quarta-feira, 14 de maio de 2014

Hormônio do Crescimento – GH Desenvolvimento Muscular

Nesse artigo vamos explicar o que é o GH (Hormônio do Crescimento) o HGH e a diferença entre a forma sintética e os precursores.
Conhecido como hormônio do crescimento ou simplesmente GH o mesmo é um tipo de proteína e hormônio que estimula o crescimento celular entre os humanos. Em termos suplementares o GH é uma substância extremamente eficaz, trazendo resultados sólidos a atletas que priorizam o crescimento do nível muscular. Um dos principais segredos que fazem determinada substância tão eficaz é que tal componente é geralmente mediado pela produção do fator de crescimento, denominado IGF-1 o mesmo otimiza o processo metabólico e de hipertrofia do músculo. Estudos científicos relatam que a mesclagem do GH com treinamentos de alta performance (especialmente a musculação) é capaz de maximizar a concentração de GH no organismo, sendo assim, melhorando significativamente os resultados quando utilizado simultaneamente com algum tipo de atividade física.(LUCIANO SOUSA 2014)
Hormônio do Crescimento   GH Desenvolvimento Muscular   Categoria: suplemento alimentar  PostadoemSuplementoAlimentar
Muitos hormônios produzidos pelo nosso organismo são responsáveis por várias funções necessárias para o bom funcionamento e para o crescimento do corpo. Assim como a testosterona é responsável por várias mudanças que são possíveis ver no corpo do homem, o GH, hormônio do crescimento, promove o crescimento corporal. Esses dois hormônios citados são mais bem vistos em algumas fases da vida, como na mudança da infância para a adolescência, em que o homem modifica seu corpo pelo efeito da testosterona, e durante as fases de crescimento, que a criança vira adolescente e, depois, vira adulto, a partir do hormônio GH. Esses dois hormônios têm em comum, também, seu uso estético, como veremos mais a seguir.

A GLUTAMINA PODE AUMENTAR O HORMÔNIO DO CRESCIMENTO-GH
 Os efeitos da glutamina tem sido estudados de forma intensa durante os últimos 15 anos e esse suplemento tem se demonstrado muito útil no tratamento de vários tipos de traumatismos, efeitos de doenças, lesões, queimaduras e até mesmo recuperação de feridas. A Glutamina é também muito utilizada pelos fisiculturistas ao redor do mundo e é […]

O GH é uma proteína secretada pela hipófise, órgão situado em uma cavidade do crânio, base do cérebro, e é responsável pelo aumento das células (em volume e em número) dos tecidos do organismo durante toda a vida do indivíduo. Mesmo que não ocorra mais crescimento em estatura devido à falta de cartilagem para tal, o hormônio continua a ser produzido, porém em menor quantidade. Suas principais funções no organismo são:
•Poupa energia da glicose ao diminuir a utilização da mesma dentro das células;
•Aumenta a produção de proteína dentro das células ao ter mais transporte de aminoácidos de fora para o interior celular;
•Aumenta a utilização de gordura como energia ao mesmo tempo que diminui a utilização da glicose para esse fim. Ao fazer isso, o GH auxilia na diminuição das reservas de gordura corporal;
•Estimula a produção de somatomedina, a qual é responsável por incitar a síntese de substâncias que fazem o tecido ósseo crescer.
Algumas das funções citadas anteriormente são grandes atrativos para pessoas que desejam melhorar a forma física, sendo procurado e utilizado como esteroides anabolizantes, assim como o uso de remédios à base de testosterona, que são os mais utilizados.
O uso desse hormônio como medicamento pode ser visto em pessoas que têm alguma forma de nanismo, ou qualquer problema que seja relacionada à dificuldade em crescimento. Quando foi iniciada a utilização do GH como auxiliar para crescimento, o hormônio era retirado de cadáveres e, posteriormente, utilizado em pacientes que sofriam de nanismo. Depois de um tempo, o GH começou a ser sintetizado em laboratório, sendo mais fácil sua comercialização e utilização.
Muitas pessoas, em treinamento físico e com objetivo estéticos de ganhar massa muscular e tonificar o corpo, usam esse medicamento tendo em vista somente os benefícios trazidos pela diminuição das reservas corporais e pela síntese de proteínas pelas células, esquecendo-se de problemas que o uso de qualquer hormônio ou medicamento podem causar, principalmente quando estes não são necessários.
Alguns dos principais efeitos colaterais do uso do GH em sua forma sintética sem prescrição e supervisão médicas são:
•Diabetes, devido ao uso de gordura como energia, acumulando glicose no sangue;
•Inchaço corporal, por reter mais líquido do que o normal;
•Dores nas articulações, pois o GH tende a induzir a produção de substâncias do crescimento ósseo;
•Câncer, a partir da grande produção de células nos tecidos;
•Hipoglicemia, ao ser utilizado com insulina ou por pessoas que tem tendência a produzir muita insulina;
•Musculatura cardíaca maior, devido à grande síntese celular;
•Entre outros.

