sábado, 9 de junho de 2012

ARTROPLASTIA TOTAL DO JOELHO E CIRURGIA DE LCA

ARTROPLASTIA TOTAL DO JOELHO 
O joelho é umas das articulações que mais recebem a carga do corpo humano durante a marcha, ele é composto por três ossos, fêmur, tíbia e patela, e faz movimentos de rotação e rolamento, e sofre movimentos de compressão.


A cartilagem articular e os meniscos ajudam no amortecimento destes movimentos junto com o liquido sinovial que funciona como se fosse um lubrificante. Alguns fatores levam ao desgaste da cartilagem articular, que chamamos de artrose. Existem os fatores hereditários, os traumáticos - trauma local – trauma de repetição, os desvio de eixo quando o joelho é muito para dentro ou muito para fora, além disso as inclinações da patela podem levar ao longo do tempo o desgaste de regiões da cartilagem articular neste osso.

Uma vez diagnosticada a artrose, onde o paciente em geral tem muita dor e dificuldade de marcha, e ao longo dos anos a dificuldade de marcha e a dor vão aumentando. Nestes pacientes o tratamento inicial deve ser conservador, com medicamentos analgésicos e antiinflamatórios e exercícios para a cadeia muscular, tanto de alongamento como de fortalecimento. O uso de protetores de cartilagem, chamados de condro protetores também auxiliam no tratamento, ajudando no retardo deste desgaste, fazendo com que diminua a velocidade do desgaste da cartilagem articular. Os casos onde a dor é muito intensa e a diminuição da qualidade de vida acontece, em geral é indicado tratamento cirúrgico para a correção da artrose. O tratamento de escolha atualmente é a indicação de uma prótese total do joelho chamada artroplastia total do joelho.

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PRÓTESE TOTAL DO JOELHO

 A cirurgia consiste em trocar a cartilagem danificada por um material artificial, composto principalmente por zinco e cobalto, e entremeado por uma substância dura e plástica de polietileno, esses componentes protético são cimentados no osso previamente preparado, melhorando sensivelmente a qualidade de vida destes pacientes, onde conseguem deambular muito próximo do normal e sem dor, chegando até a poder fazer alguns esportes de baixo impacto. Em geral estes componentes protéticos costumam durar em média 15 anos, devendo ser trocados no momento em que acontece o desgaste ou a soltura dos componentes. Hoje em dia já é possível realizar estas artroplastias utilizando o auxilio de um navegador, o navegador é um software de computador que acoplado à sensores no joelho, auxiliam o cirurgião confeccionar o cortes ósseos e a colocação dos componentes protéticos da melhor forma possível para que isso consigamos aumentar a durabilidade dos componentes protéticos.

Para se utilizar o navegador é necessário um período de treinamento básico.

Trabalhos mostram que o eixo, chamado de eixo mecânico ou eixo de carga, que é por onde passa o peso do paciente em um determinado local da prótese é um dos fatores determinantes para a durabilidade desta prótese. Com o uso do navegador conseguimos fazer com que se eixo iguale a distribuição de carga, tanto da parte medial para a lateral, e com isso conseguimos fazer com que haja uma diminuição do seu desgaste e aumentando a longevidade da prótese.
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ESPECIALISTA EM JOELHO
O joelho é umas das articulações que mais recebem a carga do corpo humano durante a marcha, ele é composto por três ossos, fêmur, tíbia e patela, e faz movimentos de rotação e rolamento, e sofre movimentos de compressão. A cartilagem articular e os meniscos ajudam no amortecimento destes movimentos junto com o liquido sinovial que funcina como se fosse um lubrificante. Alguns fatores levam ao desgaste da cartilagem articular, que chamamos de artrose. Existem os fatores hereditários, os traumáticos - trauma local – trauma de repetição, os desvio de eixo quando o joelho é muito para dentro ou muito para fora, além disso as inclinações da patela podem levar ao longo do tempo o desgaste de regiões da cartilagem articular neste osso.Uma vez diagnosticada a artrose, onde o paciente em geral tem muita dor e dificuldade de marcha, e ao longo dos anos a dificuldade de marcha e a dor vão aumentando. Nestes pacientes o tratamento inicial deve ser conservador, com medicamentos analgésicos e antiinflamatórios e exercícios para a cadeia muscular, tanto de alongamento como de fortalecimento. O uso de protetores de cartilagem, chamados de condro protetores também auxiliam no tratamento, ajudando no retardo deste desgaste, fazendo com que diminua a velocidade do desgaste da cartilagem articular. Os casos onde a dor é muito intensa e a diminuição da qualidade de vida acontece, em geral é indicado tratamento cirúrgico para a correção da artrose. O tratamento de escolha atualmente é a indicação de uma prótese total do joelho chamada artroplastia total do joelho.

LESÃO DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR
Os joelhos são compostos por três ossos fêmur, tíbia e patela. Os ossos do fêmur e da tíbia são interligados por ligamentos, cápsulas e tendões. Os ligamento são as estruturas mais importes, pois eles mantém a estabilidade entre os ossos do joelho. O joelho possui o ligamento cruzado anterior,  ligamento cruzado posterior e os ligamentos colaterais medial e lateral. O encaixe ósseo entre o fêmur e a tíbia no joelho é muito precário, desta forma o os ligamentos mantém a integridade da articulação, porém são sobrecarregados pela a estrutura anatômica formada pelos ossos que não possuem o encaixe perfeito.

"Ligamento cruzado anterior após reconstrução realizada por vídeoartroscopia do joelho"

Artroplastia de Joelho

O joelho é uma articulação formada por um conjunto de estruturas que devem trabalhar em harmonia possibilitando a reestruturação do peso do corpo e os movimentos necessários para a marcha.

1. O que é Artroplastia Total de Joelho?

A Artroplastia total de joelho é uma cirurgia comum e com excelentes resultados, realizada em pacientes com artrose degenerativa do joelho. É uma cirurgia que tem como objetivos substituir uma articulação "doente".

A cartilagem articular danificada é substituída por peças de metal e plástico (próteses). A extremidade do fêmur ‚ coberta com uma prótese de metal e as da tíbia e da patela com plástico. As próteses são habitualmente fixadas ao osso através de um cimento plástico especial, chamado metilmetacrilato. Este vem em forma de um pó e um líquido, que são misturados e em alguns minutos adquirem uma consistência pastosa. Essa pasta é então pressionada contra o osso e a prótese ‚ pressionada contra o cimento. Em cerca de dez minutos o cimento adquire uma consistência pétrea.

Após a colocação da prótese, o metal que cobre o fêmur fica em contato com o plástico que cobre a tíbia, permitindo os movimentos do joelho sem que haja contato de osso contra osso, o que traz alívio da dor. O plástico de que são feitas as próteses da tíbia e da patela é chamado polietileno de densidade ultra-alta, e apresenta um desgaste muito pequeno ao longo do tempo em contato com o metal muito polido da prótese femoral.

Certos fatores como idade, osteoporose ou se há grande deformidade no joelho irão determinar o tipo de prótese mais adequado para cada paciente.

2. Quando está indicada?

As indicações mais comuns para realização da artroplastia do joelho são a presença da dor e impotência funcional e não há chance de melhora com outros tratamentos.
Geralmente são pacientes com artrite reumatóide ou osteoporose degenerativa dos joelhos que tiveram insucesso com tratamento conservador

3. O que se deve esperar da cirurgia?

- Melhora da dor.

- Recuperação dos movimentos necessários para sentar, andar, subir e descer escadas.

Orientações a serem seguidas antes da cirurgia: pré-operatório:

- Alguns exercícios devem ser realizados em casa enquanto aguarda a cirurgia.

- Os exercícios são fundamentais para o sucesso da cirurgia, reserve pelo menos 30 minutos por dia para eles.

- Os músculos da coxa são muito importantes na recuperação do joelho. Prepare sua coxa para a cirurgia fazendo este exercício na cama:

• faça um pequeno rolo com uma toalha de rosto e coloque embaixo do joelho;

• dobre a outra perna e apóie o pé;

• eleve o calcanhar da perna apoiada, apertando o rolo para baixo (empurrando o joelho para baixo);

Sustente contando até 3;

Relaxe e repita 5 vezes;



Tratamento fisioterapêutico para Artroplastia Total nas primeiras 24 horas de pós-operatório:

Posicionamento no leito - desde que o paciente se encontre sem dreno, estará liberado para deitar-se de lado com o membro operado apoiado.
-Membro inferior em elevação, com extensão total do joelho, principalmente com Crio-cuff -crioterapia 30 minutos a cada 2 horas, caso o paciente esteja com bandagem, aplicar por 40 minutos 6 vezes ao dia.

Tratamento fisioterapêutico para ArtroplastiaTotal no 1º dia de Pós-operatório

-Exercícios isométricos -dorsi e plantiflexão do tornozelo, ativo e resistido;
-Glúteo (realizar báscula de pelve)
-Ativos dos pés -Crioterapia (Crio-cuff) 30 minutos a cada 2 horas, caso o paciente esteja com a bandagem, aplicar por 40 minutos 6 vezes ao dia.

Tratamento fisioterapêutico para ArtroplastiaTotal no 2º dia de Pós-operatório

-Exercícios isométricos -manter os exercícios anteriores e aumentar o número de repetições e as séries;
-Inicia-se descarga de peso parcial em cima do membro operado;
-Orientar o paciente a sentar e levantar (se idoso deve estar sempre acompanhado);
-Crioterapia será mantida.

Tratamento fisioterapêutico para ArtroplastiaTotal no 3º dia de Pós-operatório

-Exercícios isométricos -exercícios ativos (flexão/extensão do joelho);
-Treino de marcha com muletas ou andador;
-Crioterapia com o número de repetições reduzido ou de acordo com a queixa do paciente.


Treino de Marcha nas artroplastias de Joelho e Quadril

Alguns pacientes, por motivo de dor no membro inferior (Entorse, Fratura, Pós-Operatório, etc...), ou por motivo de alteração motoras (paraparesia, hemiplegia) são obrigados a utilizar dispositivos auxiliares da marcha. Um dos dispositivos auxiliares mais usado é a muleta. O post de hoje vai ser focado no uso de muletas nas artroplastias de Membros Inferiores. No entanto, vou aproveitar o tema e comentarei também outras indicações das muletas.
Vou começar sendo bastante direto: Basicamente uma muleta deve ser capaz de fazer duas coisas pelos nossos pacientes que passaram por uma artroplastia de joelho ou quadril:

(1) Reduzir a descarga de peso sobre um dos membros inferiores.
(2) Ampliar a base de apoio para aumentar o equilíbrio e oferecer estabilidade ao paciente.

É importante notar que uma base de apoio alargada também auxilia no deslocamento e fornece informações sensoriais através das mãos. De modo geral, o uso de muletas se faz necessário para pessoas com dores na perna ou no pé, lesão, fraqueza muscular ou marcha instável. Além destas indicações óbvias, o usos de muletas possibilita assumir a posição ortostática, auxiliando na circulação, na função renal e pulmonar, ajuda na prevenção da osteoporose por fornecer estímulo mecânico (compressivo) aos ossos. Em crianças, a descarga de peso também estimula a epífise de crescimento.

Existem basicamente 2 modelos de muletas: A axilar e a canadense.
Muleta Axilar: Os modelos em geral possibilitam o ajuste do comprimento total e também par ao apoio da mão. Em ortostatismo estático, o ponto mais alto da muleta, deve situar-se 2 a 3 dedos abaixo da axila até um ponto cerca de 15-20cm afastado lateralmente do seu pé. As mãos devem estar posicionadas de tal forma que permitam uma flexão de cotovelo de cerca de 30º. È importante frisar que não se deve apoiar as axilas na muleta durante a marcha, a força toda deve acontecer no cotovelo e punho, sob o risco do paciente compreender de onde vem o adágio popular “sofre mais do que suvaco de aleijado”
Muleta Canadense: Mais uma vez, o posicionamento deve permitir uma flexão de cerca de 30o a muleta deve tocar no solo cerca de 5-10 cm para fora e cerca de 15cm a frente do pé
Estudos mostram que o punho recebe de 1 a 3 vezes o peso do corpo durante a fase de balanço da marcha com muletas.

