGICO-____________________________SIM
( ) NÃO(
)
15-INTOLERÂNCIA
A ESTÍMULOS VIBRATÓRIOS__SIM ( ) NÃO(
)
Eu__________________________________estou
ciente e me responsabilizo por qualquer intercorrência clinica e física aplicado
na Academia.
TREINAMENTO E FISIOTERAPIA: PLATAFORMA VIBRATION MACHINE ADVANCED 900VM
O conceito do fortalecimento muscular e ósseo através do estimulo muscular por vibração foi desenvolvido em 1974 pelos cientistas Russos (Nasarov e Issurin) para a reabilitação dos cosmonautas. Por muitos anos foi um dos segredos do bom desempenho de seus atletas Olímpicos.Nos últimos 30 anos, pesquisas científicas sobre os efeitos locais da tecnologia vibratória assim como os da Vibração Integral do Corpo (Whole Body Vibration) estão sendo realizadas (Itália, Israel, EUA, Reino Unido, Bélgica, Alemanha, Holanda, Finlândia e Brasil) e suas conclusões têm sido e vão continuar a ser publicados nos mais importantes periódicos e revistas científicas.
PRINCIPAIS INDICAÇÕES EM
FISIOTERAPIA
· Prevenção e tratamento da osteoporose
·Fibromialgia , Esclerose múltipla
·Reumatismo e outras doenças ósseas e articulares,(tratamento da
dor e rigidez articular)
· Prevenção da LER/Dort
·Melhora a coordenação muscular e equilíbrio
· Regeneração do tecido cartilaginoso
·Aumento da massa muscular e diminuição da gordura corporal
· Drenagem linfática (diminui celulite, gordura localizada)
·Redução da pressão arterial (Pneumex
and S. Sordorff. PT, Sandpoint, Idaho)
·Diminuição de lombalgias (Acta
Physiologica Hungarica. 2003; 90(3):195-206)
·Aumento da densidade óssea (+1,51%) (Verscheuren, S.M.P. et
al. International Journal Sports Medicine
2004 Jan; 25(1):1-5)
·Melhoria
da circulação sanguínea (J. Kelderman, Groningen College of Higher Education,
2001)
·Tratamento eficaz para a osteoporose (Spine. 2003 Dec 1; 28(23):2621-7) ; (Acta Physiologica
Hungarica. 2003; 90(3):195-206); (Verscheuren, S.M.P. et al. International
Journal Sports Medicine 2004 Jan; 25(1):1-5)
·A terapia vibracional é em alguns casos alternativa à cirurgia (Journal of
Rehabilitation Medicine. 2003 Nov; 35(6):249-53)
·No Departamento de Engenharia Biomédica da Universidade do
Estado de Nova Iorque, seguindo um tratamento realizado com uma plataforma
vibratória a seis pessoas que sofriam de Osteoporose, provou-se que a tecnologia vibracional pode ter um papel chave no tratamento biomédico desta terrível
doença. O Departamento de Ciências Biomédicas de Aberdeen, na Escócia, chegou à
mesma conclusão. Concluíram que a terapia vibracional é um bom método
terapêutico para tratar a osteoporose. (Spine.
2003 Dec 1; 28(23):2621-7) (Acta Physiologica Hungarica. 2003; 90(3):195-206).
·Durante um período de seis meses, S.M.P.Verscheuren pesquisou os
efeitos da Whole Body Vibration (Vibração Integral do Corpo) sobre a densidade
óssea dos seus pacientes que sofriam de osteoporose. Estudos anteriores
indicaram que certas medicinas podem desacelerar a diminuição da densidade
óssea, mas nunca foram descobertas evidências de uma terapia que conseguisse
reverter o processo degenerativo. Verscheuren provou que a densidade óssea
aumentou em 1,51% depois da realização de tratamentos com uma plataforma
vibratória. (Verscheuren, S.M.P. et al. International Journal of
Sports Medicine 2004 Jan; 25(1):1-5)
·Pesquisadores do Departamento de Ciências Biomédicas de Aberdeen
levaram a cabo um estudo intensivo sobre a Vibração Integral Corporal.