Pré-hormonais e precursores de GH, HGH e Testosterona

A utilização desse hormônio diretamente pode causar muitos problemas, porém o organismo também produz uma substância, chamada de HGH, Hormônio de Crescimento Humano, que estimula a produção do GH. A utilização desse como medicamento, principalmente em pessoas que necessitam estimular a produção do hormônio do crescimento, tem dado resultados consideráveis, sem efeitos colaterais. Ao estimular a produção do GH, normalmente, este não é sintetizado acima da quantidade normal, a qual poderia causar problemas, como aqueles supracitados.
Existem também no mercado de suplementos hoje em dia, os precursores de HGH (Somatotropina) e Testosterona, conhecidos como pré-hormonais, esses produtos prometem estimular a produção desses hormônios. Apesar de não ser visto relatos de efeitos colaterais, também não existem estudos que comprovem a eficácia desses produtos, mas a quem diga que obteve bons resultados com esses precursores.
Atualmente, a utilização dos precursores de HGH tem sido mais bem vista pelos atletas e pessoas que buscam aprimoramento estético. Mesmo que não tenha sido descrita, ainda, nenhum efeito colateral da utilização dessa substância, como dito anteriormente, deve ficar claro que deve se passar pela supervisão de um médico. Não deixe de consultar seu médico e um profissional do esporte para conseguir os melhores resultados em seu treino.
  FONTE: Raquel T. Costa Bressan-Universidade Federal de Viçosa.

ILUSTRAÇÃO: LUCIANO SOUSA
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quinta-feira, 13 de março de 2014

Ruptura do Tendão Calcâneo (Tendão de Aquiles)

O tendão calcâneo, popularmente chamado de tendão de Aquiles, é o tendão mais espesso e resistente do corpo humano. Ele é formado pela porção tendinosa dos três ventres musculares que formam a panturrilha, o gastrocnêmio medial, o gastrocnêmio lateral e o solear. Na sua porção mais baixa insere-se no calcâneo (osso do calcanhar ).
Em sua área de inserção no calcâneo existem duas bursas (bolsas de líquido): uma entre o osso e o tendão, e outra entre a pele e o tendão; relacionadas muitas vezes com processos inflamatórios e dor localizada nesta região (bursite). 
O tendão calcâneo é o mais importante tendão flexor do tornozelo. Sua ação é primordial para o desprendimento do pé na marcha, para dar arrancada e força na corrida e no salto. Além disso, ele absorve grande parte do impacto na fase de aterrissagem após o ato de saltar. 
A ruptura do tendão calcâneo (Aquiles) é mais comum no sexo masculino (5:1) , entre 30 e 50 anos, pessoas obesas e atletas ocasionais (atletas de final de semana).
Fatores que predispõem a ruptura do tendão calcâneo são: doenças reumáticas, infecções, doença renal, hipertireoidismo e uso de corticóide oral ou infiltração local prévia.
As causas de rupturas são variadas. O traumatismo direto é pouco comum, ocorrendo em acidentes com lâminas cortantes ou quedas de motocicleta.
A ruptura indireta, “espontânea”, é a mais freqüente e está relacionada com uma combinação de mecanismos de estresse e degeneração progressiva das fibras internas do tendão.
O movimento que culmina na ruptura do tendão está relacionado a uma força inesperada de dorsiflexão do tornozelo associado a uma forte contração muscular da panturrilha.
Quando ocorre a ruptura do tendão calcâneo, na grande maioria das vezes, o paciente relata como se tivesse levado uma pancada, um chute ou contusão na região do tendão e, em alguns casos, até escutando o próprio som da ruptura.