Para o uso seguro de muletas, algumas regras de vem ser seguidas:
  • Nunca apóie o peso nas axilas, use os punhos
  • Quando parado, posicione as muletas à frente
  • Quando andar, não tente andar rápido demais ou dar passos muito compridos
  • Quando descer escadas, posicione as muletas no degrau abaixo, então desça o degrau com a perna não afetada.
  • Quando subir escadas, suba com a perna boa primeiro, só então traga as muletas e a perna afetada para cima.
  • Converse com o cirurgião ortopedista a respeito da qulidade do osso, sobre intercorrências durante a cirurgia, se a prótese foi cimentad a ou não (próteses não cimentadas exigem descarga parcial de peso enqunato as não cimentadas o paciente pode descarregar o peso conforme tolerância)
Marcha de 3 pontos

Indicação:
Incapacidade de descarregar peso em uma das pernas (fratura, dor, amputação ou pós-operatório)
Seqüência de movimentos:
Primeiro leve ambas as muletas e o membro afetado à frente. Então descarrege o peso do corpo sobre as muletas e mova o membro não afetado à frente. Repita a seqüência
Vantagens:
Elimina a descarga de peso sobre o membro afetado
Desvantagem:
È preciso que o paciente tenha um bom equilíbrio


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Marcha de 4 pontos

Indicação:
Fraqueza em ambas as pernas ou coordenação insuficiente
Seqüência de movimentos:
Muleta esquerda, pé direito, muleta direita, pé esquerdo. Repita a seqüência
Vantagens:
Garante estabilidade uma vez que sempre há 3 pontos de apoio no solo
Desvantagem:
Baixa velocidade


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Marcha de dois pontos
Indicação:
Fraqueza em ambas as pernas ou coordenação deficiente
Seqüência de movimentos
Muleta esquerda, e pé direito juntos, então muleta direita e pé esquerdo juntos. Repita a seqüência
Vantagens:
Mais rápido do que a marcha de quatro apoios
Desvantagens:
Pode ser difícil aprender esta seqüência de movimentos

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Marcha tipo mergulho
Indicações:
Incapacidade de descarregar completamente o peso em ambas as pernas (fraturas, dor e amputações)
Sequência de movimentos:
Avance com ambas as muletas à frente, então enquanto descarrega o peso todo nos braços, leve ambas as pernas à frente, ao mesmo tempo por entre as muletas
Vantagens:
È o padrão de marcha mais rápido
Desvantagem:
O gasto energético é alto e exige bastante força nos membros superiores

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Marcha tipo Semi-Mergulho
Indicações
Pacientes com fraqueza em ambos os membros inferiores
Seqüência de movimentos
Avance com ambas as muletas à frente, então enquanto descarrega o peso todo nos braços, leve ambas as pernas à frente ao mesmo tempo porém não ultrapasse as muletas
Vantagens:
Fácil de aprender
Desvantagem: 
Exige força nos membros superiores
 Fonte
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LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR-LCArodilla artroscopia ligamento cruzado anterior
O ligamento cruzado anterior é um dos principais ligamentos do joelho, pois tem a função de estabilização do mesmo, ele ajuda no movimento de rotação, movimento de escorregamento também chamado de rolamento do joelho, ele impede a translação anterior da tíbia e a rotação externa da mesma. Em geral os movimentos torcionais, onde o paciente fixa o pé no solo e gira o corpo para o lado oposto acabam acarretando a lesão do ligamento cruzado anterior deste ligamento. A lesão do ligamento cruzado anterior pode ser parcial ou total. Vários tipos de trauma promovem a lesão do ligamento cruzado anterior, a grande maioria dos casos são principalmente aqui no Brasil, em casos de pacientes que se lesionam jogando futebol. O futebol é um esporte que utiliza muitos membros inferiores e faz vários movimentos de rotação externa do pé durante a partida. Este movimento uma vez travado os pés no solo e o corpo girar para o outro lado, solicita sobre maneira o ligamento cruzado anterior, podendo rompe-lo. O diagnóstico do ligamento cruzado anterior pode ser feito clinicamente através de testes específicos realizados pelo médico ortopedista, através exames radiográficos no caso de retirada de ossos junto com o ligamento, e na ressonância magnética mostrando a lesão no interstício do ligamento ou na retirada do ligamento. A Ressonância nuclear magnética possui de 5 a 10 % de falsos positivos. Uma vez lesionado o ligamento, em geral em pacientes jovens ativos e atletas, o tratamento deve ser cirúrgico, pois vários trabalhos demonstram que ao passar do tempo, os pacientes acabam tendo novos entorses de repetição por falta deste ligamento, e cada um destes entorses acabam promovendo outras lesões no menisco e na cartilagem. Sendo assim em casos em que existe indicação, este deve ser feito de maneira em que evite a instabilidade articular e protegendo novas lesões.
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CIRURGIA DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR Alguns dos aspectos negativos da escolha de qualquer um pode ser eliminado com a colocação de um enxerto, como o corpo de um osso liofilizado patela pellet patelar e da tíbia. Tendões não são utilizados como o paciente, eliminando os efeitos de hemorragia pós-operatória e inchaço e não é necessário para compensar a sua falta com um reforço tendão. Também evita dor no pólo inferior da patela ou, o que é uma complicação mais importante, a distrofia simpática reflexo patelar, sem as complicações habituais que pode azedar o período pós-operatório e oportunidades reduzidas para voltar à competição no profissional esporte. Os padrões da reabilitação do ligamento cruzado anterior será o mesmo sem complicações tardias medo decorrentes da falta de um tendão retirado do paciente.

rotura ligamento cruzado anterior rodilla artroscopia
A cirurgia do ligamento cruzado anterior pode ser feita utilizando-se vários tendões, os tendões flexores chamados de semi-tendineo e gracio, o terço central do tendão patelar hoje chamado de ligamento patelar e até mesmo do ligamento quadricipital. A escolha do tendão depende muito de vários fatores, entre eles o biótipo do paciente, o esporte de eleição praticado pelo mesmo, a habilidade médica para utilização de um ou outro tendão. Independentemente do tipo do tendão, a colocação correta do novo ligamento no local correto propicia a restauração completa deste ligamento, quem em média se faz ao redor de seis meses após a cirurgia.Hoje em dia 60 trabalhos tem apontado para uma possível melhora na utilização de tendões duplos ou chamados de duplo feixes. Teoricamente estes tendões sendo duplos, em novas posições diminui a rotação externa da tíbia sobre o fêmur, diminuindo o movimento rotacional do joelho e fazendo teoricamente que com isso consigamos diminuir a chance deste paciente desenvolver o desgaste ao longo do tempo. Apesar de vários especialistas de joelho estarem desenvolvendo esta técnica ainda não há comprovação científica que ela é melhor do que a técnica tradicional feixe único.
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Reabilitação Ligamento Cruzado Anterior
ligamento cruzado anterior rodilla
Técnicas de cirurgia artroscópica, aplicadas, em princípio, até o joelho e depois estendido a quaisquer outras intervenções conjuntas têm sido objeto de controvérsia com base acrimônia, em fóruns e conferências profissionais entre defensores do convencionais abertas técnicas cirúrgicas e "moderno" artroscopistas. Joelho ACL parece, contudo, que todos estes processos de debate sofrer um processo semelhante de aceitação em primeiro lugar, após a consolidação, e finalmente ajustando algumas indicações de que todos aceitam e que são padronizadas internacionalmente.
 Isso já aconteceu com plastia do joelho, e mais especificamente voltado para corrigir a ruptura do ligamento cruzado anterior. Não se contesta que deve ser operado por artroscopia, mas na forma como foram corrigindo a direção para corrigir alguns erros. Por exemplo, agora já não é utilizado plastia artificial, no entanto, são cada vez mais a aloenxertos. Os critérios para a decisão cirúrgica na ruptura do ligamento cruzado anterior foram amplamente discutido em nosso artigo sobre a escolha de ACL plastia. Agora continue com o desenvolvimento de protocolos de reabilitação. Artroscopia do joelho rompido anterior cruciate Os critérios de desempenho são muito semelhantes, independentemente da angioplastia usado para reparar o ligamento cruzado anterior, mas mencionou a diferença de opiniões entre os especialistas que se preocupam o suficiente para publicar as conclusões do estudo de resultados entre os seus pacientes. Referimo-nos à possível diferença entre os tendões obtidos plastias anserina e plastias como "osso-tendão-osso" obtido a partir do tendão patelar.
 Alguns dos aspectos negativos da escolha de qualquer um pode ser eliminado com a colocação de um enxerto, como o corpo de um osso liofilizado patela pellet patelar e da tíbia. Tendões não são utilizados como o paciente, eliminando os efeitos de hemorragia pós-operatória e inchaço e não é necessário para compensar a sua falta com um reforço tendão. Também evita dor no pólo inferior da patela ou, o que é uma complicação mais importante, a distrofia simpática reflexo patelar, sem as complicações habituais que pode azedar o período pós-operatório e oportunidades reduzidas para voltar à competição no profissional esporte. Os padrões da reabilitação do ligamento cruzado anterior será o mesmo sem complicações tardias medo decorrentes da falta de um tendão retirado do paciente.
                             Questões-chave

O objectivo de uma recuperação acelerada da intervenção de uma plastia do LCA inclui:
    Em uso generalizado no início da crioterapia para diminuir o sangramento e acidente vascular cerebral, o que trará uma melhoria rápida da mobilidade inicial.
    O início precoce de caminhar para suportar o peso do corpo, o movimento promove a compressão da cartilagem e facilita a reorganização dos tecidos de colágeno e osso fornece e de outros tecidos moles da capacidade do joelho de responder a cargas fisiológicas normais.
    Recuperar rapidamente a amplitude de movimento do joelho de forma relevante os últimos graus de extensão.
    Realizar um programa de força agressiva, baseada em passiva e ativa eletroestimulação exercícios em cadeia cinética fechada que vai proteger o enxerto.

                                   ConsideraçõesPlastia cura
plastia rotura ligamento cruzado anterior artroscopia

Todos plastia implementado o seguinte processo de maturação: necrose avascular, revascularização, a proliferação celular e remodelação. Estas fases podem não ter um desenvolvimento gradual e vários ocorrer ao mesmo tempo. Revascularização parece que os picos a cerca de 6 meses após a implantação. rompido artroscopia plastia do ligamento cruzado anterior Isto sugere que plastia muita demanda entre 4 a 6 meses pode trazer o risco de alongamento e ruptura da plastia. Estes aspectos, extrapolada a partir de estudos em animais, pode ter uma evolução diferente em seres humanos. Um estudo muito interessante Rougraff (1993) sugere revascularização da 3 ª semana, remodelando entre 2 e 10 meses (ir para fora!), Falar de uma melhor disposição do plastia osso-tendão-osso para a reabilitação acelerou-se, e cerca de 3 anos para a angioplastia é histologicamente um ligamento. Trabalho mais recente sugere a possibilidade de que menos 6 meses, plastias comportar tanto vascularização e tecido de colagénio como o ligamento normal. O último parece ser favorecida por participação rápido da actividade física que estimulam um aumento no metabolismo que a síntese de aumento de colagénio e aumento da força e do tamanho do plastia.                                    Tipo de plastiaHá um amplo reconhecimento como uma referência para o HTH de resistência em todas as fases de cura, mas, mais recentemente, MacDonald (1995) demonstrou que a plastia semitendinoso-gracilis é igualmente eficaz na reabilitação acelerado que HTH.                              Estabilidade da plastiaEstudos biomecânicos e histológicos sugerem que a plastia ligamentação começa a cerca de 24 semanas e levam cerca de 3 anos para ser concluído. Avaliações objetivas de frouxidão anterior da tíbia em comparação com a reabilitação acelerada normal, não apresentam diferenças significativas. Shelburne e Gray (1997) não observaram diferenças estatísticas na comparação falhas plastia de ambos os programas (2,6% em reabilitação acelerada e 4,4% no normal).Em jeito de conclusãoUma revisão recente de Graham e Parker (2002) não observaram diferenças em alterações pós-operatórias entre as 2 opções acima plastia. Estes autores sugerem que a estabilidade do joelho e do bom resultado clínico durante a recuperação, não dependente do tipo de plastia utilizado. Aspectos como anatomicamente correto posicionamento do enxerto, uma fixação boa isso, a existência de meniscal associada e lesões ligamentares e um programa de reabilitação estruturado, seria muito responsável pela evolução clínica e estabilidade do joelho.

Lesão do ligamento Cruzado anterior do joelhoLesão dos ligamentos cruzadosLigamento cruzado do joelho 
Fotos: sports medicine

ESTABILIZADORES DE JOELHO
Strapping de Rodilla Rodillera Aligua
  Fortilax para Rodilla

 Fonte: Bio Laster-2012




 REABILITAÇÃO


ACL Diretriz de Reabilitaçãorodilla artroscopia ligamento cruzado anterior

ACL artroscopia do joelho apresentar um cronograma acelerado de recuperação das lesões dos ligamentos cruzados, visando principalmente em esportes de equipe, mas logicamente é transferível para qualquer atleta e é ainda usado por não-atletas que necessitam de um rápido retorno à normalidade.Protocolo padronizado em reabilitação de lesão do LCA ACELERADO(Modificado de Mikkelsen et al., 2000 e Shaw, 2002)PRIMEIRA SEMANA

    
Descanso completo
    
Arrefecimento do local durante 15 min a cada hora, de diminuir ligeiramente a frequência em dias sucessivos
    
A estimulação elétrica do músculo quadríceps
    
Elevação da perna com extensão de joelho
    
Exercícios ativos de extensão do joelho (quadríceps contração isométrica)
    
Movimentos passivos do joelho (0-90 °)
    
Deslocamento mínimo (desde que com muletas)Entre 1-2 semanas (adicionar acima)

    
Movendo-se sobre muletas (carga parcial)
    
Incentivar a sustentação de peso, como tolerado
    
Exercícios ativos de flexão do joelho (90 º)
    
Retirada dos pontosEntre 2-3 semanas (adicionar acima)
rodilla artroscopia ligamento cruzado anterior

    
Mobilização da patela
    
Treino de marcha
    
ACL artroscopia do joelho
    
Andar sem muletas
    
Exercícios ativos de flexão do joelho a limitação dor
    
Bicicleta (quando a flexão do joelho é de 100 °)
    
Exercícios na piscina
    
Estimulação elétrica muscularEntre 3-5 semanas (adicionar acima)

    
Flexão passiva do joelho
    
O treinamento proprioceptivo e equilíbrio
    
ACL artroscopia do joelho
    
Exercícios de cadeia cinética fechada para quadríceps e isquiotibiais (por exemplo, agachamentos, leg press, ...)
    
