quinta-feira, 11 de outubro de 2012

PERDER PESO EXIGE MAIS DO QUE DESEJO

Perder peso exige mais do que desejo

Para emagrecer não basta querer, é necessário se esforçar. Essa pode ser a síntese dos resultados de uma pesquisa divulgada hoje e que recebi há pouco. O trabalho foi feito por encomenda de uma multinacional da alimentação, a Nestlé, e ouviu 800 mulheres de quatro cidades brasileiras, com idades entre 18 e 45 anos. Perder peso é uma preocupação de 61% delas, mas quase a metade (49,3%) não faz nada para alcançar o objetivo. É um dado preocupante, pois para além da estética, que geralmente norteia as atenções, há os graves danos à saúde provocados pelo sobrepeso e a obesidade.
Sabemos, por exemplo, que doenças das artérias coronarianas, provocadas por acúmulo de placas constituídas por gordura, colesterol, cálcio e outras substancias podem estreitar ou bloquear as artérias e causar uma pressão alta, o AVC ou derrame cerebral, angina ou ataque cardíaco. São riscos que aumentam quando há a elevação do índice de massa corporal (IMC). Também a insuficiência cardíaca, com debilidade de bombeamento de sangue para todo o corpo, é um problema da obesidade.
Os resultados da pesquisa são reveladores e podem servir para dar uma chacoalhada na preguiça. Das mulheres ouvidas, apenas 29% praticam alguma atividade física, 20% adotam alguma dieta ou programas de reeducação alimentar e 12,6% se preocupam em manter uma alimentação saudável, com ingestão de alimentos de forma equilibrada. Portanto, há muito que fazer.
Aqui no Rio as mulheres têm mais preocupação com o peso, o percentual sobe dos 61% nacional, para 69%. Recife apresentou as mulheres mais satisfeitas com seus pesos e 46,5% delas desejam emagrecer. O percentual chega a 61% em Porto Alegre e 59,9% em São Paulo.
Mas fica evidente que o empenho pessoal não acompanha a vontade e nem segue os conselhos habituais. O primeiro deles, sempre, é o de buscar o apoio de um profissional. O mais comum – 57,5%- é copiar a dieta das amigas. É um erro que certamente contribui para outro resultado encontrado: 22% já começaram com dietas mais de dez vezes. Sendo que 44% já fizeram alguma dieta alo longo da vida. A situação é óbvia. Afinal, cada organismo é diferente do outro e exige atenção específica. Ao pegar para si uma proposta de dieta de outra, o resultado não aparece e vem a frustração.
Outro erro comum, cometido por 61% das entrevistadas, é o de não associar novos hábitos alimentares aos exercícios físicos. Fechar a boca é importante, mas ter um bom condicionamento é fundamental, mesmo para pessoas consideradas magras. Uma desculpa recorrente, que já ouvi muito, é a da falta de tempo. Ok. Há o trabalho, o transporte, os estudos, os filhos, os afazeres domésticos etc. Mas digo sempre que é possível inventar o tempo e o exercício. Vamos subir mais escadas, em vez de ficar esperando o elevador para um ou dois andares; vamos andar até a esquina ou até o ponto de ônibus seguinte; usar menos o controle remoto, ir ao supermercado a pé. Se possível, fazer uma caminhada, que sejam 30 minutos três vezes por semana. Tá valendo.
Pela pesquisa, das 39% das que se exercitam, 80% o fazem três dias ou mais durante a semana, enquanto 11,7% fazem todos os dias. Quem não gosta de caminhar, pode andar de bicicleta, nadar, correr, se inscrever no pilates, na yoga, no tai chi chuan, qualquer coisa. O importante é não ficar parado.
A pesquisa revela respostas que beiram a crueldade e revela os danos psicológicos e sociais do peso extra. O total de 80,3% disseram ter vergonha de mostrar o corpo para o companheiro e 19,2% afirmaram já ter deixado de ir a uma festa por se acharem gordas.
Aqui falei das mulheres, pois esse foi o universo da pesquisa. Mas problemas semelhantes acometem homens acima do peso. Diferentes formas de preconceito, além dos problemas de saúde são comuns aos dois gêneros. Como também é comum o eterno “empurrar com a barriga” a adoção séria de um programa de redução de peso. Meu conselho é comece já e tenha sempre como objetivo primordial a melhoria da sua condição de saúde, da sua qualidade de vida. Como digo, prevenir é o melhor remédio.
FONTE:  Á SUA SAÚDE, DR: PALHEIRO, FLÁVIO CURE 2012







 QUANDO A MULHER ATINGE UM GRAU DE OBESIDADE MÓRBIDA, MUITAS DAS VEZES O QUADRO SE TORNA IRRESISTÍVEL, LEVANDO A MULHER PARA A MESA DE CIRURGIA DECORRENTE DOS SÉRIOS PROBLEMAS COMO DIABETES, HIPERTENSÃO ARTERIAL, DORES ARTICULARES, FALTA DE AR E FADIGA CONSTANTE..
   

contato: 
email:lucianofisiol@gmail.com
        facebook: luciano sousa luciano sousa
 
Postar um comentário