Embora lacerações e rupturas traumáticas diretas possam acontecer em qualquer região do tendão, lesões espontâneas indiretas normalmente ocorrem entre 2 a 6 cm acima de sua inserção no calcâneo.
O diagnóstico de ruptura do tendão calcâneo é eminentemente clínico. O relato dos sintomas e a incapacidade de continuar a atividade física sugerem a ruptura aguda.
No exame físico pode-se visualizar edema, hematoma e uma depressão local palpável formando um espaço onde anteriormente era ocupado pelo tendão íntegro. A perda de força para elevar-se na ponta dos pés é evidente.

Existem vários testes para diagnosticar a ruptura do tendão calcâneo. O mais clássico deles é o Teste de Thompson: com os joelhos dobrados em 90° e os pés livres, faz-se compressão na panturrilha, o que normalmente provoca a flexão plantar do pé. Porém, quando ocorre a ruptura do tendão, não ocorre nenhum movimento do pé com esta manobra. 
O diagnóstico radiológico é feito preferencialmente através da ressonância nuclear magnética, sendo esta muito superior à ultrassonografia para quantificar e visualizar as lesões do tendão calcâneo. 

A grande maioria das rupturas tem indicação de tratamento cirúrgico. Pois acometem indivíduos jovens e com alta demanda mecânica futura. Além disso, grande parte são lesões completas (ruptura total) e a chance de nova ruptura após o procedimento cirúrgico é muito mais baixa que após o tratamento conservador (2 % contra 18% de chance de nova ruptura). 

A indicação absoluta de tratamento cirúrgico é para as lesões completas, grandes lesões parciais e rupturas repetidas.
O tratamento cirúrgico primário baseia-se na sutura boca a boca do tendão. Vários tipos de fios e nós podem ser empregados. O reforço com o tendão plantar delgado pode ser realizado para diminuir a tensão no local da sutura.


Após a cirurgia o paciente utiliza uma bota removível. A retirada dos pontos é feita na segunda semana de pós-operatório e o apoio progressivo é permitido, em média, após a 4ª semana.
A indicação para o tratamento conservador é quando o paciente não exige grande demanda mecânica (idosos) ou portadores de doenças clínicas incapacitantes para o procedimento cirúrgico.
O tratamento conservador é realizado através de bota gessada na posição em eqüino, isto é, com a ponta do pé naturalmente para baixo, elevando progressivamente até 90 graus no período final do tratamento. O tempo de imobilização é de 12 semanas.
A fisioterapia pós-operatória é muito importante para a reabilitação, ganho de movimento e reforço muscular. A atividade física esportiva pode ser retomada, em média, 4 meses após o tratamento da ruptura.

A Ruptura Crônica do Tendão Calcâneo (Tendão de Aquiles):
O tratamento das lesões crônicas do tendão calcâneos é cirúrgico caso o paciente apresente sintomas.
A principal queixa é a importante perda de força para subir escadas, ficar na ponta do pé e saltar. Também pode ocorrer dor após alguma atividade mais intensa como uma longa caminhada ou esforço físico. Alguns pacientes apresentam alteração na marcha e instabilidade do tornozelo.
- See more at: http://www.clinicaecirurgiadope.com.br/artigo/14#sthash.Hulf3udL.dpuf
Existem alguns fatores que pode contra-indicar o tratamento cirúrgico nos casos de ruptura crônica do tendão calcâneo: diabetes descontrolado, fumantes pesados, déficit vascular locar ou infecção concomitante.
O objetivo da reconstrução cirúrgica é recuperar a força e dar continuidade ao tendão rompido; retirando o tecido cicatricial (tecido fibroso) e substituindo por tecido tendíneo sadio.
Existem várias técnicas de reconstrução do tendão cronicamente lesado, entretanto, a mais difundida e aplicada atualmente é a transferência do tendão flexor longo do hálux. Essa técnica consiste em substituir a porção cicatricial por um tendão forte e sadio do pé, o tendão que flexiona o hálux (o maior dedo do pé).