Treinamento isocinético
    
Estimulação elétrica muscular (st quando o atleta é incapaz de contrair o quadríceps e isquiotibiais)Entre 5-6 semanas (adicionar acima)
rodilla artroscopia ligamento cruzado anterior

    
Obter uma ROM 0-130 °
    
Correr, correr muito bom
    
Início de exercícios de agilidadeEntre 7-10 semanas (adicionar acima)

    
Intensificar a acima
    
Correndo em linha reta em uma superfície niveladaDepois de 10 semanas (adicionar ao acima)

    
Recuperar ROM inteiro (completo)
    
Maior agilidade
    
Exercícios específicos para o esporte (baixa intensidade)A PARTIR DE 3 MESES (adicionar acima)

    
Intensificar a acima
    
Jogging e executado em qualquer superfície
    
Correndo com curvas de 90 º, 180 º e 360 ​​º
    
Torções com mudanças de direcção de 45 °
    
Carreira com acelerações e desacelerações
    
Futebol-exercícios específicos (maior intensidade)Entre 4-6 meses (adicionar acima)
..


Voltar a pratica desportiva  habitual

(Modificado de Mikkelsen y col., 2000 y de Shaw, 2002)

Fonte: Bio Laster-2012-tradução..








contato: email:lucianofisiol@gmail.com
               facebook: luciano sousa lucianosousa

quinta-feira, 31 de maio de 2012

LESÕES NO FUTEBOL BRASILEIRO(JOELHOS)

LESÕES ESPORTIVAS


Principais Lesões nos Esportes:

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Lesões musculares

O músculo esquelético é dividido em dois tipos de fibras, dependendo de sua atividade metabólica e sua função mecânica. As fibras tipo 1, conhecidas como vermelhas, lentas, têm baixa velocidade de contração e grande força de contração.
Elas funcionam aerobicamente e são resistentes à fadiga. As fibras tipo 2, conhecidas como fibras rápidas ou brancas, são subdivididas em dois tipos, de acordo com seu nível de atividade metabólica.
Ambos os tipos são fibras de contração rápida e têm elevadas força e velocidade de contração.
Acredita-se que a proporção de fibras tipo 1 e 2 nos indivíduos sejam definidas geneticamente, com pouca capacidade de interconversão de um tipo a outro. Já a interconversão entre os tipos 2, A e B, é muito mais comum, dependendo do tipo de treinamento atlético.

Prevenção de lesões musculares

As lesões musculares podem ser evitadas através de um bom condicionamento físico, aeróbico, trabalhando a força muscular adequadamente e mantendo um bom alongamento da musculatura esquelética.

Mecanismos de Lesão Muscular

As lesões musculares podem ocorrer por diversos mecanismos, seja por trauma direto, laceração ou isquemia. Após a lesão, inicia-se a regeneração muscular, com uma reação inflamatória, entre 6 e 24 horas após o trauma. O processo de cicatrização inicia-se cerca de três dias após a lesão, com estabilização em duas semanas. A restauração completa pode levar de 15 a 60 dias para se concretizar.
As principais causas de lesão são o treinamento físico inadequado, a retração muscular acentuada, desidratação, nutrição inadequada e a temperatura ambiente desfavorável.
As lesões musculares podem ser classificadas em quatro graus: grau 1 é uma lesão com ruptura de poucas fibras musculares, mantendo-se intacta a fáscia muscular; grau 2 é uma lesão de um moderado número de fibras, também com a fáscia muscular intacta; lesão grau 3 é a lesão de muitas fibras acompanhada de lesão parcial da fáscia; grau 4 é a lesão completa do músculo e da fáscia (ou seja, ruptura da junção músculo-tendínea.
O lesão muscular por estiramento pode ocorrer nas contrações concêntricas ou excêntricas, sendo muito mais comum nesta última, com a falha freqüentemente ocorrendo na junção miotendínea.
O diagnóstico é realizado pelo exame clínico, em que se percebe a nítida impotência funcional e pelos exames complementares que podem auxiliar também no tratamento e na prevenção de novas lesões.
Exames laboratoriais, como de Sódio, Potássio, Cálcio, Fosfato, Magnésio, VHS, podem ser úteis em determinadas situações, a critério do médico.
Na suspeita de uma doença da tireóide, em que podem ocorrer lesões musculares de repetição, pode se solicitar exames de marcadores desta glândula.
Na suspeita de lesões ósseas, como avulsões, os exames radiográficos podem ser úteis.
A Ultrassonografia, a Tomografia e a Ressonância Magnética também podem ser consideradas para auxiliar no diagnóstico e tratamento, tendo em vista que a correta localização anatômica da lesão é fundamental para o tratamento e previsão de retorno ao esporte.

Tratamento

A imobilização do músculo após a lesão, como em qualquer outro tecido, pode levar a atrofia e portanto deve ser evitada. A perda de massa muscular ocorre rapidamente e depois tende a estabilizar e a perda de força ocorre simultaneamente. A resistência à fadiga diminui rapidamente.
Já a mobilização precoce aumenta a resistência das fibras à tensão, melhora a orientação das fibras e mantém uma adequada vascularização do músculo, evitando a atrofia muscular.
Deve-se instituir de imediato a aplicação de gelo local, repouso relativo e medicações anti-inflamatórias. Após dois a três dias inicia-se então o tratamento fisioterápico, com ênfase na mobilidade e fortalecimento muscular e melhoria da resistência. A seguir trabalha-se a propriocepção e o condicionamento geral do atleta, inclusive aeróbico e o retorno gradativo às atividades, com liberação completa ao esporte quando o atleta se encontrar nas mesmas condições pré-lesão e sentir segurança para retornar.
Para o retorno do atleta à atividade, este deve possuir uma amplitude de movimento articular normal, estar completamente sem dor, edema ou derrame, com uma força muscular de no máximo 20% da normal e condicionamento cardio-respiratório normal.
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Câimbras Musculares

O que causa cãibras musculares?

Líquidos e o Fator Sódio

Apesar de existirem muitas causas para cãibras musculares, grandes perdas de sódio e líquidos costumam ser fatores essenciais que predispõem atletas a cãibras musculares. O sódio é um mineral importante na iniciação dos sinais dos nervos e ações que levam ao movimento nos músculos. Por isso, um déficit desse elemento e de líquidos pode tornar os músculos sensíveis. Sob tais condições, uma leve tensão e um movimento subseqüente podem fazer o músculo se contrair e se contorcer incontrolavelmente.
Estudo de caso de cãibra
Um estudo* dá apoio à teoria. Um jogador de tênis de elite perdia mais sódio na transpiração, em várias horas de jogo, do que todo o consumo diário. Durante uma partida intensa que resultou numa perda de transpiração de até 3 quartos por hora, o jogador teve cãibras. Após um teste fisiológico, foi recomendado que o jogador adicionasse sal à dieta e ingerisse bebida esportiva. Essa adição de sódio reduziu ocorrências subseqüentes de cãibras. Sempre que o jogador sentia cãibras durante o jogo, ele tomava uma bebida esportiva com cloreto de sódio. As cãibras pararam.
Após checar com um médico para corrigir as principais causas (Leia : " Outras causas potenciais"), um atleta que tem cãibras musculares depois de exercícios pode querer adicionar sódio às refeições. Dada a popularidade de dietas com pouco sódio, um déficit de sódio não está fora de questão quando um atleta está suando em taxas altas, particularmente nos meses quentes do ano. Lanches salgados ou um pouco mais de sal vão ajudar a repor o mineral. Consumir bebidas esportivas que contêm uma quantidade adequada de sódio também é uma maneira sutil de repor o sódio.

Gatorade contém 90 mg de sódio por 200 ml, a mesma quantidade de sódio em um copo de leite ou fatia de pão. Esta é uma quantidade que ajuda a repor o sódio perdido e ainda atende aos padrões da FDA - Food and Drug Administration, dos Estados Unidos, para alimentos com baixo teor de sódio.

Preocupando-se com os minerais

Por muitos anos, atletas atribuíram cãibras à falta, no organismo, de potássio ou outros minerais como cálcio ou magnésio. No entanto, pesquisas mostram que esses minerais são menos propensos a causar cãibras.

As quantidades de potássio, cálcio e magnésio no suor são baixas se comparadas com as de sódio e cloreto. Além disso, potássio, magnésio e cálcio são facilmente repostos com dieta. Conseqüentemente, um déficit desses minerais é raro.

Outras causas potenciais

Diabetes, doenças neurológicas ou problemas vasculares são fatores que favorecem a ocorrência de cãibras. Alguns relatos também indicam que o uso de certos suplementos dietéticos como creatina pode aumentar os riscos de cãibras musculares. Se cãibras apareceram sem um histórico prévio, consulte um médico para excluir causas mais sérias.

Os atletas atribuem cãibras à falta de potássio ou outros minerais como cálcio ou magnésio. A opinião médica atual não dá apoio a esta idéia. Os músculos tendem a acumular potássio, cálcio e magnésio de forma tal que são perdidos em níveis menores na transpiração, se comparados com sódio e cloreto. A dieta geralmente fornece quantidades adequadas para prevenir déficits que iriam contribuir para a ocorrência de cãibras. Pesquisas futuras poderão nos mostrar outros resultados.

Prevenindo cãibras

Previna as cãibras antes que elas comecem, fazendo aos atletas as seguintes recomendações:
1. Beba muito líquido para ficar hidratado durante o exercício;
2. Reponha níveis de sódio durante os intervalos de exercícios pesados e transpiração abundante com uma bebida esportiva/isotônico
3. Assegure uma recuperação nutricional adequada (particularmente para o sal) e descanse os músculos após um treino intenso.
Soluções rápidas para cãibras
Quando as cãibras aparecerem durante um exercício ou competição, tome as seguintes medidas:
1. Alongar. Como as cãibras são normalmente relacionadas à mudança na capacidade de peso, alongamento e exercícios sem peso são tratamentos efetivos.
2. Massageie a área. Esfregar o músculo afetado pode ajudar a aliviar a dor e também auxilia no estímulo à corrente sangüínea e ao movimento de líquidos na área.
3. Estimule a recuperação. Descanso e reidratação adequada com líquidos que contenham eletrólitos, particularmente sódio, irão rapidamente trazer melhora.
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Lesões no Joelho

Chondromalacia

Sintomas - dor ou sensibilidade perto ou abaixo da rótula na parte frontal ou lateral do joelho. A dor é gradual, geralmente em uma perna, e aumenta gradualmente durante várias semanas. A cartilagem da patela - abaixo da rótula - desgasta-se; fica como uma lixa, geralmente produz um som de rangido já que não mais desliza suavemente sobre o joelho.

Causas - Correr sobre o declive no canto da rua, ou se boa parte do treino é através do declive lateral de uma ladeira; não realizar o seu aquecimento corretamente; quadríceps tenso, fraco ou fatigado; ajoelhar-se; jarrete tenso ou excessivamente forte; subir e descer escadas ou ladeiras; ficar sentado por longo tempo; ciclismo; super-pronação. E, me desculpem pessoal... correr muito forte ou muita quilometragem muito cedo no ciclo de treinamento. Corridas às pressas de manhã antes do trabalho, ou no horário de almoço, sem fazer aquecimento, também pode causar a chondromalacia, ou joelho de corredor.
Prevenção - Estabilize o pé usando tênis de corrida que se encaixem bem; use ortopédicos para melhorar o encaixe do pé no tênis; Evite os declives nos cantos das ruas; corra sobre superfícies mais macias. Evite correr ladeira abaixo. Reduza atividades ciclísticas do seu treinamento, ou use uma cadência maior com menor resistência. Faça um aquecimento completo incluindo exercícios de fortalecimento dos quadríceps; não deixe que os quadríceps fiquem acima de 50% mais fortes do que os jarretes. Alongue os jarretes, quadríceps e panturrilhas. Evite curvar acentuadamente os joelhos.
Tratamento - Funciona se você atacar o problema cedo; experimente com o descrito acima para detectar a causa. Grande consumo de vitamina C pode ajudar. Aspirina três vezes ao dia por três meses pode bloquear o desgaste da cartilagem, mas não arrisque os seus intestinos a menos que você também encontre a causa da lesão. Procure conselho médico. Raio X pode ser necessário para checar o desgaste da superfície da articulação. Quando acabar o inchaço, fortifique os quadríceps. Ortopédicos podem ajudar. Nade ou faça "corrida na piscina" (usando um flutuador). Uma joelheira com orifício para a rótula ajuda a muitos - mas não use isto como uma desculpa para evitar exercícios de fortalecimento dos quadríceps.