Concluíram que a utlização de tecnologia vibratória é uma forma eficaz de
terapia não farmacêutica de aliviar as dores da zona inferior das costas. (Acta Physiologica Hungarica.
2003; 90(3):195-206)
·O Departamento de Neurologia Cognitiva da Universidade de
Tubingen, na Alemanha, utilizou uma plataforma vibratória para tratar seis
pacientes que sofriam de problemas físicos derivados de AVC que lhes atingira a
metade direita do cérebro. Esta revelou-se uma terapia eficaz que apresentou a
grande vantagem de tornar desnecessária algumasintervenções cirúrgicas. (Journal of Rehabilitation Medicine. 2003 Nov;
35(6):249-53)
·Um estudo conduzido no College of Higher Education em Groningen,
indicou que a terapia vibracional oferece ao sistema circulatório melhorias
mais significativas do que a terapia convencional. (J. Kelderman, Groningen College of Higher Education,
2001)
·Em Idaho, nos E.U.A., S. Sordoff levou a cabo uma experiência
“encomendada” pela Pneumex sobre os efeitos da utilização de uma plataforma
vibratória sobre alguns indicadores do metabolismo humano. Depois do tratamento
com este aparelho a pressão arterial dos utilizadores desta estava claramente
mais baixa que a do grupo de controle. (Pneumex and S. Sordorff. PT,
Sandpoint, Idaho)
1.Pode-se prevenir e/ou tratar
varizes com a ajuda de uma plataforma vibratória?
As varizes ocorrem porque as válvulas que
existem nas veias, cuja função é evitar o refluxo sanguíneo, não estão a ser
eficazes e deixam que o sangue, devido à força da gravidade, se vá escapando
para as suas porções inferiores. Estas veias servem para o sangue venoso
retornar ao coração e quando lesionadas, para além do mal-estar que causam, não
funcionam com eficácia desejada. O treino com uma plataforma vibratória,
particularmente os exercícios dinâmicos, estimulam esta circulação.Potanto não é recomendado.
2.O treino com a plataforma
vibratória estimula a produção de hormônios regeneradores?
Grande parte das funções corporais são
reguladas por hormônios. Estas começam, aceleram e desaceleram processos
orgânicos. As hormônios regeneradoras ocorrem naturalmente no organismo humano.
Vários tipos de esforço físico, como musculação, estimulam a produção destas
hormônios e o nosso corpo beneficia com isso porque estas permitem uma
recuperação do esforço mais rápida. No treino vibracional a degeneração da
proteína muscular (que reduz a velocidade da recuperação) é menor do que no treino
convencional. E por isto a recuperação é mais rápida e o resultado final
melhor.
3.Quem não pode utilizar uma
plataforma vibratória?
Conforme o texto a seguir, Nem
sempre é possível usar livremente a tecnologia vibratória. O seu uso direto não
é aconselhável se sofrer de uma ou mais destas condições: Trombose aguda;
doenças graves do foro cardio-vascular; ferimentos resultantes de intervenções
cirúrgicas recentes; articulações ou qualquer outra parte do corpo artificiais;
pino, parafuso ou outro fixador colocados recentemente; hérnia, discopatia ou
espondilose graves; diabetes (com gravidade); epilepsia; infecções recentes;
enxaqueca grave; tumores; contraceptivo intra-uterino colocado recentemente;
gravidez.
PORTANTO, A AVALIAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA E FÍSICA DEVE SER MINUCIOSA.
4.Eu gostaria de experimentar a
plataforma mas tenho osteoartrite. O que devo fazer?
Osteoartrite ou artrite é uma doença
degenerativa das articulações progressiva. A cartilagem destas decresce em
quantidade e qualidade continuamente e por isso qualquer esforço passa a ser diretamente recepcionado pelos próprio ossos. O exercício físico assegura que
o agravamento da situação seja mais lento. O trabalho numa plataforma
vibratória pode levar a uma redução nas dores. A cartilagem é estimulada a
beber os fluídos articulares circundantes que assim facilitam a absorção de
forças produzidas por esforços vindos do exterior do corpo. Com osteoartrite é
importante não exigir muito esforço ao corpo. A plataforma vibratória
possibilita, através do controlo da intensidade e frequência das vibrações,
regular a carga de treino a aplicar da forma mais adequada.