Essa cirurgia oferece uma boa recuperação da força e equilíbrio muscular do tendão calcâneo, ocorrendo somente uma diminuição da força de flexão do primeiro dedo, sem comprometer seu movimento.
Após a cirurgia o paciente é mantido sob imobilização gessada por aproximadamente 8 semanas, quando completa-se a cicatrização da transferência tendínea. Fisioterapia é instituída logo após a retirada da imobilização.
fonte:: http://www.clinicaecirurgiadope.com.br/artigo-Dr. Silvio Maffi

Tendinite do tendão de Aquiles

Autor: Joao Carlos Maia  |   Categoria: Lesões e Doenças
O tendão de Aquiles é o maior e mais forte tendão do corpo humano e para os corredores, um dos mais solicitados durante a sua prática desportiva.
Apenas a título de curiosidade dos leitores, Tendinite de Aquilesfoi o termo originalmente usado para descrever o espectro de lesões que iam desde a inflamação do tendão à ruptura parcial. No entanto, o estudo da histopatologia demonstrou que nem sempre existe processo inflamatório nestas lesões, pelo que são agora denominadas de tendinopatias do tendão de Aquiles.
Acredita-se que esta lesão é causada por pequenas lesões (conhecidas como microtraumas) repetidas, associadas ao uso excessivo do tendão, em actividades como correr ou saltar, durante longos períodos. Se depois de cada microtrauma não for dado tempo de recuperação suficiente, o tendão não se restabelece na totalidade. Isto significa que, ao longo do tempo, os danos vão-se acumulando, degradando a qualidade do tecido e podendo dar origem àtendinopatia do tendão de Aquiles.

Há uma série de factores que podem provocar estas pequenas lesões repetidas no tendão:
- O uso excessivo do tendão de Aquiles. Isso pode ser um problema para as pessoas que correm regularmente, para os bailarinos e para as pessoas que jogam ténis ou outros desportos que envolvem saltos.
- Calçado inadequado à prática desportiva.
- Mau gesto técnico, por exemplo durante a corrida.
- Aumentos bruscos na intensidade de treino
- Praticar desporto em superfícies duras ou inclinadas
- Ter pé cavo (arco plantar demasiado proeminente)
- Falta de flexibilidade, por exemplo nos isquio-tibiais (músculos da parte posterior da coxa)
A tendinopatia de Aquiles também é mais comum em pessoas que têm determinados tipos de artrite, como a espondilite anquilosante e artrite psoriática. Pessoas que estão a tomar medicação do grupo das fluoroquinolonas (como a ciprofloxacina) por longos períodos de tempo também têm um risco aumentado de desenvolvimento de tendinopatia de Aquiles.



Esteja alerta para os seguintes sintomas
Os principais sintomas incluem dor e rigidez em torno do tendão de Aquiles. Também pode haver algum inchaço em torno desta área. Os sintomas tendem a desenvolver-se gradualmente e são geralmente piores quando você acorda pela manhã. Dor que vem de repente e dificuldade em caminhar pode ser um sintoma de ruptura do tendão de Aquiles. Nesse caso consulte um médico urgentemente.

Algumas pessoas têm dor durante o exercício, mas, em geral, a dor é pior após o exercício. Os corredores podem sentir dor no início do treino, que depois tende a diminuir e a tornar-se mais suportável, seguida de um novo aumento depois de o treino acabar.

Diagnóstico
Uma boa avaliação clínica, com perguntas sobre os sintomas, a causa da lesão e um exame ao tendão são geralmente suficientes para o diagnóstico. No exame podem pedir-lhe para fazer alguns exercícios, como pedir para apoiar-se na perna afectada e levantar o calcanhar do chão. Para a maioria das pessoas com tendinopatia de Aquiles esse movimento reproduz a sua dor. Uma ecografia ou uma ressonância magnética pode ser útil, se o diagnóstico não for claro.