Síndrome da faixa iliotibial

Sintomas - Dor que geralmente aumenta gradualmente durante a corrida. Pode sumir depois de correr.

Causas - Esta forte faixa vai desde o músculo por fora e em frente da pelvis ( músculo tensor facia latae), descendo pela coxa até inserir na tíbia. No local que ela passa pelo joelho, pequenos sacos de fluidos de amortecimento impedem que ela faça atrito contra o osso. Os sacos ou a faixa podem inflamar - tipicamente devido a: correr ladeira abaixo; mudanças no treino ou na superfície de corrida; movimentos excessivos dos pés; correr em superfícies inclinadas; pernas arcadas; super-pronação; tênis de corrida gasto; organismo desgastado (super-treinamento); tensão na faixa iliotibial; força nos quadris desigual; ou diferença no comprimento das pernas podem predispor à síndrome da faixa iliotibial.
Prevenção - Faça as mudanças no tipo de treinamento lentamente. Evite treino de ladeiras em curvaturas; evite curvas fechadas. Faça alongamento do iliotibial e alongue outros músculos importantes. Fortaleça o quadríceps fraco com exercícios de elevação de pé e de extensão de pé. Um ortopedista, para checar uma possível inserção especial para os tênis, também poderia ajudar.

Tratamento - Ataque a causa, mas diminua o volume de treinamento e tome anti-inflamatórios. Coloque gelo freqüentemente. Cortisona pode ajudar a aliviar a bursa; ou a área inflamada pode ser removida. Para diminuir ambos os tipos de insultos aos joelho, não faça subidas em escadas durante a reabilitação. Lembre-se do limite superior da faixa - ela pode ter problemas também.
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Dor Muscular Tardia

Quem faz qualquer tipo de exercício ou pratica esporte está acostumado com dois tipos de dores também conhecidas como musculoesqueléticas. Uma, mais ou menos aguda acontece no final de uma série ou durante as pausas estando mais relacionadas com os produtos metabólicos finais e costuma desaparecer ainda durante a seção de exercícios.

A outra, a Dor Muscular Tardia, vem nas 24 a 56 horas depois da atividade e apesar de discutida a verdadeira causa, depende quase que diretamente da intensidade, duração de esforço e do tipo de exercício realizado. Sendo assim, a principal causa pode estar relacionada a microtraumatismos e inflamação aguda das fibras musculares, estiramento excessivo do tecido conjuntivo do músculo, alteração no mecanismo celular de entrada e saída de cálcio ou vários fatores conjugados.
Os iniciantes, assim como os idosos, estão mais sujeitos à dor mas qualquer pessoa resolvendo fazer uma atividade para a qual não esteja acostumada poderá ser surpreendida com as dores musculares que também não deixam de ser uma adaptação normal do organismo.

Esse é o grande segredo e a maior dificuldade do treinamento de força. Progredir conjugando estímulo x recuperação x novo estímulo respeitando as limitações da dor. Encontrar a carga certa para cada momento sem deixar agudizar as dores trazendo como conseqüência a lesão. Descansar demais pode-se não evoluir ou perder o ponto certo da supercompensação para melhor aproveitamento do objetivo proposto. Treinar sempre com a mesma carga, mesmos métodos, e mesmo tempo de recuperação pode ocorrer um efeito conhecido por destreinamento onde o nível de força permaneça inalterado mas o volume muscular diminui Zatsiorsky, (1999).
Acrescentar carga sem critério científico o resultado quase sempre é ruim.

É sempre bom lembrar que dor é quase sempre um sinal de alarme e não deve ser de todo desprezada. Entretanto, se for suportável a rotina de exercício da planilha de treinamento deve continuar ou mesmo diminuir a intensidade. Se for uma dor aguda a atenção deve ser redobrada podendo ser o caso de suspensão da atividade. Nessa hora, bom senso.

Ao contrário do que se divulga em textos leigos, a Dor Muscular Tardia não está relacionada à concentração de lactato sangüíneo e sim com o tipo de contração muscular. MacArdle (1998) cita que as contrações excêntricas, como por exemplo correr na descida, não aumentam tanto a concentração de lactato mas geram dores musculares.
Como já vimos em edições passadas, está bem estabelecido pela ciência que a contração excêntrica gera uma quantidade de força aproximadamente duas vezes mais que as isométricas recrutando menor número de unidades motoras implicando em maior estresse mecânico. A dor Muscular Tardia pode ou não estar associada à inflamação das fibras musculares que podem advir das contrações excêntricas. O que não está bem estabelecido é a questão da inflamação estar especificamente associada ao tipo de contração.

Pelo sim pelo não, o fato é que a Dor Muscular Tardia é um fato conhecido. Da mesma forma, a causa não se refere a apenas "uma" circunstância. Aí está mais uma boa razão para esquecermos certas afirmações vistas em salas de musculação e até em cursos.
Discussões a parte, pelo menos a maioria dos pesquisadores aceita uma seqüência de fatos a saber:

As ações de estiramento alteram a permeabilidade da membrana celular rompendo as proteínas estruturais dentro das fibras, do tecido conjuntivo e do sarcolema trazendo como conseqüência o desequilíbrio da função dos íons de cálcio. Abrem-se assim, portas para a presença de microrganismos causadores da inflamação. O organismo tentando se proteger libera substâncias vasodilatadoras estimulando as terminações nervosas geradoras da dor. A proteção de danos maiores e futuras ações similares é feita com a presença de proteínas de estresse que também são estimuladas iniciando a regeneração tecidual. Aí mora o segredo! Esse mecanismo protetor é transitório e seu efeito termina se o treinamento não tiver uma seqüência.
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Dor Lombar

A dor lombar representa hoje uma das maiores queixas nos consultórios médicos, tanto por parte dos sedentários como dos atletas de diversas modalidades esportivas. Com mais ou menos intensidade, em algum momento da vida a maioria das pessoas um dia acaba convivendo com ela e geralmente no melhor da vida produtiva, em torno dos 45 anos, onde os adultos costumam ser surpreendidos pela dor. Entre os idosos inativos figura entre as três principais ocorrências.

Até as crianças do mundo moderno não escapam, em função da associação da inatividade física e o excesso de carga ao transportar mochilas pesadas para a escola.
No esporte, a dor lombar está, em sua maioria, ligada à combinação dos movimentos de flexão com rotação do tronco acrescido de carga, além dos excessos de treinamento na busca incessante de resultados. Segundo Kapandji 2000, esses movimentos descritos são os mais agressivos aos anéis fibrosos do disco intervertebral por conta da própria estrutura. Determinadas angulações da rotação de tronco fazem coincidir as ranhuras internas dos anéis diminuindo a capacidade de dissipar forças.

Justamente esses movimentos combinados estão presentes em muitas modalidades esportivas tais como o golfe, o futebol, o balé, o basquete, o vôlei, a ginástica Olímpica e os lançamentos de dardo, disco peso entre outras.
Quando a dor aparece, o mais importante é a investigação da origem onde o paciente deve optar por médicos que não poupam esforços no sentido de detectar realmente o problema. Da mesma forma, o paciente não deve ocultar nenhuma informação, por mais insignificante que possa parecer. Hoje em dia a Medicina dispõe de muitos recursos e exames que diminuem muito as chances de erros de diagnósticos tais como Raio X, Mielograma, tomografia computadorizada, Ressonância Magnética, Cintilografia Óssea, Eletromiograma entre outras. A opção por um ou vários exames é do médico e depende de cada caso e gravidade. Muitas são as origens da dor e os sintomas podem levar à uma interpretação errada se não forem esgotadas todas as possibilidades de diagnóstico preciso.
O paciente deve descrever para o médico, com detalhes, todos os movimentos feitos durante o dia, sejam eles laborais ou esportivos. Geralmente a investigação médica começa com a anamnese e com testes de movimentos reflexos das raízes nervosas das vértebras lombares e sacral, assim como a funcionalidade das cadeias musculares diretamente relacionada com a coluna lombar. Desvios posturais funcionais e ou estruturais são observados em várias posições e movimentos: de pé, sentado, andando, parado e passando de uma posição para outra.
De uma maneira inteligente, o tratamento deve ser decidido por uma equipe multidisciplinar envolvendo o médico, o fisioterapeuta e o profissional de Educação Física.

Não são poucos os problemas de coluna cujos sintomas podem ser confundidos: Lesões nos tecidos moles, distensões e ou entorses, dor ciática, hérnia de disco de diversos graus, doença de scheuermann, apófise vertebral, síndrome facetária, espondilólise e espondilolistese, osteoporose, dor referida com origem em outras patologias, síndrome do músculo piriforme, infecções entre outras.
Os Esportes Individuais - Ciclismo - Na posição ereta ao pedalar, a coluna lombar fica menos sujeita ao estresse. Entretanto, a posição aerodinâmica usada pelo ciclista de estrada, a lombar é muito sacrificada. Muitos atletas em competições longas mau conseguem descer sozinhos da bicicleta após cruzar a linha de chegada com dores lombares por terem permanecido longo período com as costas arredondadas.
As formas para amenizar esse tipo de problema são: em primeiro lugar usar bicicleta com quadro ajustado às medidas corporais do atleta. Variar as posições de pegada no guidão durante a competição e pedalada em pé e sentado nas subidas. Fazer treinamento complementar de reforço dos grupos musculares que sustentam a coluna lombar.
Do outro lado da moeda, pessoas que pedalam a lazer mas com marcha elevada mantendo baixa rotação, sob pretexto de ser mais confortável também pode provocar a fadiga na região. Pedalar em baixa cadência aumenta a solicitação dos glúteos e dos posteriores de coxa modificando a inclinação pélvica neutra induzindo a uma retificação lombar. Da mesma forma, pedalar sentado em subida por longo período leva ao mesmo problema.

No mountain bike o impacto ao transpor obstáculos e as quedas são as causas mais comuns. Treinar a técnica correta de subida, descida, e os vôos, assim como usar bicicletas bem equipadas são as medidas que diminuem a incidência.

No spining as dores lombares só acontecem com o abuso de manobras ou ajustes inadequados do equipamento ao aluno.
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Tendinite e Bursite

O que são tendinite e bursite?

Tendinite e bursite são condições comuns que envolvem a inflamação do tecido macio ao redor dos músculos e ossos, mais freqüentemente no ombro, cotovelo, punho, quadril, joelho e tornozelo. A bursa é um pequeno saco cheio de fluido que atua como amortecedor entre um osso e outras partes que movem: músculos, tendões ou pele. A bursite ocorre quando a bursa fica inflamada (vermelhidão e aumento de fluido na bursa). O tendão é uma faixa de tecido fibroso que conecta os músculos aos ossos. Tendinite é inflamação de um tendão. Tendões transmitem a tração do músculo ao osso para ocasionar movimento, e podem ser pequenos, como os nas mãos, ou grandes, como o tendão de Aquiles no calcanhar.

Causas da tendinite e bursite

A bursite é mais comumente causada pelo superuso ou trama direto a uma articulação. A tendinite é mais freqüentemente resultado de lesão por esforço repetitivo na área afetada. Essas lesões ocorrem mais freqüentemente com a idade, uma vez que os tendões ficam menos flexíveis e desta forma mais susceptíveis à lesão. Carpinteiros, músicos, jardineiros e atletas, os quais fazem atividades que requerem movimento repetitivo e colocam estresse sobre as articulações, são os que sofrem maior risco de tendinite e bursite. Infecções, artrite, gota, doença da tiróide e diabetes também podem causar inflamação na bursa ou no tendão.

Tendinite no tendão de Aquiles

Lesões no tendão de Aquiles envolvem irritação, estiramento ou rasgo do tendão que conecta o músculo da panturrilha com a parte de trás do calcanhar. Tendinite no tendão de Aquiles é uma lesão comum de superuso, mas também pode ser causada por músculo da panturrilha rígido ou fraco, ou qualquer condição que faça com que o tendão fique menos flexível e mais rígido, como artrite reativa ou envelhecimento normal.

Tendinite no tendão de Aquiles pode acontecer a qualquer pessoa que participa regularmente de uma atividade que cause a contração da panturrilha, como subir escadas, mas é mais comum em atletas de fim de semana de meia idade. Entre atletas profissionais, a maioria dos casos de tendinite no tendão de Aquiles parece ocorrer em esportes de rápida aceleração ou saltos, como futebol, tênis e basquete. Tendinite no tendão de Aquiles pode ser uma condição crônica.