PLATAFORMA VIBRATION MACHINE ADVANCED 900VM:
COMO INTERFERE
NO ORGANISMO:
Þ ESTIMULAM OS MÚSCULOS, TENDÕES, LIGAMENTOS, TENDO
RESPOSTA IMEDIATA SEM SOBRECARGA ARTICULAR.
BENEFÌCIO E RESULTADO:
ÞAUMENTA A
DENSIDADE ÓSSEA (OSTEOPOROSE).
ÞAUMENTA O TÔNUS
MUSCULAR E FORÇA EXPLOSIVA.
ÞAUMENTA
FLEXIBILIDADE MUSCULAR.
ÞREDUÇÃO DA
GORDURA CORPORAL (COLESTEROL).
ÞMELHORA O
EQUILIBRIO (LABÍRINTITE).
ÞAUXILIA NA
REDUÇÃO DO PESO CORPORAL...
SESSÕES:
TRÊS VEZES POR SEMANA.
DURAÇÃO
POR EXERCÌCIO: 30’’ A 1 MINUTO.
TEMPO:
05’ A 10
MINUTOS.
RECUPERAÇÃO:
DESCANSO OBRIGATÓRIO DE 36HS A 48 HS APÓS CADA
SESSÃO DE TREINAMENTO.
PLATAFORMA
VIBRATION MACHINE ADVANCED 900VM
TREINAMENTO E TRATAMENTO:
|
BENEFÌCIO E
RESULTADO
|
SESSÔES
|
MÊSES
|
POTÊNCIA
|
Nível
|
GRUPO I
(TREINO)
|
REDUÇÃO
DE EDEMA
MMII
|
1 A 12
|
1º MÊS
|
26 - 28----®
|
----® I
|
GRUPO I
(TREINO)
|
REDUÇÃO DA DOR
MUSCULAR
|
1 A 12
|
1º MÊS
|
28 - 30 ---®
|
----® II
|
GRUPO I
(TREINO)
|
MELHORA DA
AGILIDADE E COORDENAÇÃO
|
12 A 24
|
1º MÊS AO
2º MÊS
|
30 - 35 ---®
|
---® III
|
GRUPO I
(TREINO)
|
AUMENTO DO TÔNUS
MUSCULAR
|
24 A 36
|
1º MÊS AO
3º MÊS
|
30 - 35 --®
|
---® III
|
GRUPO I
(TREINO)
|
AUMENTO DA FORÇA
MUSCULAR
|
36 - 48
|
1º MÊS AO
4º MÊS
|
30 - 35 ----®
|
---® III
|
GRUPO I
(TREINO)
|
DEFINIÇÃO E
REDUÇÃO DO TECIDO
|
36 - 48
|
1º MÊS AO
4º MÊS
|
30 - 35 ----®
|
---® III
|
GRUPO I
(TREINO)
|
DEFINIÇÃO MUSCULAR
REDUÇÃO
(¯PESO)
|
12 - 48
60 - 72
|
1º MÊS AO
4º MÊS
5º MÊS AO
6º MÊS
|
35 - 38----®
38 - 45 -- ®
|
---®
III - IV
--®IV - V
|
GRUPO II
(TRATAMENTO)
|
AUMENTO DA
DENSIDADE ÓSSEA
E
MELHORA DO EQUILÍBRIO
E
(LABIRINTITE)
|
12----------®
24-36-----®
48 - 60----®
60 - 72 ---®
|
1º MÊS--®
----®
2º AO 3º MÊS---®
4º AO 5º MÊS---®
5º AO 6º MÊS---®
|
26 – 28---® I
28 – 30-® II
30 -35-® III
35 - 38-® IV
35 - 38-® IV
35 - 45 --®V
|
®I - II
----®III
®IV - V
|
POSTADO: LUCIANO SOUSA PREP. FISICO / FISIOLOGISTA
email: lucianofisiol@gmail.com
Facebook: lucianosousa lucianosousa