Tratamento
O tratamento conservador é a primeira opção de tratamento, e inclui:
  • Descanso e redução das actividades desportivas. De início deve parar qualquer actividade ou desportos de alto impacto (como correr). Quando a dor diminuir, poderá reiniciar o exercício gradualmente, sem nunca provocar ou agravar os sintomas.
  • Analgésicos. Os analgésicos como o paracetamol ou o ibuprofeno podem ajudar a aliviar a dor. O ibuprofeno é de um grupo de medicamentos chamados anti-inflamatórios não esteróides (AINEs). No entanto, num caso tendinopatia de Aquiles, você não deve usar o ibuprofeno ou outros AINEs por mais de 7-14 dias. Isso é porque eles podem, eventualmente, reduzir a capacidade do tendão de curar a longo prazo. Alguns analgésicos anti-inflamatórios podem provocar efeitos colaterais. Aconselhe-se com o seu médico sobre o melhor medicamento para si.
  • Compressas de gelo. Podem ser úteis no controle da dor e na redução do inchaço nas fases iniciais de tendinopatia de Aquiles. Aplique uma compressa de gelo na área lesada, colocando uma toalha fina entre o gelo e a pele. Use o gelo por 15 minutos e depois espere pelo menos 45 minutos antes de aplicar gelo novamente.
Fisioterapia:
As técnicas mais eficazes nesta condição clínica incluem:
  • Exercícios terapêuticos. Alguns exercícios terapêuticos ajudam a alongar e fortalecer o tendão de Aquiles. Estes exercícios podem ajudar no controlo da dor e rigidez.
  • Aplicação de ultra-som para alívio da dor e estimulação da correta cicatrização do tendão
  • Massagem na região do tendão e músculos da barriga da perna
  • Aconselhamento sobre o melhor calçado. Uso de palmilhas ou calcanheiras de forma a elevar ligeiramente o calcanhar.
  • As infiltrações com corticoesteróides são comuns nesta lesão. No entanto, a sua utilização é controversa. Se a infiltração é dada directamente no tendão, há um risco de danificar ainda mais o tendão, se é dada em volta do tendão os resultados no alívio de dor nem sempre são significativos.

Para a maioria das pessoas, os sintomas da tendinopatia de Aquiles normalmente aliviam ao final de 3-6 meses de tratamento conservador. Em geral, quanto mais cedo o problema é reconhecido e é iniciado o tratamento, melhor o resultado. Se seus sintomas não melhoraram após 3-6 meses, pode ser indicado consultar um ortopedista ou médico de medicina desportiva. No entanto, este prazo pode mudar dependendo dos seus sintomas, as suas atividades desportivas, etc

A cirurgia envolve a remoção de nódulos ou aderências (partes das fibras do tendão que ficaram unidos durante uma cicatrização desorganizada do tendão), ou fazer um corte longitudinal no tendão para estimular a correcta cicatrização do tendão.

Exercícios terapêuticos para as tendinopatias do tendão de Aquiles
Os seguintes exercícios são geralmente prescritos durante a reabilitação de uma tendinopatia do tendão de Aquiles. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.
Alongamento dos gémeos
De pé, com as mãos ao nível dos ombros apoiadas na parede. Colocar a perna a alongar esticada e atrás, dobrar à frente o joelho da outra perna, com as costas alinhadas. Mantenha essa posição por 20 segundos. Repita entre 3 a 6 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.





Extensão resistida do pé
Sentado com a perna esticada e o elástico na ponta do pé. Empurre o elástico para a frente, depois deixe o pé regressar lentamente à posição inicial.
Repita entre 8 e 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.

Reforço muscular dos gémeos
Em pé, apoiado numa cadeira, coloque-se em pontas dos pés. Desça lentamente até todo o pé apoiar no chão. Repita este movimentos entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.

Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.

Maffulli N, Longo UG. How do eccentric exercises work in tendinopathy? Rheumatology (Oxford). 2008 Oct;47(10):1444-5.
Magnussen RA, Dunn WR, Thomson AB. Nonoperative treatment of midportion Achilles tendinopathy: a systematic review. Clin J Sport Med. 2009 Jan;19(1):54-64.
Simpson MR, Howard TM. Tendinopathies of the foot and ankle. Am Fam Physician. 2009 Nov 15;80(10):1107-14.