A tendinite é o fator mais comum para contribuir no rompimento do tendão de Aquiles. Quando o tendão está enfraquecido pela idade ou superuso, um trauma pode fazer com ele se rompa. Essas lesões podem ser súbitas e agonizantes.
Diagnóstico da tendinite e bursite

O diagnóstico da tendinite e bursite começa com histórico médico e exame físico. O paciente descreverá a dor e circunstâncias nas quais ela acontece. A localização da dor, quando ela começa, se sua severidade varia durante o dia, e os fatores que a aliviam ou agravam são importantes para o diagnóstico. Médicos e fisioterapeutas usarão testes manuais para determinar qual tendão está envolvido. Raio-x não mostra tendões ou bursas, mas pode ser útil para eliminar problemas ósseos e artrite. No caso de tendão lacerado, o raio-x pode ajudar a identificar qual tendão foi afetado. O médico também pode usar ressonância magnética para confirmar rompimento total ou parcial. Teste com injeção anestésica é outra forma de diagnosticar tendinite. Para eliminar a suspeita de infecção o médico pode remover e testar o fluido da área inflamada.

Tratamento da tendinite e bursite

O tratamento da tendinite e bursite visa sarar a lesão na bursa ou tendão lesionado. O primeiro passo do tratamento, tanto da tendinite quanto da bursite, é reduzir a dor e inflamação com descanso, compressão, elevação e antiinflamatórios. Gelo também pode ser usado em lesões agudas. Quando o gelo é necessário, uma bolsa de gelo pode ser aplicada na área afetada por 15-20 minutos a cada 4-6 horas por 3-5 dias. Uso mais prolongado de gelo e programa de alongamento pode ser recomendado por um médico. Atividade envolvendo a articulação afetada também deve ser restringida para encorajar a recuperação e prevenir mais lesões.
O médico ou fisioterapeuta pode usar ultra-som para aquecer tecidos mais profundos e melhorar o fluxo sanguíneo. Iontoforese também pode ser usada. Isso envolve o uso de corrente elétrica para empurrar medicamento através da pele diretamente sobre a bursa ou tendão inflamado. Alongamento suave e exercícios de fortalecimento são adicionados gradualmente. Massagem do tecido mole também pode ajudar.

Se não houver melhora, o médico pode injetar medicamento corticóide na área ao redor da bursa ou tendão inflamado. Embora essas injeções sejam comuns no tratamento, elas devem ser usadas com cautela. Se ainda não houver melhora depois de 6-12 meses o médico pode fazer artroscopia ou cirurgia aberta para reparar o dano e aliviar pressão sobre os tendões e bursa.

Se a bursite for causada por uma infecção, o médico pode receitar antibióticos.
Se o tendão for rompido completamente, cirurgia pode ser necessária para reparar o dano.

Prevenção da tendinite e bursite
Para prevenir a inflamação e reduzir sua gravidade e recorrência recomenda-se:
* Realizar aquecimento e alongamento antes de atividades físicas.
* Fortalecer a musculatura ao redor da articulação.
* Fazer paradas freqüentes ao realizar atividades repetitivas.
* Praticar boa postura corporal ao realizar atividades diárias.
* Começar novos exercícios físicos lentamente. Aumentar gradualmente a demanda física depois de várias sessões de exercícios bem tolerados.
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Meniscos

Os meniscos são qualquer uma das duas partes específicas de cartilagem do joelho. Há o menisco lateral e o medial, ambos são tecidos cartilaginosos que dão integridade estrutural ao joelho quando este sofre tensão e torção. Os meniscos servem para dispersar a fricção na articulação entre a tíbia e o fêmur.

Lesões nos meniscos

Na osteoartrite, os meniscos são lacerados ou desgastados pelo superuso, idade ou lesão. A articulação fica dolorida quando usada, porém se não há carga a dor vai embora. Um menisco lacerado pode ser reparado através de cirurgia e pela capacidade do corpo de se recuperar.
Caso o dilaceramento esteja fora do suprimento de sangue para o menisco há pouca probabilidade que o organismo o recupere por si mesmo. Nesse caso, a cirurgia de artroscopia remove a tecido lacerado permitindo ao joelho funcionar com algum menisco faltando. Em geral, pacientes jovens não reagem tão bem a esse tipo de tratamento quanto os mais velhos e sedentários. Em situações nas quais o menisco está danificado de uma forma que não é possível reparo nem remoção parcial, a opção pode ser a meniscectomia (remoção total do menisco).
Tratamento de lesões nos meniscos

Quando uma pessoa tem lesão nos meniscos deve consultar um médico. Após os exames médicos apropriados um ortopedista decidirá se o paciente deve o não passar por cirurgia. Caso a cirurgia não seja necessária, o paciente provavelmente terá que dar uma parada nas suas atividades normais para permitir que os meniscos sarem.
Reabilitação depois de cirurgia no menisco
Depois de uma cirurgia bem-sucedida para tratar parte destruída do menisco, o paciente deve seguir um programa de reabilitação para ter os melhores resultados. A reabilitação depois de uma cirurgia de menisco depende se todo o menisco foi removido ou reparado. Se a parte destruída do menisco foi removida, o paciente geralmente começa a andar um ou dois dias depois da cirurgia, e volta às atividades normais depois de duas ou três semanas. Entretanto, cada caso é diferente e o paciente deve consultar o cirurgião.
Caso o menisco tenha sido reparado, o programa de reabilitação é mais intensivo. Depois da cirurgia uma joelheira é colocada no paciente, a qual permite movimentos controlados do joelho. O paciente é encorajado a andar usando muletas a partir do primeiro dia, e na maioria do tempo pode colocar peso sobre o joelho. Depois de algumas semanas o paciente pode começar a andar usando somente a joelheira. A partir do segundo mês o paciente pode andar livremente e também fazer alguns exercícios leves (bicicleta ergométrica, natação, etc.). Se a reabilitação for feita apropriadamente, o paciente pode retornar gradualmente às atividades mais pesadas (corrida). Porém, cada caso é único e o paciente deve seguir o médico e fisioterapeuta para um programa de reabilitação apropriado.
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Tendão de Aquiles

As alterações que podem ocorrer no tendão de aquiles de atletas compreendem as paratendiites, tendinites, bursite retrocalcaneana e ruptura do tendão.

Paratendinite

É a inflamação do paratendão que pode ocorrer com ou sem o envolvimento do tendão. O paratendão pode inflamar por erro de treinamento, calçado inadequado, encurtamento muscular do tríceps sural, aquecimento ou alongamento inadequados.

O atleta apresentará dor na região posterior do calcanhar que piora com a atividade física, estando freqüentemente relacionado ao aumento abrupto da carga de treinamento.

O exame físico demonstra aumento da sensibilidade à palpação da região do tendão calcâneo, edema localizado, calor local, claudicação. Tendinose

A tendinose parece ser um processo degenerativo relacionado à idade que pode ocorrer sozinho ou associado com a paratendinite. Uma avaliação histológica revelou hipercelularidade, proliferação vascular e uma estrutura de fibras anormal, diferente de um processo inflamatório.
Ao exame, encontra-se dor à palpação sobre a inserção do tendão ou cerca de 4 cm acima, freqüentemente associado com edema. O paciente se queixa de dor na deambulação e piora quando fica muito tempo em pé.

Bursite Retrocalcaneana

É caracterizada pela inflamação da bursa retrocalcaneana, que se encontra ter o calcâneo e o tendão de Aquiles, estando algumas vezes associado ou a tendinopatia ou a paratendinite e freqüentemente há uma tuberosidade posterior e superior proeminente, denominada deformidade de Haglund.

Ao exame o paciente apresentará edema e dor medial e lateral ao tendão de Aquiles.
Ruptura do Tendão de Aquiles

A ruptura do tendão de Aquiles tipicamente ocorre após uma dorsiflexão forçada e o paciente tem a sensação de que levou uma pedrada ou um chute na panturrilha, devido a forte dor que sente no local. Apesar da dor súbita, muitas vezes o atleta chega ao atendimento médico praticamente sem dor, caminhando com certa dificuldade e impossibilitado de fixar nas pontas dos pés.

Ao exame, encontra-se edema no local, dor à palpação e freqüentemente é palpável um defeito no local da ruptura. Um exame clássico para diagnóstico é o teste de Thompson, que consiste em posicionar o paciente em decúbito ventral e a seguir o médico realiza a compressão da panturrilha com a mão. Se não houver a flexão plantar do pé ou uma grande diminuição desta, estará confirmado o diagnóstico de ruptura do tendão de Aquiles.

Tratamento

Paratendinite, Tendinose e Bursite Retrocalcaneana
Estas patologias são adequadamente tratadas com repouso, aplicação de gelo, administração de anti-inflamatórios e tratamento fisioterápico. O tratamento cirúrgico é exceção.

Ruptura do Tendão de Aquiles

Têm sido publicados diversos trabalhos sobre o tratamento do tendão de Aquiles roto, alguns defendendo o tratamento conservador, outros o tratamento cirúrgico
A maioria dos autores recomendam o tratamento cirúrgico, devido a menor taxa de re-ruptura e o rápido retorno a atividade.
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Lesões na Perna

Inflamações na região da tíbia (conhecidas como canelite)

A lesão mais provável em corredores e caminhantes iniciantes é a popularmente conhecida "canelite", que também é chamada de síndrome de estresse do medial tibial, a qual é simplesmente uma inflamação ao longo do lado interno do osso da tíbia.
Fratura por estresse geralmente causa uma dor contínua e restrita a um ponto. Não corra. Se você tem uma dor ou sensibilidade mais difusa no terço inferior da parte interna da perna, ou ao longo de toda a tíbia, e se o alongamento alivia a dor, é menos provável que seja uma fratura. Caso consiga lidar com a dor, corra sobre superfícies mais macias.
No caso de inflamação na região da tíbia, dor é sentida estendendo-se os dedos e realizando exercícios de impacto contra o solo. Dói se você pressionar a área com o dedo. Fisiologicamente, isso é uma inflamação nos tendões ou músculos da área. A dor piora gradualmente durante a corrida, porém, em alguns casos, melhora quando o corpo está bem aquecido mas retorna ao final do exercício. Em outros casos, a dor melhora assim que a corrida termina.

Causas:

* Correr jogando o peso muito pra frente;
* Pisar no solo com o primeiro terço do pé;
* Passadas muito largas;
* Super-pronação
* Calçado muito apertado ao redor dos dedos;
* Tênis de corrida pouco flexível;
* Arco de pé fraco também pode contribuir;
* Panturrilha rígida estressando as estruturas da tíbia...
* ... A qual faz tensão e puxa os músculos da tíbia;
* Corredores iniciantes são mais propensos.
* Supertreinamento é marca registrada; especialmente:
* Aumentando o volume de treinamento muito rapidamente;
* Correndo sobre superfícies duras;
* Muito treino de velocidade, muito prematuramente, sobre superfícies duras.

Prevenção:

Dê preferência a tênis de corrida flexíveis na parte frontal. Troque o tênis de corrida sempre que usá-lo de 480 a 640 km. Use uma calcanheira para reduzir o choque, assim como suporte para arco do pé ou palmilha de amortecimento, se necessário. Não aumento seu volume de treinamento drasticamente ou faça treino de velocidade prematuramente. Equilibre o seu treinamento. Corra uma menor quilometragem e o faça sobre superfícies mais macias. Inclua corrida em piscina ou outra atividade física complementar.
Concreto é seis vezes mais severo para os seus tecidos da tíbia do que o asfalto. O asfalto é três vezes mais severo do que a terra batida. A grama é ainda mais macia, e diminui significativamente o risco de inflação na região da tíbia. Retorne o volume de treino nas ruas em 1,5 ou 3 km por vez à medida que volta ao treinamento pleno. Use ortopédicos ou tênis anti-pronação.
Alongue antes da corrida, e mais uma vez depois do aquecimento. Cometeu um erro no treinamento e está com a canela doendo? Coloque gelo, tome anti-inflamatórios não esteróides e não cometa o mesmo erro novamente!
A canela sempre dói depois de uma sessão de treino na pista de atletismo? Então faça seu treino de velocidade sobre terra batida, grama, areia, ladeira acima, na esteira ergométrica ou faça corrida na piscina. Também conserte qualquer erro no treinamento. Faça a quantidade apropriada de treino de velocidade e corra num ritmo adequado. Gradualmente aumente os treinos de velocidade para até 10% do volume semanal em uma sessão, e não corra mais rápido do que o seu ritmo numa corrida de 5 km até que seja capaz de realizar os 10% sem dores severas.
Não se esqueça de fazer o desaquecimento, ou volta à calma... Provavelmente a parte do treino mais negligenciada. Correr por mais 3 ou 5 km pode parecer horripilante depois de fazer 20 repetições de 400 metros no ritmo de corrida de 5 km. Isso é horripilante se você não está em forma suficiente para correr esses intervalos sem um pouco de reserva! A corrida leve introduz sangue com seus nutrientes e acelera a extração dos produtos do desgaste da corrida rápida. Adicione 400 metros de caminhada no final e você também estará diminuindo o acúmulo sanguíneo pós-exercício que contribui para inflamação nos músculos. Molhe suas pernas com água gelada, coloque seus pés para o alto por 20 minutos enquanto se re-hidrata e desaquece, e então tome uma ducha e faça os alongamentos.
A musculatura da tíbia trabalha de encontro aos grandes músculos da panturrilha, e é a última musculatura a aquecer e a primeira a esfriar. Com isso em mente, faça exercício para fortalecê-la. Sentado numa cadeira, desenhe círculos largos com o seu dedão do pé, e depois desenhe o alfabeto. Depois de algumas semanas, adicione o exercício "pote de tinta": sentado numa mesa, pendure um peso no dedão do pé e o levante flexionando o tornozelo numa seção de 12 repetições. Ou então enganche um cinto elástico, ou item similar, ao redor do dedão do pé e empurre conta ele 10 vezes e depois o puxe em sua direção 10 vezes. Reduza sua quilometragem para se livrar da inflamação na região da tíbia. Já que os músculos da região da tíbia são os últimos a aquecer, vestir meias de cano longo pode ajudar no aquecimento.
Dor na parte exterior da tíbia? Caminhe apontando os pés para dentro por um minuto por dia. Dor na parte interior? Caminhe com os pés apontados para fora por um minuto. Aumente gradualmente os exercícios descritos acima até atingir 5 minutos. Então, pratique a caminhada sobre seus dedos e sobre o calcanhar com os pés apontando para dentro e para fora.
Tratamento - Use gelo e anti-inflamatórios não esteróides no começo da inflamação. Então trabalhe a flexibilidade: alongue antes e depois do exercício. Deite-se de costas com um pé no ar. Coloque uma toalha em volta da sola do seu pé, e puxe com a sua mão esquerda para trazer os dedos do pé para baixo e para a esquerda, o que irá alongar os músculos à direita.
Também massageie gentilmente o músculo respeitando sua tolerância à dor. Use gelo alternando com calor úmido... então submeta a musculatura à amplitude total de movimento. Use anti-inflamatórios não esteróides.
Síndrome Compartimental
Esta enfermidade geralmente está relacionada ao compartimento anterior da parte inferior exterior da perna, a área em frente da fíbula. A parte interior da perna é dominada pelo osso da tíbia. O compartimento sustentado por esses ossos é envolvido por uma bainha forte contendo músculos, nervos e vasos sangüíneos.
A síndrome compartimental resulta em uma dor muscular em decorrência de os músculos terem crescido mais rapidamente do que a bainha que os envolve. Isso inclui uma forma de inflamação na tíbia, porém isso também afeta os outros músculos menores da parte inferior da perna. Seu músculo da tíbia (tibial anterior) ficará rígido, insensível (caso os nervos estejam envolvidos) e você poderá ter uma sensação de pressão devido ao excesso de fluido ou desenvolvimento do músculo. A dor é na parte exterior da perna e, diferente da verdadeira inflamação na tíbia, a dor aparece durante o exercício e dura até muito tempo depois de terminar a sua sessão de treinamento. O diagnóstico é feito com a verificação através de pressão, embora o especialista geralmente vá verificar se há fratura por estresse antes.
Alguns músculos crescem tanto que eles constringem o fluxo sangüíneo na bainha, resultando em necrose (uma emergência médica) do músculo. Os nervos na bainha também podem ser pressionados.
Massagem, gelo e anti-inflamatórios podem ajudar, porém pode ser necessário ficar vários meses sem correr. Cirurgia (fasciotomia) pode ser necessária se a dor retornar, isto aliviará a pressão e dará ao músculo mais espaço para se expandir. A primeira providência é reduzir sua quilometragem para permitir seus músculos, e a bainha que os rodeia, se adaptem.
Tal qual as inflamações na tíbia, a síndrome compartimental ocorre em pessoas que elevaram rapidamente a quilometragem ou introduziram treino de velocidade subitamente. Alongue regularmente e faça exercícios com pesos leves e mais repetições para diminuir o risco.

Outros problemas nos músculos

Esses e outros problemas musculares são geralmente tratados pelo método RICE . Previna ou proteja os seus músculos de sofrerem mais danos com descanso, gelo, compressão e elevação.
Quando você se contunde, e é você que provoca a contusão, os vasos sangüíneos na área contundida se expandem. O fluido extra, ou edema, causa dor. Não mascare essa dor com Tylenol. O sangue é necessário para levar o material de reparo, mas muita inflamação constringe o fluxo sangüíneo e pode interferir na cura: combata o inchaço com gelo. Use gelo por 15 minutos a cada hora durante 2 dias.
Gelo diminui a inflamação, prevenindo muitos pontos sensíveis de ficarem lesionados. Molhar as suas pernas com água gelada depois da corrida tem o mesmo efeito -- isso pode diminuir a fadiga e ainda diminuir a temperatura corporal. Você pode usar gelo para resfriar a área inflamada, ou então ervilhas congeladas ou outros vegetais, ou ainda um daqueles "cold packs". Alguns minutos depois de remover a compressa de gelo, o sangue irá correr para a área machucada levando nutrientes que ajudarão na recuperação.
Uma vez que o calor atrai mais sangue e fluidos, use calor somente depois que o inchaço tiver ido embora.
Um bandagem de compressão precisa de habilidade para ser usada. Nunca permita que a compressão restrinja a circulação sangüínea para os dedos do pé.
Elevar o membro lesionado por uma hora ou duas também pode ajudar a diminuir a inflamação, mas o seu principal parceiro é o gelo ou seu equivalente.
Ainda dói depois de múltiplas aplicações de gele e elevação? Então tome a dose apropriada de anti-inflamatórios não esteróides para diminuir a inflamação.
Exercícios fortes aumentam os níveis de radicais livres, os quais podem danificar seus músculos. Pesquisadores finlandeses demonstraram que tomar 2.000 miligramas ( 2 gramas) de vitamina C antes, durante e depois de uma corrida de 10 km acelera a recuperação. A vitamina E também funciona. Use esta combinação por 5 ou 6 sessões chaves ao mês para evitar os efeitos colaterais de consumo muito alto de vitaminas.
Como regra, o músculo distende na parte posterior da perna devido a correr muito rápido, ou devido à passada muito larga. Você precisará repousar e ir mais devagar.
Diminuir o trabalho de velocidade com alguns dias de descanso ativo, e submeter os seus músculos numa amplitude de movimento confortável, irá levar nutrientes que estimularão a recuperação. Assim, você também manterá a forma. Massagem pode aumentar a circulação, levando nutrientes e oxigênio aos músculos tensos, ou lesionados, apressando a recuperação, ou, pelo menos, tornando a dor menos desconfortável. Massagem pode reduzir os níveis de dor e estresse, porém tente não usar isso para habilitá-lo a voltar diretamente para as pistas e distender novamente o músculo. A distensão muscular é classificada desde o primeiro grau, no qual há pouco dano ao músculo e nenhuma restrição à extensão do movimento; ao segundo grau com maiores danos e inchaço; até o terceiro grau no qual há a ruptura completa do grupo muscular e limitação severa de movimentos. Geralmente, quanto mais dói, maior é a área do tecido muscular distendida. O terceiro grau de distensão geralmente precisa ser tratado por um especialista, para ajudá-lo a superar a dor e o perigo de um dano duradouro se não houver a reabilitação apropriada e com paciência.
A distensão muscular maior irá exigir que você pare de correr. Distensões menores, se não doem quando você corre, irão curar com descanso ativo. Mas:
* Corra 20 segundos por km mais lento que o usual;
* Evite corridas longas... faça 11 no lugar de 22;
* Evite ladeiras... você tende a correr muito rápido quando as desce.
* Nada de treinos de velocidade;
* Não dê passadas muito largas.
Combinação de corrida leve e método RICE para a fase aguda de aproximadamente 2 dias, então alongamento e massagem depois, e anti-inflamatórios, se apropriados, devem ajudar a recuperação dos músculos.
Pratique o bom estilo de corrida antes de fazer treinos de velocidade novamente. Use tênis de corrida apropriados. Se você usa tênis leves de competição para as sessões de velocidade, faça bastante alongamento da panturrilha e Aquiles para prepará-los para o calcanhar baixo. Entre na corrida rápida depois do aquecimento, alongamento e exercícios. Faça menos repetições nas primeiras duas sessões ao voltar.
Fratura de estresse da tíbia
A dor provocada pela fratura de estresse é geralmente contínua e restrita a um ponto. Não corra.
Se você sentir dor quando pressiona a tíbia... descanse. Fraturas de estresse não aparecem no Raio-X até que a cicatrização já esteja avançada. Porém, elas podem ser confirmadas bem cedo por uma varredura do osso. O dilema --- a fratura de estresse requer de 6 a 8 semanas de exercício sem impacto para curar. Use exercícios sem corrida para manter o tônus muscular até que confirme se você tem uma fratura. Corrida na piscina, treino elíptico e ciclismo são as melhores opções de exercício.
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Entorses de Tornozelo

As lesões do tornozelo estão entre os mais comuns problemas vistos por médicos em atendimento de emergência, sendo graduadas dependendo da gravidade da lesão.

As entorses podem envolver os ligamentos laterais, ligamentos mediais e ou a sindesmose.
Lesão do Complexo Ligamentar Lateral

O complexo ligamentar lateral é formado pelo ligamento talofibular anterior (LTFA), pelo ligamento talofibular posterior (LTFP) e pelo ligamento fibulocalcâneo (LFC).

A maioria das entorses do tornozelo envolvem o complexo ligamentar lateral., comumente associadas a atividades esportivas, especialmente em atletas entre 15 e 35 anos de idade.

O paciente geralmente relata uma lesão do tornozelo quando fazia um movimento de mudança de direção e a maioria lembra-se da direção do movimento. As causas comuns são atividades esportivas, como futebol, saltos, corridas, ou traumatismos quando caminhava ou descia uma escada.

No exame é facilmente localizado o ponto de dor sobre os ligamentos que foram lesionados. Aumento de volume e equimose podem estar presentes no local.

Os exames radiográficos são úteis para identificar alguma lesão óssea, como uma fratura ou avulsão.

As entorses do tornozelo são classificadas em três graus: Grau I envolve uma lesão microscópica do ligamento. Grau II envolve uma lesão macroscópica. Grau III uma completa ruptura do ligamento.
Tratamento

Lesões grau I e II ocorrem nos ligamentos LFC e LTFA, e são tratadas conservadoramente, com repouso, gelo, elevação da extremidade, medicações anti-inflamatórias, por 24 a 72 horas. Após, avalia-se a estabilidade e inicia-se o tratamento fisioterápico, com retorno gradual a atividade física.

Lesões grau III freqüentemente apresentam ruptura dos LFC e do LTFA, podendo tornar-se um tornozelo instável. O tratamento conservador pode ser realizado inicialmente, com imobilização por cerca de 6 semanas, quando então inicia-se um programa de fisioterapia. Alguns autores preferem o tratamento cirúrgico em determinados pacientes, especialmente atletas de alto nível.

Aproximadamente 20% dos pacientes podem apresentar sintomas residuais de dor e instabilidade após uma lesão do tornozelo.
Lesão do Complexo Ligamentar Medial

É formado pelo deltóide superficial e profundo, sendo uma lesão muito menos comum e quando ocorre geralmente está associada a outras lesões, como da sindesmose e do complexo ligamentar lateral, usualmente com lesão parcial das fibras do deltóide superficial
A lesão isolada do deltóide deve ser tratada conservadoramente, pelo método PRICE (proteção, repouso, gelo, compressão, elevação, antiinflamatórios e fisioterapia.
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Lesões do ombro

O ombro é uma articulação peculiar, com movimentação multi-direcional. Apresenta várias estruturas anatômicas estabilizadoras, como ligamentos, relevos ósseos e músculos. Há também um sistema maravilhoso de deslizamento para permitir movimentos suaves composto por bursas (bolsas em latim) que, quando inflamadas, geram bursites.

O ombro tem quatro grupos musculares principais que o movem, chamados de manguito rotador.

O estudo das patologias do ombro teve grande impulso nos anos 90, e muitos dos problemas que eram rotulados como “bursites” eram, na verdade, enganos de diagnóstico.