Autor: João Maia – Fisioterapeuta
Fonte: www.facebook.com/fisioinforma



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quarta-feira, 12 de março de 2014

RECUPERAÇÃO DE JOELHO APÓS ATO CIRÚRGICO: EXERCICIOS FUNCIONAL

Para recuperar a mobilidade e a força do joelho no pós operatório é necessário fazer exercícios especializados através de fisioterapia ou caso não seja possível realizá-los em casa. Esse caderno tem como objetivo ajudá-lo através de figuras explicativas, exercícios que você deverá fazer durante 20 a 30 minutos 2 ou 3 vezes por dia no período pós operatório. O seu médico esclarecerá quais exercícios serão adequados para o seu caso assim como a evolução desses exercícios. Se o joelho fica com edema "inchado" ou se há dor ao fazer alguma atividade deve ser realizado repouso, colocar gelo e elevar a perna. Consulte o seu médico caso continuarem as queixas.
Programa inicial de exercícios
Exercícios pós operatórios de recuperação funcional do joelho
1- Mobilização do pé e tornozelo
Deitado de costas com o membro inferior repousando sobre a cama, inicie movimentos ativos do pé e tornozelo. Faça a maior quantidade de tempo possível. É permitido em pós operatório imediato de todas as cirurgias ortopédicas inclusive as que o joelho permanece imobilizado. Tem boa função analgésica e de regressão do edema (inchaço).
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2- Contração isométrica do quadríceps
Deitado de costas aperte o joelho em direção à cama (aperte-o para baixo). Mantenha a musculatura anterior da coxa contraída por 5 segundos e solte. A  força e o tempo da contração irão aumentando conforme o alívio da dor. Função: retorno muscular da coxa. Repita 10 vezes.
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3- Elevação da perna estendida (exercício isométrico)
Deitado de costas dobre o joelho não operado e estenda o joelho operado. Eleve a perna 20 cm e mantenha essa posição durante 5 segundos. Função: retorno muscular da coxa. Repita 10 vezes. Progressivamente aumente a altura da perna e coloque peso no tornozelo.
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4- Flexão ativa do joelho (contração da musculatura posterior da coxa)
Deitado de costas puxe o calcanhar em direção a nádega até o limite do desconforto. Pode ser feita de forma passiva (outra pessoa auxiliando) ou de forma ativa. Passivamente o paciente deve manter a musculatura o mais relaxada possível. Mantenha-o flexionado durante 5 segundos e inicie o movimento de retorno a extensão. Função: ganho de amplitude de movimento. Repita 10 vezes.
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5- Extensão do joelho em decúbito dorsal
Deitado de costas com uma toalha dobrada debaixo do joelho (cerca de 20 cm)., estenda o joelho apoiado pela toalha e mantenha a posição por 5 segundos. Voltar lentamente à posição inicial. Função: ganho muscular da coxa. Repetir 10 vezes. Progressivamente coloque peso no tornozelo.
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6- Contração do quadríceps (musculatura anterior da coxa)
De barriga para baixo, com uma toalha dobrada debaixo do tornozelo faça força para baixo mantendo a perna o mais estendida e a musculatura da coxa contraida. Mantenha esta posição durante 5 segundos e após relaxe. Função: ganho muscular da coxa. Repita 10 vezes.
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7- Contração das nádegas
Deitado de costas com os joelhos flexionados contraia as nádegas elevando levemente estas e as costas do solo durante 5 segundos . Após solte a musculatura e relaxe. Função: ganho muscular para auxílio na marcha. Repita 10 vezes.
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8- Elevação da perna estendida (movimento isométrico)
Em pé apoiando-se em alguma cadeira ou estrutura fixa, eleve a  perna lentamente para a frente. Não dobre o joelho. Mantenha a posição por 5 segundos e retorne a posição inicial. Função: retorno muscular coxa. Repita 10 vezes.
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9- Flexão parcial ativa do joelho (apoio bipodal)
Apoiado-se em uma estrutura fixa (ex- nas costas de uma cadeira), flexione os joelhos e desça até o limite do desconforto. NÃO BAIXE mais de 90º. Mantenha as costas retas. Mantenha a posição flexionada por 5 a 10 segundos e retorne a posição inicial. Função: ganho muscular coxa. Repita 10 vezes.
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10- Alongamento quadríceps em pé
De pé com o joelho operado dobrado, levar lentamente a perna até o calcâneo encostar na nádega. Mantenha a posição 5 segundos. Função: ganho de movimento. Repita 10 vezes.
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11- Joelho dobrado parcialmente (apoio monopodal)
Apoiando-se em uma estrutura fixa flexione a perna não operada com  a ponta do dedo grande apoiado no piso para manter o equilíbrio. Inicie a descer o corpo lentamente mantendo o pé do joelho operado firme no piso. Após retorne à posição inicial relaxando a musculatura. Função: ganho de movimento e força da musculatura da coxa. Repita 10 vezes.
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12- Subir um degrau de frente
Suba um degrau (20cm), começando com a perna operada depois retornando à posição inicial. Função: treino de marcha. Repita 10 vezes.
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13- Subir um degrau de lado
Subir um degrau (20cm) começando com a perna operada como no anterior mas lateralmente. Repita 10 vezes.
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14- Decúbito dorsal com perna elevada
Deitado de costas mantenha o joelho estendido contra uma parede forçando-o para trás (extensão). Faça repetidos movimentos do tornozelo para cima e para baixo. Esse exercício é muito importante na regressão do edema (inchaço) de todo o membro inferior. Pode ser realizado em ambos membros inferiores. Quanto mais perto da parede estiver maior será a intensidade do estiramento da musculatura posterior da perna. Função: regressão edema, ganho de movimento (extensão).
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15- Bicicleta ergométrica
Inicialmente eleve o assento para que os pés apenas cheguem aos pedais e pedale uma volta. Coloque a resistência baixa e vá aumentando progressivamente. Faça exercício conforme orientação médica ou conforme o seu conforto permita. Ao baixar o banco a dificuldade aumentará. Comece pedalando 10 minutos diários e aumente progressivamente. Função: ganho de movimento e força muscular.
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16- Caminhada
O apoio do membro operado dependerá da liberação de seu médico. É uma excelente atividade física. Inicialmente pode ser auxiliada pelo uso de muletas ou andador.