Hoje temos patologias comuns como:

a) Síndrome do impacto – freqüente no ombro de atletas de esportes de arremesso
b) Tendinites calcáreas- calcificações dolorosas
c) Lesões de manguito rotador- lesões dos músculos que movem os ombros
d) Instabilidades – pacientes que “tiram o ombro do lugar”

Cabe ao médico ortopedista o diagnóstico desses vários quadros mórbidos lançando mão de recursos modernos como radiografias adequadas, ultra som diagnóstico, ressonância magnética, etc.
FONTE:BECKERFUT FUTEBOL CLUBE de NATAL  


 Análise epidemiológica de lesões no futebol de salão durante o XV Campeonato Brasileiro de Seleções Sub 20
Análisis epidemiológico de las lesiones en el fútbol de salón durante el XV Campeonato Brasileño de Selecciones Sub 20
 
 
Rodrigo Nogueira RibeiroI; Leonardo Oliveira Pena CostaII
IUniversidade Federal de Minas Gerais
IIPontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

Endereço para correspondência
 
 

RESUMO
INTRODUÇÃO: Vários autores têm investigado a incidência de lesões no futebol. Entretanto, poucos trabalhos têm analisado as lesões no Futebol de Salão. O objetivo deste estudo foi analisar a incidência, circunstâncias e características das lesões registradas no Futebol de Salão durante o XV Campeonato Brasileiro de Futebol de Salão Sub 20.
MÉTODOS: Fisioterapeutas ou médicos de todas as seleções participantes do XV Campeonato Brasileiro de Futebol de Salão Sub 20 responderam a um questionário para investigar a ocorrência de lesões durante as partidas. A taxa de resposta foi de 100%.
RESULTADOS: Um total de 32 lesões foi registrado durante as 23 partidas, com incidência de 1,39 lesão por partida ou 208,6 lesões por 1.000 horas/jogo. Aproximadamente 1 a 3 lesões por partida resultaram em afastamento de jogadores em partidas ou treinamentos. As lesões de contato eram predominantes em 65,62% (21 das 32 lesões) e a maioria dessas lesões não resultou no afastamento dos jogadores.
CONCLUSÕES: O presente estudo observou que a incidência das lesões durante o XV Campeonato Brasileiro de Futebol de Salão Sub 20 foi semelhante à registrada em torneios de Futebol de Salão, mas superior aos achados em torneios de futebol, caracterizando a especificidade do esporte. Entretanto, circunstâncias e características são similares entre eles devido à semelhança de demanda do esporte.

Palavras-chave: Futebol de salão. Futebol. Lesão. Taxa de incidência. Torneio.

RESUMEN
INTRODUCCIÓN: Varios autores han estado investigando la incidencia de lesiones en el fútbol. Sin embargo, pocos trabajos han estado analizando las lesiones en el fútbol de salón. El objetivo de este estudio fue el de analizar la incidencia, y las circunstancias, y características de las lesiones registradas en el fútbol de salón durante el XV Campeonato Brasileño de Fútbol de salón Sub 20.
MÉTODOS: Médicos y/o fisioterapeutas del todos los participantes del XV Campeonato Brasileño de Fútbol de salón Sub 20 contestaron una encuesta para investigar la ocurrencia de lesiones durante las salidas. La tasa de respuesta fue de 100%.
RESULTADOS: Un total de 32 lesiones fueron registradas durante los 23 partidos con una incidencia de 1.39 lesion para salida o 208.6 lesiones para 1.000 horas/juego. Aproximadamente 1 a 3 lesiones por partido provocaron la salida de jugadores en partidos o entrenamientos. Las lesiones por contacto eran predominantes en 65.62% (21 de las 32 lesiones), y la mayoría de esas lesiones no producía la salida de los jugadores.
CONCLUSIONES: El estudio presente observó que la incidencia de las lesiones durante el XV Campeonato Brasileño de Fútbol de salón Sub 20 fue similar a la incidencia observada en los torneos de Fútbol de salón pero superior a los hallazgos en los torneos del fútbol, caracterizando la especificidad del deporte. Sin embargo, las circunstancias y características son similares entre ellos debido a la similitud de demanda del deporte.

Palabras-clave: Fútbol de salón. Fútbol. Lesiones. Incidencia lesional. Torneos.

 
 
INTRODUÇÃO
O Futebol de Salão é um esporte em ascensão que tem atraído cada vez mais adeptos em todo o mundo. No Brasil é um dos esportes mais difundidos, jogado por mais de 12 milhões de brasileiros, segundo a Confederação Brasileira de Futebol de Salão (CBFS)(1).
Keller et al.(2) afirmam que o futebol é responsável pelo maior número de lesões desportivas do mundo. Estima-se que essas lesões são responsáveis por 50 a 60% das lesões esportivas na Europa e que 3,5 a 10% dos traumas físicos tratados em hospitais europeus são causados pelo futebol(2-4).
Muitos estudos têm analisado a incidência e os fatores de risco das lesões no futebol(4-22), mas existem poucos trabalhos sobre as lesões no futebol society(3,23,24) e apenas 1 estudo em Futebol de Salão(13). Segundo Junge et al.(13), em um estudo feito durante os torneios da Federação Internacional de Futebol (FIFA) e jogos olímpicos entre 1998 e 2001, observou-se incidência de 191 lesões por 1.000 horas de jogo no campeonato mundial de Futebol de Salão da Guatemala em 2000, taxa cerca de duas vezes maior que a maior incidência encontrada por eles em torneios de futebol de campo (92 lesões por 1.000 horas de jogo). Essa diferença pode ser atribuída à natureza do jogo, associada à alta velocidade dos movimentos e à menor dimensão do campo de jogo, e à diferença de pisos, resultando em um número maior de colisões e entorses, respectivamente(13). Além das características próprias desse esporte, o Futebol de Salão é uma das modalidades esportivas mais praticadas em todo o mundo, o que faz com que sejam necessárias investigações sistemáticas sobre a incidência de lesões.
Definição de lesão
Vários estudos epidemiológicos definem o termo lesões esportivas de diferentes formas, dificultando a comparação entre esses estudos(2,11,23,25-28). Em alguns estudos as lesões são definidas como aquelas tratadas pelo departamento médico e que requerem hospitalização(8). Essas lesões esportivas eram registradas pelas apólices de seguro; grande percentagem era grave e predominantemente lesões agudas eram observadas. Além disso, lesões de gravidade baixa ou por overuse não eram registradas, denominado de "fenômeno ponta do iceberg"(28).
Em estudos mais recentes a lesão tem sido definida como acontecimento que teria como conseqüência um tempo de afastamento de jogos ou treinos(9,17,24,29). Segundo Junge e Dvorak(11), essa definição não é totalmente precisa. Primeiro, sua aplicação depende da freqüência de treinos e jogos. Segundo, atletas lesados podem ter participação moderada em treinos através de uma modificação no seu programa de exercício. Terceiro, participação em treinos ou em jogos depende de outros fatores, como disponibilidade de tratamento adequado e importância do jogo.
O Sistema de registro nacional de lesões atléticas dos Estados Unidos (NAIRS) define lesão como acontecimento que limita a participação do atleta por no mínimo um dia após sua ocorrência. Essa definição é mais precisa, mas ainda não resolve todas as dificuldades antes mencionadas(28). A definição do Conselho da Europa requer que a lesão tenha no mínimo uma das conseqüências a seguir: 1) redução da quantidade ou do nível da atividade esportiva, 2) necessite de avaliação médica ou tratamento, e 3) tenha efeitos sociais e econômicos desfavoráveis. Essa definição de lesão atualmente parece ser a mais extensa, mas tem sido pouco usada(9,20).
Além da definição de lesão esportiva, outro ponto que merece destaque é a definição de gravidade. A gravidade das lesões tem sido definida pela duração do afastamento da prática esportiva e classificada em três categorias: leve (1 a 7 dias), moderada (8 a 21 dias) e grave (mais de 21 dias de afastamento)(17,30-32). Van Mechelen et al.(28) recomendam que a gravidade das lesões esportivas seja descrita com base em seis critérios: natureza da lesão, duração e tipo de tratamento, tempo de afastamento esportivo, tempo de afastamento do trabalho, dano permanente e custo.
Ladeira(15) afirma que os estudos epidemiológicos são o primeiro passo para a elaboração de um programa preventivo. Médicos, Fisioterapeutas e Educadores Físicos devem compreender a incidência, fatores de risco e mecanismos das lesões para combater suas causas(2,33). Os autores deste trabalho não têm conhecimento de estudos epidemiológicos de lesões em praticantes de Futebol de Salão no Brasil.
O objetivo deste estudo foi fazer uma análise prospectiva da incidência, circunstâncias e características das lesões no Futebol de Salão registradas durante o XV Campeonato Brasileiro de Seleções Sub 20.

MÉTODOS
O estudo foi realizado durante o XV Campeonato Brasileiro de Seleções Sub 20, torneio organizado pela CBFS. Participaram do estudo um total de 180 atletas com idade entre 17 e 20 anos, representando 10 seleções estaduais. Médicos, fisioterapeutas ou preparadores físicos das 10 seleções participantes responderam a um formulário (figura 1) para investigar a ocorrência de lesões durante os jogos. Esse formulário foi adaptado pelo oficio médico da FIFA Avaliação Médica e Centro de Pesquisa (F-Marc)(13). Quando um jogador se lesionava, os detalhes de sua lesão eram registrados numa entrevista com o autor principal dessa pesquisa. Após o termino do torneio, o autor manteve contato regular com fisioterapeutas, técnicos e/ou atletas por telefone, para acompanhar a evolução das lesões.
Nesse estudo as lesões foram definidas como qualquer comprometimento acontecido durante o jogo, não importando suas conseqüências em relação ao afastamento subseqüente de jogos ou treinos(13). O registro das lesões baseou-se na circunstância (com contato, sem contato), localização, tipo e gravidade, apresentados na tabela 1. Neste estudo, os dados foram apresentados de forma descritiva.



Este estudo foi aprovado pelo comitê de ética da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e pelo Conselho Arbitral do XV Campeonato Brasileiro de Seleções Sub 20, e todos os voluntários que participaram deste estudo consentiram em sua participação.
Calculo da incidência
A incidência das lesões foi expressa em número de lesões por jogo e em número de lesões por 1.000 horas de jogo por atleta de acordo com estudos prévios(12,13). O total de horas de jogo por atleta foi calculado conforme a equação: 10 jogadores x 40 minutos = 6,67 horas. Tempo extra e a redução do número de atletas em quadra durante as partidas não foram computados, pois nenhuma partida necessitou de tempo extra e as exclusões dos atletas eram raras e duravam pouco tempo.

RESULTADOS
Um total de 32 lesões foi registrado durante os 23 jogos do XV Campeonato Brasileiro de Seleções Sub 20, com incidência de 1,39 lesão/jogo. As circunstâncias das lesões foram registradas pela ocorrência ou não de contato (trauma direto ou indireto). As lesões com contato foram predominantes com 65,62% (21 das 32 lesões), sendo que a maior parte dessas lesões não resultou em afastamento dos atletas das atividades esportivas. Informações complementares sobre a incidência, circunstância e características das lesões encontram-se na tabela 1.
A taxa de lesões que resultaram em afastamento de jogos e/ou treinos foi de 0,48 lesão/jogo ou 71,7 lesões/1.000 horas de jogo. Significativamente, lesões sem contato (34,38%; 11 das 32 lesões) resultaram em afastamento de jogo das atividades esportivas do que as lesões com contato (65,62%; 21 das 32 lesões). A gravidade (tempo de afastamento) foi maior nas lesões sem contato em relação às lesões com contato (detalhes na tabela 2).



DISCUSSÃO
O presente estudo investigou a incidência e característica das lesões no Futebol de Salão durante o XV Campeonato Brasileiro de Seleções Sub 20. Todas as 10 seleções participantes do torneio cooperaram com este estudo ao responder a um questionário adaptado do F-MARC(13) após os jogos, resultando em um índice de resposta de 100%. Neste estudo as lesões foram definidas como qualquer comprometimento acontecido durante o jogo, não importando suas conseqüências em relação ao afastamento subseqüente de jogos ou treinos(13).
O uso de uma definição extensa que inclui "todas as lesões (overuse e trauma) causadas no futebol não importando suas conseqüências" evita problemas associados com definições que sejam restringidas(13). Permite a avaliação de lesões crônicas, avaliando o impacto da elevada taxa de incidência de contusões leves e moderadas em relação a fraturas, por exemplo. Além de disponibilizar informações adicionais (como calculo da duração de afastamento do futebol e tratamento por médico ou fisioterapeuta), o que permite expressar a incidência de lesões de acordo com as diferentes definições, possibilitando a comparação dos resultados com outros estudos.
Outro fator importante é que essa definição mais abrangente torna possível minimizar erros durante as coletas de dados por diferentes examinadores de profissões diversas (Médicos, Fisioterapeutas, Educadores Físicos, etc.), o que poderia ser uma das limitações para esse tipo de estudo.
Vários estudos têm demonstrado grande diferença nas taxas de incidência das lesões registradas no futebol(2,11,23,25-28). Junge e Dvorak(11) atribuem essas diferenças às definições heterogêneas, método de coleta de dados, tempo de observação, tipo de estudo e características das amostras encontradas nos trabalhos.
A definição de lesão e sua gravidade são aspectos importantes no registro das lesões esportivas e têm sido discutidos por muitos autores(2,11,23,27,28). Junge e Dvorak(11) afirmam que a definição de lesão deve ser baseada na prevalência da queixa apropriada ao futebol e que a gravidade não seja determinada apenas pela duração dos sintomas, mas também pelo dano tecidual, pois pequenas lesões e lesões "curadas" por analgesia ou por medicação são negligenciadas e a taxa de incidência das lesões pode ser subestimada.
O sistema para a coleta dos dados também tem sido alvo de inúmeras discussões. Lindenfeld et al.(3) afirmam que o registro adequado deve incluir componentes como localização, tipo e circunstância da lesão. Junge e Dvorak(11) recomendam que no cálculo exato da incidência de lesões o número de jogos e treinos deve ser documentado individualmente para cada atleta. Além disso, eles afirmam que o registro das lesões esportivas deve ser feito de forma prospectiva, pois dados retrospectivos possuem valor limitado, e estudos prospectivos, além de avaliarem a incidência de lesões, também podem identificar grupos e fatores de risco.
No presente estudo a incidência de lesões (208,6 lesões/1.000 horas de jogo) foi ligeiramente superior à incidência registrada por Junge et al.(13) durante o Campeonato Mundial de Futebol de Salão da Guatemala de 2000 (191 lesões/1.000 horas de jogo). Essa maior incidência pode ser explicada por fragilidade técnica e tática, assim como pela menor força muscular, resistência, coordenação e experiência dos atletas jovens. Modificações no sistema de treinamento de jovens atletas, focando a técnica e habilidade, além da parte física, podem minimizar a incidência de lesões esportivas(19). Não foi possível avaliar lesões durante treinos, pois em torneios curtos como esse as equipes fazem jogos diários, o que inviabiliza na maioria dos casos treinamentos durante a competição, limitando nosso trabalho a avaliar apenas a incidência de lesões/horas de jogo.
A taxa de incidência das lesões sem contato foi superior à das taxas encontradas em outros torneios(13), e 45% dessas lesões resultaram em afastamento de jogos ou treinos. Essa alta taxa de incidência de lesões sem contato pode ser um indicativo de que os atletas tiveram tempo insuficiente de preparação para a demanda do torneio e/ou não houve tempo hábil para a recuperação de lesões durante a competição.
A maioria das lesões (65,62%) foi causada por contato direto, sendo que as contusões e as entorses foram os tipos de lesões mais comuns durante o torneio, resultados similares a de outros estudos(3,12,23,24). Encontramos taxa de entorses ligeiramente superior às registradas por Junge et al.(12,13) em torneios de futebol da FIFA entre os anos de 1998 e 2002, e nos Jogos Olímpicos de 2000. Essa diferença pode ser atribuída ao piso emborrachado e mais aderente da quadra de Futebol de Salão comparado com a grama no futebol, predispondo a maior número de entorses.
A localização das lesões registradas foi similar à encontrada em outros estudos(3,4,10,12,13,15-17,19,21-23), afetando predominantemente as articulações do tornozelo e joelho e os músculos da coxa e perna. A desproporção entre os segmentos corporais pode ser atribuída à maior demanda da extremidade inferior no esporte(19).

CONCLUSÃO
O presente estudo observou que a incidência, circunstância e características das lesões durante o XV Campeonato Brasileiro de Seleções Sub 20 são similares às verificadas tanto em torneios de Futebol de Salão quanto em torneios de futebol, caracterizando a especificidade do esporte. A análise da incidência e dos fatores de risco das lesões esportivas e o desenvolvimento de programas preventivos são de extrema importância para reduzir a incidência de lesões durante a prática do esporte.

AGRADECIMENTOS
Os autores agradecem a cooperação de todos os fisioterapeutas e preparadores físicos das delegações (Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo, Tocantins) que voluntariamente dispuseram do seu tempo para a coleta de dados desse trabalho. Gostaríamos de expressar nossa gratidão a todos os atletas que participaram deste estudo.

REFERÊNCIAS
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Endereço para correspondência:
Rodrigo Nogueira Ribeiro
Rua Courupita, 1.557, apto. 101, Eldorado – 32310-520 – Contagem, MG, Brasil.
Tels.: (31) 3391-3467/(31) 9142-7258.
E-mail: rodrigonog@hotmail.com




 
Lesão de joelho


Os saltos são os maiores causadores nas lesões do joelho nos volebolistas.


BRENO SPFC












Ronaldo grita com dores após sentir nova lesão no joelho


MAIKON LEITE SANTOS FC


 

 Podemos encontrar ainda as lesões por desgaste

 Lesão no joelho, gráfico, figura esquelética, esquelético


 Lesão no joelho, e agora?

 



Entenda como acontecem as lesões no futebol

Joelhos e tornozelos são as articulações que sofrem os maiores impactos das faltas


Por Minha Vida - atualizado em 22/03/2012

O assunto vem a campo sempre que algum atleta vai parar na capa dos jornais, machucado. Mas se engana quem pensa que só jogadores profissionais estão sujeitos a sofrer por causa do futebol. O esporte favorito dos homens é uma usina de lesões. O ritmo do jogo e as quedas exigem muito dos músculos, por isso a necessidade de fortalecê-los.

"Os músculos e os ligamentos são as principais estruturas de sustentação das articulações que, por serem móveis, são as mais susceptíveis a problemas", afirma o médico Fernando Torres, do Centro de Estudos de Fisiologia do Exercício da Universidade Federal de São Paulo. A  seguir, confira as respostas para as  principais dúvidas de quem gosta de encarar o futebol no final de semana e morre de medo de ter de encarar a segunda-feira com a perna enfaixada:
homem chutando a canela do outro em campo - Foto Getty Images
Quais as causas mais comuns de lesões?
As lesões mais comuns surgem das faltas praticadas pelos adversários. A gravidade desses esbarrões é relativamente pequena, entretanto, as estatísticas mostram que de 10% a 23%, no máximo, resultam em afastamentos de treinos ou jogos.

Mas o preparo físico também interfere. O atleta que treina em excesso, dorme pouco, tem sono não repousante, não se alimenta bem ou mesmo que faz ou fez uso de anabolizantes são os mais propensos a terem problemas. O aquecimento e alongamento, antes do exercício, são vitais para evitar lesões.

Quais as áreas mais afetadas?
As entorses do tornozelo são as lesões mais comuns do futebol, representando 17% a 20% do total. As lesões de joelho constituem em torno de 16% de todas as lesões em homens. O problema destas últimas é que, quando ocorrem, exigem maiores períodos de ausência do que as demais e até cirurgias de reparação. O cenário só muda com os goleiros, que penam mais com problemas nas mãos, normalmente fraturas nas falanges dos dedos.

O joelho é o mais afetado porque, ao contrário do quadril, que é uma articulação profunda e muito estável por ser muito bem encaixada, o joelho é uma articulação plana e mais instável, além de superficial. Ele ainda está sujeito a grandes forças de rotação, principal mecanismo para a lesão dos meniscos e ligamentos cruzados. Sem se esquecer que os joelhos, como os tornozelos, não têm um envoltório muscular para protegê-los.
meninas fazendo alongamento antes do jogo - Foto Getty Images Qual a melhor maneira de proteger cada uma dessas áreas?
Fortalecer a musculatura, alongar, aquecer e, principalmente, nunca jogar quando estiver cansado. E, durante os jogos, nunca dispensar equipamentos como uma tornozeleira e uma caneleira.
pés de um jogador com chuteiras e caneleira - Foto Getty Images Qual o papel dos equipamentos de proteção?
Existem joelheiras e tornozeleiras muitos eficazes na prevenção de lesão minimizando um pouco as chances de acidente. Os equipamentos também ajudam quem já sofreu algum acidente e, mesmo assim, insiste em jogar.
homem visitando um médico - Foto Getty Images Que exames um jogador deve fazer?
Um bom exame clínico com um médico especialista em esportes. Os exames incluem uma análise das articulações pela palpação, no mínimo. Felizmente, nenhuma máquina será capaz de substituir esta nossa sensibilidade.
Goleiro acima do peso  - Foto Getty Images O aumento de peso pode levar a que tipo de problemas?
O aumento de peso favorece os riscos de lesão, porque sobrecarrega as articulações, além de aumentar as chances de um problema cardiovascular.

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TIPOS DE LESÕES NO JOELHO

Tipos de lesões no joelho
As lesões ocorrem tanto na prática de esportes quanto no sexo. Confira os principais tipos de lesões.



Quem pratica esporte e faz exercícios diariamente, sabe que o joelho é uma das partes do corpo que mais precisa de atenção. Por ser uma articulação complexa e responsável por suportar e carregar boa parte do peso do corpo, ele se torna mais vulnerável a lesões.
Para acabar com todas as dúvidas e te ajudar a proteger os seus joelhos, confira uma entrevista com Dr. Paulo Henrique Araujo, ortopedista e cirurgião:
1.   Quais as lesões mais comuns no joelho e por que elas ocorrem?
As mais frequentes são lesões ligamentares, meniscais e condrais (cartilagem). Elas ocorrem, normalmente, em decorrência de traumas relacionados à prática desportiva. A lesão ligamentar mais comum é a do ligamento colateral medial, que se localiza superficialmente na face interna do joelho, e que frequentemente se associa a outras lesões, porém seu tratamento normalmente não requer cirurgia e o paciente se recupera completamente.
A lesão que mais requer tratamento cirúrgico é a do ligamento cruzado anterior, muito frequente em jogadores de futebol profissionais e recreacionais. A artrose do joelho também é muito comum e é ocasionada pelo desgaste da cartilagem articular ao longo dos anos.
2.   Quais atividades profissionais e/ou esportivas estão mais suscetíveis a traumas nesta região?
No Brasil, o futebol é o campeão absoluto como fonte de lesões no joelho. Porém, qualquer atividade esportiva pode desencadear problemas sobre eles. Atividades profissionais também podem levar a lesões específicas nos joelhos, de acordo com a postura adotada no desempenho das funções.
Por exemplo, profissionais de escritório, que ficam sentados por longo período com os joelhos fletidos tem maior chance de desenvolver dores patelares em consequência de encurtamento muscular. Trabalhadores que desenvolvem suas funções em terrenos acidentados têm maior chance de sofrerem entorses.
3.   E quanto ao sexo, homens ou mulheres sofrem mais com lesões no joelho?
Em números absolutos, os homens superam as mulheres em lesões no joelho, em decorrência de traumas esportivos por uma razão simples: o público masculino pratica mais esportes de risco para os joelhos do que as mulheres. Porém, elas apresentam risco de lesão no ligamento cruzado anterior maior do que os homens e isso se deve a fatores biomecânicos e anatômicos. Por exemplo, se ambos jogarem futebol, basquete, vôlei, handball ou qualquer outro esporte de risco, a mulher tem mais chance do que o homem de sofrer lesão especificamente no ligamento cruzado anterior.
4. Para as mulheres, o uso constante de saltos pode causar problemas na movimentação do joelho?
O uso de salto leva a um encurtamento muscular e ao deslocamento do centro de gravidade do corpo, o que pode ocasionar alterações articulares nos membros inferiores em geral, incluindo os joelhos.
5. Quais os tratamentos indicados para as lesões no joelho?
Obviamente que o tratamento específico dependerá do tipo da lesão, podendo variar de medidas simples, como imobilização e as descritas acima, até tratamentos cirúrgicos para reconstrução ou reparo das estruturas lesionadas. Entretanto, medidas gerais e imediatas cabem a qualquer trauma no joelho. O tratamento imediato é sintomático, ou seja, combater a dor e o inchaço com medidas simples, como manter a perna elevada, gelo e anti-inflamatórios.

AQUECIMENTO: FUNDAMENTAL PARA EVITAR LESÕES EM DIAS FRIOS

Quem malha corretamente sabe da importância de se aquecer antes do treino. O aquecimento mantém o bom rendimento na prática de exercícios. No entanto, ainda há quem o dispense, seja por falta de tempo ou, simplesmente, por preguiça. E isso é péssimo para o corpo, pois com a chegada do frio o risco de lesões musculares aumenta. Nessa época, toda a musculatura demora um tempo maior para atingir uma temperatura ideal para o exercício.
Um bom exemplo é o simples ato de elevar e descer os joelhos, já é possível aumentar a frequência cardíaca e aquecer os membros inferiores. “É algo parecido com o aquecimento feito pelos jogadores de futebol, quando eles fazem uma ‘corridinha’ no mesmo lugar ou repetem movimentos jogando as pernas para o alto".
Esteira e bicicleta
O aquecimento também pode ser feito em aparelhos que estimulam o treino aeróbico, como a esteira e a bicicleta. No entanto, a atenção para a velocidade usada nesses aparelhos, que deve começar em um ritmo mais lento e ser acelerado progressivamente. Ainda de acordo com ele, uma série de exercícios feitos com elásticos complementa esse aquecimento especial para os dias mais frios.
"O aquecimento oferece vantagens para a prática de atividades físicas, pois pode evitar contraturas ou desconforto muscular, principalmente em regiões como panturrilha, músculos posteriores de coxa e costas, regiões que correm maior risco durante um treino".








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