ANDADOR
Indicação:
Incapacidade de descarregar peso em uma das pernas. Pós operatório de prótese do joelho, osteotomia, fratura etc...
Seqüência de movimentos:
Primeiro leve o andador e o membro afetado à frente. Então descarregue o peso do corpo sobre o andador e mova o membro não afetado à frente. Repita a seqüência
Vantagens: 
Elimina a descarga de peso sobre o membro afetado. Permite apoio de peso parcial. Mais seguro que as muletas.
Desvantagem:
È preciso que o paciente tenha um bom equilíbrio e força nos membros superiores.
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MULETAS
Marcha de 3 pontos

Indicação:
Incapacidade de descarregar peso em uma das pernas. Pós operatório de prótese do joelho, osteotomia, fratura etc...
Seqüência de movimentos:
Primeiro leve ambas as muletas e o membro afetado à frente. Então descarregue o peso do corpo sobre as muletas e mova o membro não afetado à frente. Repita a seqüência
Vantagens: 
Elimina a descarga de peso sobre o membro afetado. Permite apoio de peso parcial.
Desvantagem:
È preciso que o paciente tenha um bom equilíbrio.
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Indicação:
Pós operatório avançado ou casos de descarga parcial do peso.
Seqüência de movimentos
Utiliza-se a muleta do lado contrário da cirurgia. Muleta esquerda, e pé direito juntos e muleta direita e pé esquerdo juntos. Repita a seqüência.
Vantagens:
Mais rápido do que a marcha de três pontos. Apoio parcial do membro afetado.
Desvantagens:
Pode ser difícil aprender esta seqüência de movimentos

Para o uso seguro de muletas, algumas regras de vem ser seguidas:
  • Nunca apóie o peso nas axilas. Utilize os punhos;
  • Quando parado, posicione as muletas à frente;
  • Quando andar, não tente andar rápido demais ou dar passos muito compridos;
  • Quando descer escadas, posicione as muletas no degrau abaixo, então desça o degrau com a perna não afetada.
  • Quando subir escadas, suba com a perna boa primeiro, só então traga as muletas e a perna afetada para cima.
Como posso me cuidar enquanto uso as muletas ?
  • Tome cuidado para não escorregar em lugares escorregadios.
  • Por vezes as muletas atritam com a pele entre seu braço e peito. Você pode usar loção ou talco para prevenir escoriações.
  • Se as suas mãos ficarem machucadas ou cansadas, você pode colocar mais estofamento nas empunhadeiras da muleta.
  • Certifique-se de não se apoiar nas muletas pressionando-as contra as suas axilas. Se houver pressão contra as suas axilas, mesmo quando usadas corretamente, por um período prolongado. Esse período deve ser encurtado.
Fonte:Traumatologia do Esporte Cirurgia do Joelho

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